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Edição 2114

27 de maio de 2009
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Conversa com Rodolfo Abrantes

"Muita gente pensa que morri"

Em 2001, no auge da fama, o cantor Rodolfo Abrantes deixou o grupo Raimundos, as drogas e passou a se dedicar à música gospel. No segundo semestre, tentará voltar ao mercado lançando um DVD de cunho evangélico


Raquel Salgado

Divulgação
RODOLFO: "Não perdi a fama,
eu a entreguei"


Você perdeu a fama quando saiu do Raimundos?
Não perdi a fama, eu a entreguei. Abri mão dos holofotes para ter uma vida simples e feliz ao lado de Jesus.

Valeu a pena? No começo, foi assustador. O meu telefone parou de tocar na hora. Agora, quem está comigo gosta de mim. Não são os interesseiros de antes.

Se valeu a pena, por que você quer voltar? Muita gente pensa que eu morri. Quero mostrar que estou fazendo música e que ela é pura, limpa...

As antigas eram cheias de palavrões. Você se arrependeu de tê-las cantado? Sei que influenciava mal meus fãs, mas não tinha consciência disso. Eu era um adolescente. Não tinha ideia da arma que o microfone é.

Adolescente de 28 anos? Ah, mas a cabeça era de 15. Minha mulher e eu usávamos todo tipo de droga, éramos dois coquetéis molotov. Precisávamos sair daquilo.

Suas tatuagens escandalizam os evangélicos? Quando vou pregar em igrejas que têm tiazinhas, eu escondo as tatuagens. Afinal, não tem nada a ver afrontar os irmãos que são das antigas.

 

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