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Edição 2114

27 de maio de 2009
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Reverendo Aldo Quintão — 77
Crimes na internet (capa) — 28
Eduardo Paes (Entrevista) — 27
Lya Luft — 25
Escândalos no Congresso — 20

Crimes na internet

Excelente a reportagem "Mouse ao alto!" (20 de maio). VEJA vem cumprindo um importante papel ao informar a sociedade. A matéria teve dois pontos altos: primeiro, a entrevista com o ex-hacker Kevin Mitnick, com as informações sobre como se livrar dos crimes virtuais. O segundo ponto esclarecedor foi mostrar que tanto no campo real como no virtual existem "riscos". Significa dizer que devemos nos precaver e não deixar de usar uma tecnologia que nos traz tantas vantagens.
Maria Dilma Ponte de Brito
Parnaíba, PI

Vivemos uma época na qual é evidente o grande impacto causado pelo avanço das telecomunicações e da informática. Porém, acompanhando essa evolução, as mentes criminosas também se atualizaram e hoje representam uma ameaça cada vez mais presente no ambiente virtual. VEJA expôs com clareza os vários perigos aos quais estamos sujeitos ao nos conectar à grande rede, um assunto que não vem recebendo a devida atenção da mídia.
Leandro Guimarães dos Santos
Belo Horizonte, MG

Além da falta de experiência dos internautas brasileiros na utilização de mecanismos contra a invasão de seus computadores, temos a agravante do descaso dos nossos legisladores, que não produzem leis severas e efetivas de combate ao avanço tecnológico desses criminosos.
Renato Cartolano
Ribeirão Preto, SP

As leis brasileiras servem para processar e punir os "cibercriminosos". O que falta é conhecimento técnico da grande maioria dos policiais, promotores e juízes sobre o tema e sobre como aplicar a legislação penal nesse universo. Evidentemente temos limitações, pois o crime "via rede" tem muitas vezes caráter global. Talvez nunca antes na história da humanidade o crime, como outras coisas, tenha sido tão globalizado quanto agora. Nesse ponto só a cooperação internacional poderá minimizar essa nova forma de criminalidade. Mas isso começa a mudar. E reportagens como a de VEJA ajudam muito. Eventos como o I Seminário Cibercrime e Cooperação Penal Internacional (www.iccrime.com.br), que ocorreu nos dias 21 e 22 em João Pessoa com a presença do juiz Mohamed Chawki, presidente da International Association of Cybercrime Prevention, com sede em Paris, colocam nosso país na vanguarda do estudo desse tipo de delito.
Alexandre Moura
Campina Grande, PB

A maioria dos internautas encara o ambiente da web como um território livre, em que não existe punição para nenhum ato contrário à lei. Além do mais, muitos prestam um desserviço ao glamourizar o crime digital dando status de gênio a quem, no mínimo, é um criminoso ardiloso. Na medida em que toda a nossa vida está sendo transferida para a internet, é um grande risco para todos a expansão do crime digital. Sem dúvida, muitas cabeças brilhantes, atraídas pelo falso glamour, entram num submundo perigoso, cheio de armadilhas e possibilidades, mas que pode ter, como desfecho, destaque nas páginas policiais.
Valdomiro Nenevê
São José dos Pinhais, PR

Quando os criminosos não são punidos e a vítima passa a ser culpada, instala-se o terreno perfeito para a bandidagem. É a realidade do ambiente da internet.
Denis Schaefer
São Paulo, SP

O brasileiro sempre gostou de diversão sem se preocupar com prevenção. A prevenção ainda é a melhor solução contra todos os tipos de vírus, inclusive os virtuais.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

VEJA sempre surpreende pela capacidade de "falar" ao leitor. Nesta semana não foi diferente. A imagem da sereia retrata bem o egocentrismo que domina a rede e facilita a vida de quem a usa para tirar proveito das fraquezas humanas.
Alcione Alvim da Silva
Blumenau, SC

 

"VEJA expôs com clareza os vários perigos a que estamos sujeitos ao nos conectar à internet, um tema que não vem recebendo a devida importância da mídia."
Leandro Guimarães dos Santos
Belo Horizonte, MG

Lailson Santos
Vítima dos hackers Polyana Ruffino: "Tomei um susto quando vi na minha conta-corrente um débito de 1 800 reais que eu não tinha feito"

 

Aldo Quintão

Eu me lembro muito bem do dia em que estávamos procurando uma igreja para o nosso casamento e deparamos com uma catedral no Alto da Boa Vista, na Zona Sul de São Paulo. Descemos do carro para analisar a estrutura, momento em que ouvimos ao fundo: "E aí, amado, vai ficar namorando a igreja ou vai parar de enrolar essa moça linda?" (era Aldo Quintão, em março de 2008). Naquele exato momento havíamos acabado de definir em qual igreja iría-mos nos casar. Foi amor à primeira vista. Mas manifesto que a catedral anglicana de São Paulo, liderada pelo brilhante reverendo Aldo Quintão, não é só um lugar para celebrar casamento; trata-se de um local maravilhoso, onde a comunidade se engaja numa ação social que devolve dignidade, carinho, respeito, amor, alegria e esperança a um grupo aproximado de 400 crianças carentes e portadoras de deficiências. A reportagem "Todos querem Aldo" (20 de maio) é a cereja do bolo, pois o melhor vive nos corações orgulhosos de anglicanos como eu.
Alexandre Soares Canova
São Paulo, SP

Muito oportuna e justa a reportagem com o reverendo Aldo. É um homem abençoado, cativante e dedicado às obras sociais. As missas, muito atuais e tocantes, alcançam nosso coração, sensibilizando e acalmando a todos. Como cristão, rezo a Deus, em nome de Jesus, por pessoas assim, especialmente nos dias de hoje, em que precisamos, cada vez mais, da presença do Espírito Santo em nossa vida.
Renato Opice Blum
São Paulo, SP

Conheço o reverendo Aldo desde antes de ele ser ordenado diácono. Por inspiração de Deus, pedi permissão ao bispo para que Aldo, então já diácono, celebrasse o casamento de meu filho caçula. Sou anglicana desde que meus avós me batizaram, em 1938. Gostei muito da reportagem, pois penso que a igreja e o reverendo Aldo merecem ser mais conhecidos. Para mim, ele "desengessou" a igreja, mostrando aos fiéis sua beleza e levando o povo de Deus a melhor entendê-lo e a melhor amá-lo.
Enilda D. Zimmermann
Campinas, SP

 

Eduardo Paes

Finalmente um político carioca tem a coragem de declarar que o romantismo social e a demagogia têm levado a cidade do Rio de Janeiro ao caos. Tomara que, com pulso forte e a ajuda de políticos e de toda a sociedade carioca, possamos ter o prazer de dizer: "Que cidade maravilhosa!". Que venham os turistas do Brasil e do mundo (Páginas Amarelas, 20 de maio).
Luiz Otavio da Silva
Vila Velha, ES

Sou carioca e moro em São Paulo desde os 10 anos de idade. Minha família se mudou para essa cidade basicamente pelos motivos relatados pelo prefeito. Os problemas do Rio provocaram mudanças nos nossos planos e modificaram o rumo da nossa vida. Hoje, estou totalmente adaptado e muito feliz em São Paulo. Não tenho vontade de voltar a viver no Rio. Sou publicitário, e trabalhar lá na minha área profissional, com todo o respeito, seria andar para trás, pois praticamente tudo acontece em São Paulo. Espero que as coisas mudem, para o bem do Rio.
Marcelo Marques
São Paulo, SP

Muito boa a entrevista com o prefeito Eduardo Paes. É de políticos com visão dos problemas sociais e disposição para resolvê-los (fora do padrão brasileiro) que precisamos; de homens que têm consciência de futuro distante (estadistas), e não de moleques que vivem olhando para o próprio pé e bolso, "lixando-se para o povo", preocupados em manter-se no poder, sem visão além de quatro anos.
Fernando Vasconcellos Dias
Campo Grande, MS

 

Escândalos no Congresso

O povo paraibano agradece à revista VEJA pela elucidativa reportagem "O senador e seus fantasmas" (20 de maio). O Tribunal Superior Eleitoral já cassou o governador do estado, Cássio Cunha Lima, por inúmeras irregularidades praticadas no exercício do cargo. Diante de tantas irregularidades devidamente comprovadas, cabe agora ao Senado Federal extirpar da política nacional o cidadão Efraim Morais.
Paulo Manuel Moreira Souto
Cabedelo, PB

A respeito do que foi publicado no quadro "O teatro da moralização" (20 de maio), cabe esclarecer: a Fundação Getulio Vargas é internacionalmente reconhecida por seu saber em gestão pública, como atesta publicação recente do Banco Mundial, que a destacou como uma das cinco melhores consultorias do mundo. O contrato de 1995 resultou na reforma administrativa adotada pela Resolução nº 9, de 1997. A primeira etapa do trabalho da FGV tem por escopo reorganizar administrativamente o Senado, recuperando a racionalidade de seu organograma, de forma a recriar hierarquias e responsabilidades. É precondição para outras etapas da reforma, como a criação do plano de cargos e salários. Não faz parte dos objetivos do trabalho, nesta fase, cortar despesas. Isso começou no início da legislatura, quando o presidente José Sarney determinou um corte de 10% no orçamento da casa, e vai continuar ao longo do processo de ajuste. Em seu pronunciamento, o presidente Sarney anunciou que a reforma, ao final, resultará numa estrutura equivalente a 40% da atual, e não em um corte de 40%.
Francisco Mendonça Filho
Secretário de Imprensa da presidência do Senado
Brasília, DF

 

Rio Grande do Sul

Estamos sempre em busca de um Brasil melhor. Votamos no PMDB, virou um partido fisiologista. Votamos no PT, a corrupção veio à tona "como nunca antes". Votamos no PSDB, vimos os caixas um, dois, três... Temos, então, como opção o DEM dos coronéis, o PTB dos que estão se lixando para a opinião pública, o PSOL dos folclóricos. Temos, ainda, partidos anões, mas só de nome, pois frequentemente são o peso na balança das decisões. Dizem que devo fazer justiça com o meu voto. Mas, agora, para que lado corro? ("Caixa um no caixa dois?", 20 de maio.)
Valter Vicenzi
Caxias do Sul, RS

 

Reforma política

Cumprimento a equipe de VEJA e o jornalista Fábio Portela pela excelente explicação sobre o voto em lista fechada e o financiamento público de campanha ("Uma reforma anti-delúbios", 20 de maio). Concordo plenamente com os fatos e as opiniões apresentados. É revoltante observar a cada eleição empresários constrangidos pelos políticos que os pressionam e ameaçam atrás de "auxílio" de campanha, diretamente ou por meio de entidades e sindicatos patronais.
Gabriel Michels Zanette
Criciúma, SC

 

Tocantins

Ninguém melhor do que os senhores sabe o peso que tem uma fonte na credibilidade de uma reportagem, e das informações contidas nela. As duas páginas que VEJA reservou na edição 2 113 para falar de minha administração ("Um curioso e apimentado caso de amor", páginas 76 e 77) caem, infelizmente, no vão de credibilidade de dona Ângela Costa Alves, uma ex-assessora da primeira-dama Dulce Miranda que, infelizmente, por alguns anos, gozou de nossa confiança. Desconhecíamos, por exemplo, que dona Ângela tinha um prontuário competindo com suas qualificações profissionais, que incluem um processo criminal (2006.004.4479-0) por roubar folhas de cheque do órgão público no qual estava lotada; um processo de cobrança (2006.0007.1807-6-0), pelo não pagamento das prestações de um carro; dois processos de rescisão de contrato (2005.0001.2452-6-0 e 2006.0008.3934-5-0), por não ter pago também por um imóvel e um lote adquiridos; e, finalmente, um processo de execução e desocupação (2007.0010.6132-0-0), por falta de pagamento de aluguel. Uma pessoa em sérias dificuldades e, por isso mesmo, fragilizada em vários sentidos. Essa é a pessoa que revela, sem nenhuma prova a não ser sua palavra, ter aberto uma conta para "receber dinheiro desviado do governo do estado" com o qual bancaria despesas pessoais da primeira-dama. A mesma dona Ângela que me dirigiu, no dia 28 de janeiro de 2009, uma afetuosa carta de cinco páginas em que falava de Deus e admitia estar sendo induzida por terceiros a caluniar nossa família. Os processos e a carta estão à disposição dos senhores, assim como qualquer outra informação. Reiteramos, portanto, nosso compromisso com o povo do Tocantins e negamos veementemente denúncias calcadas no relato de uma estelionatária condenada.
Governador Marcelo Miranda
Palmas, TO

 

Diogo Mainardi

A propósito do artigo "O Goebbels egípcio" (20 de maio), gostaria de salientar que Diogo Mainardi foi brilhante ao descrever o absurdo das atitudes tomadas pelo nosso governo no âmbito internacional. Na minha ignorância, ou ingenuidade, apesar das mais esfarrapadas explicações, confesso que não consigo entender a atitude de nosso ministro e do Itamaraty de apoiar (para o comando da Unesco) o ministro da Cultura de um regime militar (do Egito), que ocupa esse cargo desde 1987 e vem dando declarações antissemitas e totalmente antidemocráticas. Marcio Barbosa deveria, sim, buscar apoio de outros países, pois, uma vez eleito, nos tornaria orgulhosos como cidadãos brasileiros.
Deborah Fisch Nigri
Rio de Janeiro, RJ

 

Lya Luft

Ótimo o artigo "A sordidez humana" (20 de maio). Lya expressou muito bem algo que sempre comento com meus filhos. Sinto que tempos atrás as pessoas construíam sua felicidade com as próprias rea-lizações, batalhavam por isso; nos dias atuais, isso não acontece mais. Parece que elas só conseguem ser felizes vendo a desgraça alheia.
Loraine Sanson
Quedas do Iguaçu, PR

A escritora Lya Luft tem uma coragem que admiro muito. Sua coluna do dia 20 de maio sobre a sordidez humana aperta sem dó nossas feridas morais, nossos anjos tortos, nossa pequenez emocional. Ela lança uma luz sobre nossos porões e traz um sinal de alerta para cuidarmos dos nossos monstros, pois eles podem produzir estragos tão dolorosos que calarão para sempre a alegria de muita gente.
Eunice Mendes
São Paulo, SP

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP;
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Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.

 



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