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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
O rigor de Bob O novo secretário de Comunicação da Presidência, João Roberto Vieira da Costa, nem bem assumiu e já está assustando algumas agências de publicidade que servem ao governo FHC. Numa reunião recente com uma delas, Bob, como é mais conhecido, recusou duas das cinco campanhas que lhe foram apresentadas. Achou ruins.
Passando o bastão Com o ritmo de pré-campanha recrudescendo, José Serra não está mais obsessivamente no dia-a-dia do Ministério da Saúde, como era seu costume nos últimos quatro anos. Quem cada vez mais toma conta do pedaço é o secretário executivo, Barjas Negri aliás, sucessor de Serra no ministério. Jogo de cena Itamar Franco ainda vagueia pelas pesquisas de opinião para a Presidência, mas para a ala governista do PMDB o problema está resolvido: ele não sairá candidato à sucessão de FHC. Dever de casa Roseana Sarney acaba de ler História do Brasil, de Boris Fausto (aliás, um dos grandes amigos de FHC). Agora, repousam em sua cabeceira Os Donos do Poder, de Raymundo Faoro, e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda. Se realmente tiver fôlego para encará-los neste verão, terá lido duas obras fundamentais para entender o país.
Lei da mordaça A Telemar baixou um rigoroso código de conduta para sua diretoria. Entre as normas, está a de que ninguém mais pode dar entrevistas ou falar em seminários sem a autorização por escrito do presidente da empresa. Na avaliação ferina de um dos sócios, havia muita vedete abrindo o bico na Telemar. O fusca da Mercedes Depois de tentar salvar a fábrica de Juiz de Fora levando para lá a montagem do Classe C, a Mercedes-Benz pode aderir à onda do carro popular. Como não dispõe de nenhum modelo do gênero com a marca Mercedes, uma das alternativas que estão sendo estudadas é produzir na fábrica mineira um carro compacto da montadora coreana Hyundai, na qual a gigante alemã tem participação acionária. A idéia é que o carro custe no máximo 20.000 reais. Em tempo: a fábrica de Juiz de Fora foi projetada para produzir 70.000 automóveis por ano. Em 2001, montou apenas 9.000 Classe A e 7.000 classe C. Gênio forte Está entrando areia na reestruturação da Inepar. Atilano de Oms Sobrinho, o dono, vem se estranhando com os consultores contratados para tentar redesenhar a empresa. Enquanto isso, a Inepar navega sobre uma dívida de 350 milhões de reais.
O chá da Coca Em segredo, a Coca-Cola prepara para o primeiro semestre de 2002 o relançamento em alto estilo do Nestea, sua linha de chás gelados. Quer dominar o mercado hoje liderado pelo Ice Tea, da Pepsi.
Lei na selva Quando inaugurou a usina de Luiz Gonzaga, na década de 80, a Chesf inundou, sem a menor cerimônia, as terras dos índios tuxás, na Bahia e em Pernambuco. Eram 300 famílias, que ficaram sem ter para onde ir. Os índios lutaram como guerreiros na Justiça durante anos e estão prestes a vencer a parada graças a um acordo entre o Ministério Público, que os defende, e o governo. Agora, só falta um último o.k. do ministro José Jorge para a liberação de 40 milhões de reais de indenização. É dinheiro para matar qualquer cara-pálida de inveja.
Sexo e drogas, aqui e nos EUA Recentemente, o jornal USA Today publicou uma pesquisa mostrando que 52% dos americanos tinham dificuldade de conversar com os filhos pequenos sobre o sexo antes do casamento. E que 69% também não se sentiam à vontade para falar sobre o uso de drogas. O Ipespe fez a mesma pergunta aos brasileiros e chegou a resultados muito diferentes. Aqui, apenas 16% dos pais declaram ter problema semelhante. Mais da metade (53%) disse não ter constrangimento com esses assuntos.
Em dose dupla Começa a tomar forma a volta de Nizan Guanaes à publicidade. Em março, ele abre duas agências. Uma a Bossa Nova será comandada diretamente por ele e só trabalhará para empresas privadas. Outra, a MPM, cuja marca ele acaba de comprar, fará também campanhas para governos e terá como um dos comandantes Antônio Lavareda.
Bem das pernas A bordo do fenômeno Harry Potter, estima-se que o número de espectadores de cinema no país chegue aos 80 milhões em 2001. Em comparação com o ano passado, são mais 10 milhões de pessoas nas salas. Nada mau num ano em que a economia brasileira deve crescer apenas 2%.
Colaboraram José Edward e Ronaldo França
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