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Ótima
a reportagem "A fé que move o Brasil" (19 de dezembro). Uma pessoa
sem Deus é igual a um carro sem gasolina. À
medida que se acredita cada vez menos nos homens, acredita-se cada vez
mais em Deus. As estatísticas
mostram que os brasileiros necessitam da fé para lutar contra as
dificuldades da vida. Estamos cercados
por maravilhas e fenômenos que por si sós proclamam a existência
de um ser superior que tem domínio soberano sobre todas as coisas.
Cumprimento
o doutor Alex Botsaris pela entrevista "Doutores na berlinda" (Amarelas,
19 de dezembro). Precisamos tornar pública essa angústia
de ver nossa profissão tomando um rumo muito mecânico e pouco
humanizado. Como diretor do Hospital de Urgências de Goiânia,
onde temos 400 médicos, luto diuturnamente pela humanização:
ver o paciente por inteiro, de corpo e alma, tratar o doente, e não
apenas a doença, lembrar que o dono do doente é a família
e que estamos apenas cuidando dele por um tempo. É
necessária a humanização da comunicação
do quadro clínico dos pacientes aos seus familiares, pois, como
disse o doutor Botsaris, nos sentimos impotentes ao ignorar o quadro clínico
de nossos doentes. Um exemplo a ser seguido pelos médicos é
o da equipe do Instituto do Câncer, onde meu pai esteve para ser
tratado. Ela nos informou sobre os dados clínicos dele e esclareceu
dúvidas diariamente, de forma compreensível e humana. Esse
procedimento nos tranqüilizou e nos deu força e segurança.
Mesmo ele não resistindo, ao menos nos sentimos mais preparados
para enfrentar a perda. Depois de
perder meu único bebê em um aborto espontâneo, no começo
de novembro de 2001, busco respostas para as minhas dúvidas. Ao
devorar a matéria, veio-me à cabeça todo o drama
pelo qual passamos no dia-a-dia com nossos ginecologistas. Eu mais precisamente,
no meu primeiro sangramento, fui ao pronto-socorro do meu convênio
e ouvi da médica de plantão o seguinte, sem dó nem
piedade: "Mulheres na sua idade têm fetos e filhos com problemas.
Se for para abortar, vai abortar mesmo, nada se pode fazer. Não
posso pedir um ultra-som em fim de semana, pois seu caso não é
urgente". Era meu primeiro e único filho, e o perdi definitivamente,
três dias depois.
Agradeço
muito a Claudio de Moura Castro por ter escolhido como tema da semana
as desinformações sobre a "internacionalização"
da Amazônia ("Roubaram a Amazônia?", Ponto de vista, 19 de
dezembro). É incrível que se precise de mais tempo e esforço
para desmentir tais boatos que para sua invenção e disseminação.
Quanto àquele professor mencionado por Claudio de Moura Castro,
que faz a veracidade de uma informação dependente da postura
política do interlocutor, nesse caso, sim, temos um exemplo de
um "coitado", no sentido de FHC. Quer dizer, um professor que nunca poderia
ser pesquisador ou não mereceria ser tratado como tal. Coordeno
um curso técnico de nível médio, e recentemente a
professora de geografia falou sobre terem publicado um livro nos EUA sem
a nossa Amazônia. Sem saber de nada, e sem duvidar dela, acreditei,
mas aproveitei para dizer a ela que achava aquilo tudo muito estranho.
Agora vejo que tudo é besteirol puro.
Foi com
muitíssima satisfação que, logo pela manhã,
neste domingo, próximo do Natal, nós, mineiros, recebemos
tão maravilhoso presente ("O vice de 150 milhões de reais",
19 de dezembro). Parabéns
por mais esta reportagem corajosa. Espero ver, quanto antes, uma ação
enérgica do Ministério Público e da Receita Federal.
O Lalau se sente solitário na PF. Os clones Newtão e Jader
seriam uma boa companhia para o pobre juiz. Ficarei aguardando os próximos
capítulos.
A respeito
da reportagem "Outra do Siqueira" (19 de dezembro), gostaria de dizer
que nós do PSDB do Tocantins fomos eleitos nas últimas eleições
municipais amparados pela União do Tocantins, coligação
que dá sustentação política no Estado ao governo
Siqueira Campos e ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Gostaria também
que a conceituada revista dedicasse espaço para esclarecer que,
dos 24 prefeitos do PSDB no Estado, vinte apóiam o senador Eduardo
Siqueira Campos, bem como os três deputados estaduais do partido
e 140 dos 152 vereadores, fatos esses suficientes para confirmar a vitória
esmagadora de Eduardo Siqueira Campos em nossa convenção
regional. A matéria não expressa de forma justa a liderança
daquele que é o senador mais bem votado proporcionalmente em todo
o país.
Quero esclarecer
sobre a reportagem "...E acordo para o mal" (19 de dezembro) que as quinze
emendas da bancada de Alagoas foram escolhidas, por decisão da
maioria, por meio de votação secreta, em cédulas.
Não foram aprovadas pela maioria da bancada várias emendas
em que votei, nenhuma delas de obra irregular.
Ensino a distância A Coordenadoria
de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal
de Mato Grosso do Sul alerta para o uso do termo "correspondência"
na reportagem "Diploma superior por correspondência" (19 de dezembro),
pois todos os cursos citados se utilizam de novas tecnologias e são
atualmente chamados Cursos a Distância. Pedimos que retifiquem nosso
telefone e e-mail apresentados na matéria: o correto é (67)
387-8215, falecom@ead.ufms.br.
CORREÇÕES:
Fernandes Távora era pai de Virgílio, e não tio,
como constou na reportagem "Intimidades
do coronel" (19 de dezembro). Os tios eram Joaquim e Juarez,
também participantes do movimento tenentista.
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