|
|
Computador
Rapidez
não é tudo
Agora
a Intel aposta em processadores
que poupam a bateria
|
Bruno Veiga/Strana

|
| Loja
de jogos em rede: velocidade no limite |
O foco
da indústria de processadores sempre foi produzir equipamentos
mais velozes. O primeiro chip de uso comercial era capaz de realizar
750 000 operações matemáticas por segundo.
Um Pentium 4 de última geração realiza mais
de 3 bilhões de operações. Segundo uma comparação
que costuma ser usada pelos engenheiros, se os carros tivessem tido
um ganho de velocidade semelhante, já atingiriam 160.000
quilômetros por hora, percorrendo a distância entre
Porto Alegre e Fortaleza em um minuto e meio. Depois de passar quinze
anos na corrida pelo desenvolvimento de chips mais rápidos,
a principal fabricante, a Intel, que domina 80% do mercado de processadores,
decidiu concentrar esforços em outras áreas. Em suas
pesquisas, a empresa percebeu que os processadores mais modernos
já oferecem velocidade suficiente para as tarefas mais comuns,
como o uso de editores de texto e a navegação na internet.
Um
dos principais objetivos da Intel agora é produzir equipamentos
melhores para as máquinas portáteis. Uma das estrela
desse novo segmento chama-se Pentium M. Esse processador chega a
ser um pouco mais lento que os outros, porém consome muito
menos energia e confere vida mais longa às baterias dos laptops.
Nos Estados Unidos, quase metade dos usuários de computador
possui um laptop. A curta duração das baterias é
a grande queixa nesse mercado. O produto alavancou as vendas da
empresa e ajudou a garantir o melhor ano para a Intel desde 1996.
Quem gosta de velocidade não tem razão para se preocupar.
A grande concorrente da Intel, a AMD, continua focada nesse filão.
A própria Intel seguirá pesquisando processadores
mais velozes. A empresa investe anualmente 12 bilhões de
reais em pesquisa e mantém oitenta laboratórios. São
boas notícias para o consumidor.
|