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Saúde
Os
superprotetores
Uma
nova linha de filtros solares promete
blindar as camadas mais profundas da pele

Anna
Paula Buchalla
J. Miranda
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| Novos
bloqueadores: varredura contra os radicais livres, que envelhecem
e causam tumores |
A eficácia dos protetores solares criou um paradoxo: quem
usa filtro acaba exagerando no tempo de exposição
ao sol e, por isso, corre mais risco de desenvolver câncer
de pele. Como é praticamente impossível convencer
a turma do bronzeado a evitar abusos, a indústria cosmética
busca aumentar a eficácia dos protetores. Para este verão,
os fabricantes concentraram suas pesquisas numa linha a que chamam
de imunoproteção. A fim de impedir que camadas mais
profundas da pele sejam danificadas pela radiação
solar, os novos filtros contam com substâncias varredoras
de radicais livres, as moléculas tóxicas que danificam
o DNA da célula e aceleram o envelhecimento. Essas substâncias
são vitaminas C e E, flavonóides e antiinflamatórios.
A importância de preservar o DNA é que isso ajuda a
diminuir o risco de formação de tumores. Os primeiros
frutos dessa tendência começam a chegar ao mercado.
A linha Golden Plus, do Boticário, foi desenvolvida num laboratório
alemão. O espanhol Heliocare, comercializado no Brasil, promete
uma proteção ainda maior contra os raios ultravioleta
do tipo A (há também os do tipo B). Para combater
os radicais livres, sua fórmula conta com polipodium leucotomos,
o extrato de uma planta pesquisado na Universidade Harvard, nos
Estados Unidos.
Segundo
os médicos, o câncer de pele, que só neste ano
deve fazer quase 100.000 vítimas
no Brasil, pode ser evitado com medidas simples: o uso de um filtro
solar e a exposição ao sol apenas até as 10
da manhã e depois das 4 da tarde. Mas nem assim se está
a salvo. Recentemente, cientistas ingleses concluíram que
algumas das marcas mais populares de protetor solar, todas com fator
de proteção maior do que 20, não detêm
os raios ultravioleta do tipo A como deveriam. Os cremes atuais
evitam queimaduras, mas reduzem apenas à metade os radicais
livres criados por esses raios na pele. Um protetor eficaz teria
de bloquear 95%. Ou seja, se um banhista não vira mais um
pimentão por estar protegido dos raios ultravioleta do tipo
B emitidos entre 10 da manhã e 4 da tarde ,
ele pode estar sendo invisivelmente atacado pelos raios do tipo
A, que incidem justamente no horário recomendado pelos dermatologistas,
entre 7 e 10 da manhã. A conclusão dos pesquisadores
ingleses, publicada numa das mais prestigiosas revistas de dermatologia
do mundo, o Journal of Investigative Dermatology: a melhor
medida de proteção contra os raios ultravioleta de
qualquer tipo continua a ser o infalível kit camiseta, óculos
e boné. Em resumo, praia ou piscina boa é a que não
deixa ninguém bronzeado. Uma conclusão inglesa, com
certeza.
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