Edição 1830 . 26 de novembro de 2003

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Moda
Barrigas com estilo

Grávidas declaram independência
das batas, babados e vestidões largos


Eliana Castro


Andre Penner
Didi, fugindo da "roupa de grávida": compras nas lojas de sempre, só que em tamanhos maiores


Já vai longe o tempo em que as grávidas se contentavam com meia dúzia de batinhas e duas calças com faixa elástica na barriga. Livres do conceito de que a gestação coloca a mulher no segmento dos seres sem sensualidade e, pior ainda, sem estilo, as futuras mães abandonaram o guarda-roupa tradicional. A moda colabora: os jeans de cintura baixa acomodam o barrigão até pertinho do fim, enquanto os tops vão subindo à vontade. A musa das grávidas fashion é a atriz americana Kate Hudson, 24 anos, que espera o primeiro filho para janeiro. Assim que se descobriu esperando um bebê, Kate, que adora moda, declarou: "Mal posso esperar para comprar roupas de grávida divertidas e estilosas". Roupas de grávida é força de expressão. Em ocasiões festivas ou esportivas, a filha de Goldie Hawn sempre aparece usando roupas comuns, devidamente adaptadas para acomodar a barriga. Igualmente vaidosa, outra loirinha atriz, Reese Witherspoon, passou os últimos seis ou sete meses fugindo dos vestidos largos, das batas de babadinhos e dos macacões, até dar à luz, no último dia 10, seu segundo filho.

Vestir-se como gente normal, estando grávida, demanda certa criatividade. "Não tenho uma única peça comprada em loja de grávida. Tenho preconceito", exagera Didi Wagner, VJ da MTV e futura mãe de Laura. Didi continua a comprar nas mesmas lojas de sempre. "A diferença é que pulei do manequim 38 para o 40 ou 42 e dou preferência aos tecidos molengos", ensina. A modelo Caroline Ribeiro, grávida de cinco meses de João Felipe, também tem seus truques. Jeans, por exemplo, que não dispensa, usa agora os masculinos de cintura baixa. "Não tenho medo do parto, mas das roupas de grávida tenho pavor", brinca. As próprias confecções especializadas já perceberam a debandada e estão mudando. A estilista Daniella Cilento assina uma grife para grávidas de São Paulo há três anos, mas só recentemente atentou para o problema – justamente quando ela mesma engravidou. "Senti na pele a dificuldade e vi os pontos em que errava", diz. Comprando ou não em lojas especializadas, o mais importante para a grávida é não deixar de ser o que sempre foi, ensina a consultora de moda Christiana Francini. Autora do livro Grávida com Estilo, com lançamento previsto para esta semana, Christiana decreta: "Esse negócio de jogar a camisa do marido por cima de um fuseau destrói o amor-próprio".

 
 
 
 
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