Edição 1928 . 26 de outubro de 2005

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Holofote

Fábio Portela

OS MALUFISTAS SEGUEM NA MIRA

Monica Zarattini/AE


Paulo Maluf saiu da cadeia, mas o cerco ao seu grupo político continua. O novo alvo do Ministério Público de São Paulo é o engenheiro Reynaldo de Barros, braço-direito do ex-prefeito. Os promotores investigam a gestão de Barros na Secretaria de Obras da capital, entre 1993 e 1998, e acreditam já ter elementos para oferecer denúncia contra ele. Aguardam apenas a chegada de documentos sobre contas bancárias que o engenheiro teria movimentado nos Estados Unidos, com recursos supostamente desviados da prefeitura paulistana.

 

CÂMBIO ÁCIDO

Sebastião Moreira/AE


O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos, Ademerval Garcia, acaba de concluir um estudo que deixou os empresários do setor de cabelo em pé. O dólar desvalorizado derrubou os ganhos das indústrias de suco de laranja, que exportam 98% da produção. Para cada navio que sai do Brasil carregado de suco, os produtores ganham 10 milhões de reais a menos do que em 2004. Com isso, a receita do setor vai encolher 1,4 bilhão de reais neste ano.

 

DE OLHO NA IMUNIDADE

Alex Ribeiro/AE


Aliados da ex-prefeita Marta Suplicy propõem, agora, que ela abandone o projeto de concorrer ao governo de São Paulo e dispute um mandato de deputada federal. Eles acreditam que Marta poderia ter 550.000 votos, o suficiente para eleger mais dois petistas. Se ela topar, terá duas vantagens: uma campanha com vitória certa e, de quebra, a obtenção de imunidade parlamentar. Esse benefício poderá ser útil no futuro, já que Marta é acusada de maquiar as contas de sua administração.

 

UMA IDÉIA BILIONÁRIA

Divulgação


A Good Card, que vende cartões de benefícios a grandes empresas, prepara-se para dar um salto neste fim de ano. A companhia lançará um cartão de crédito popular. O produto, destinado às classes C, D e E, permitirá compras apenas em supermercados, farmácias e postos de gasolina. A operação foi planejada por Marco Antônio Bandeira, que nos anos 70 implantou o Credicard no país. A meta é faturar 1 bilhão de reais logo no primeiro ano do negócio.

 

Com reportagem de Camila Antunes,
Francisco Mendes e Heloisa Joly

 


Foto divulgação


 
 
 
 
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