Edição 1928 . 26 de outubro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Auto-retrato
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Gente

A vista carioca é de suspirar, não?

Claudio Carpi
Daniella Sarahyba faz pose: făs pelo mundo todo


Para quem consegue a façanha de ser considerada, num país que tem a concorrência da qualidade que existe no Brasil, como o corpo mais espetacular do momento, não espanta que Daniella Sarahyba, 21 anos, cause furor além-fronteiras. "É impressionante o número de cartas que recebo de franceses, alemães, italianos. Muitos já mandam a foto para autografar, envelope e selo", diz a modelo carioca, que na Itália circula de biquíni colada em ônibus e em breve estará na Vanity Fair local, de maiô de oncinha, admirando a paisagem carioca. Somem-se a esse ensaio os da Cosmopolitan internacional e das americanas GQ, Glamour e mais uma Sports Illustrated, e tem-se a nova e internacional Daniella. "Fiquei mais chique", brinca.

 

Profissional coroada da boa vontade


Daniela Dacorso
Benedikte é saudada por bandeirantes: agenda cheia

Reis e príncipes modernos têm de trabalhar, sim, e bastante, geralmente dando o ar da graça em incontáveis visitas e recepções. Em sua primeira viagem ao Brasil, a princesa Benedikte, irmã da rainha da Dinamarca, teve a sorte de cumprir suas funções embalada pela graciosa companhia das bandeirantes da federação brasileira, para a qual veio conquistar parceiros e voluntários. Mas a programação foi de profissional: sempre impecável, a princesa, em oito dias, visitou cinco cidades, foi a cinco jantares e teve quatro encontros com autoridades. "Estou acostumada. É muito mais difícil para quem entra para a família real depois do casamento", disse a VEJA.

 

A vista carioca, de outro ângulo

Marcelo Soalheiro
Cleo e Túlio: o encanto das curvas movidas a picolé


Além de seduzir a metade masculina da população nacional, a atriz Cleo Pires, 23 anos, também deu um jeito de lavar a alma da mulher brasileira: abraçada ao namorado, Túlio Dek (20 aninhos; sem chance, tios), na praia, de biquíni, exibiu as curvas bem recheadas que a maioria delas tem, a maior parte deles acha lindo, mas um monte de gente acaba renegando em favor da perfeição inalcançável padrão Sarahyba, explicitada na foto do início da página. Cleo, a própria, não está nem aí para a patrulha da balança. Faz academia, porque engorda fácil, mas não passa fome. "Amo comer", declara. Na praia, então, é capaz de traçar "quinhentos picolés e biscoito de polvilho".

 

Popozuda com sotaque

Daniela Dacorso
M.I.A. canta no baile funk: "Estou encantada"


Uma das estrelas do Tim Festival, a cantora Maya Arulpragasam, codinome M.I.A., 27 anos, criada no Sri Lanka e radicada em Londres, fugiu à regra: não fez exigência nenhuma. Pelo contrário. Chegou uma semana antes, hospedou-se no apartamento "do amigo do amigo do amigo" em Ipanema e caiu no circuito dos bailes funk – gênero que canta, mas nunca tinha visto de perto. Ciceroneada pela funkeira Daise Tigrona, M.I.A. dormiu três horas por noite, perdeu a conta das caipirinhas, cantou e fez outros rituais do gênero. "Estou encantada. Nunca imaginei que alguém aqui saberia quem sou", diz. Só se assustou numa favela, ao ver homens armados. "Não me senti muito à vontade."


Editado por Lizia Bydlowski. Colaboraram Bel Moherdaui,
Roberta Salomone e Sandra Brasil

 

"Vai que a velhinha morre"

Roberto Setton


Aos 83 anos, Bibi Ferreira acaba de estrear em São Paulo um musical, Bibi in Concert III, em que canta por mais de uma hora. Por ela, outros virão. "Não posso parar de trabalhar porque não tenho renda para manter meu padrão de vida", disse a VEJA, entre um daiquiri e outro.

A SENHORA QUERIA QUE ESTE MUSICAL SE CHAMASSE BYE BYE BIBI. SERIA SEU ÚLTIMO TRABALHO NO PALCO?
Era para ser uma jogada comercial. A imprensa ia falar: "O último show da Bibi! Ah, vamos nos despedir da velhinha. Vai que amanhã a velhinha morre. Leva o filho, leva o neto para ver a última vez". Mas meu empresário não quis. Então, digo em cena que, em 2006, vou fazer o "Bibi in Concert IV ­ O Retorno da Múmia". Em 2007, faço o "Bibi in Concert V ­ A Vingança do Público". Vivo melhor porque encaro as minhas fraquezas com humor. Eu me autogozo muito.

QUAIS SÃO OS SEUS CUIDADOS COM A ALIMENTAÇÃO?
Como de tudo. Como pizza, muita pizza. Odeio salada. Quer estragar meu dia e minha refeição? Me ofereça alface. Gosto de comer feijoada com pimenta e farinha depois da apresentação, à 1 da manhã.

GINÁSTICA?
Faço esteira, raramente. Se pudesse, só andava com saia curta para mostrar as pernas, que são lindas. Meu vestido no show tem fendas laterais até em cima.

QUANTAS PLÁSTICAS JÁ FEZ?
Duas. A primeira, em 1968, para preencher um espaço que havia no encontro do nariz com a testa. Aproveitei para fazer um lifting no rosto. Depois, fiz outro com o Ivo Pitanguy, em 1993. E estou precisando de mais uma.

DEPOIS DE CINCO CASAMENTOS, NÃO É RUIM VIVER SOZINHA?
Passei do prazo de validade. O homem vê o número 83 pela frente e não topa de jeito nenhum. Homem é um esteta, gosta da beleza, e beleza é juventude.

 

 
 
 
 
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