Edição 1928 . 26 de outubro de 2005

Índice
Claudio de Moura Castro
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Auto-retrato
Datas
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Em relação à morte de Celso Daniel, é essencial que os acusados assumam os atos, pois não há mais espaço para a tentativa de manipulação."
Lilian Glauce Rossi
Bela Vista de Goiás, GO

Caso Celso Daniel

É por reportagens como "5 mistérios e uma certeza" (19 de outubro) que VEJA se torna uma leitura semanal obrigatória. Se a polícia e o Ministério Público tivessem a mesma dedicação, autonomia e isenção dos repórteres da revista, já teriam elucidado esse caso há muito tempo. Enquanto o fantasma da morte de Celso Daniel assombra o PT, esse partido vive assombrando o Brasil.
Maurilio Leodegário
Por e-mail  

Parabéns a João Gabriel de Lima, o excelente repórter que produziu essa matéria histórica. Foi com um friozinho na espinha que li estarrecido a reportagem de capa da semana passada. Fosse essa história um romance policial, seria best-seller. Figuraria certamente naquela seção dos mais vendidos. Quais os próximos capítulos dessa trama macabra que deixa a cúpula do PT em polvorosa?
Jeremias Alves
Imperatriz, MA  

A matéria de capa sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel é primorosa em forma e conteúdo. Quanto às informações constantes no texto, infelizmente nada mais me surpreende. Só espero que tanto absurdo não nos torne insensíveis.
Lúcia Motta
Rio de Janeiro, RJ  

No dia 20 de janeiro de 2002, o prefeito de Santo André Celso Augusto Daniel foi assassinado. Não podemos nos esquecer de que, no dia 10 de setembro de 2001, o prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, também foi assassinado. Existem indícios de que em ambos os municípios havia um forte esquema de corrupção ao qual os dois se opunham.
Sérgio Roberto de Oliveira
Salto, SP  

VEJA oportunamente nos mostra o diabólico labirinto da corrupção, jogo do poder, ambição e interesse político do caso. Não tenho certeza se algum dia a nação saberá a verdade sobre esse caso. Parabéns!
Geraldo Nardi
São Gabriel, ES

Um fato importantíssimo que assombrou a nação brasileira e não foi mencionado na reportagem é o pagamento feito pelo senhor Marcos Valério ao escritório de advocacia que está defendendo o senhor Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", principal acusado de mandar matar Celso Daniel. Depois dessa, o PT é um réu confesso.
Luiz Bianchi
São Paulo, SP  

Além da podridão dos cadáveres de crimes escandalosos, impunes e acobertados, paira no ar de Brasília e sobre o PT o fedor da decomposição de um governo e das esperanças de um povo.
Ritchard Michels Stier
Maringá, PR

 

Land Rover

Com relação à nota publicada na coluna Desce da edição 1.927 (19 de outubro), sobre o fim da operação da Land Rover no Brasil, esclarecemos que a notícia é equivocada. O que ocorrerá em dezembro, na verdade, é a descontinuidade da montagem local do Defender, que é feita de forma terceirizada pela Karman-Ghia. Único veículo da marca até então produzido no país, ele será substituído pelo modelo importado da Inglaterra. A Land Rover, divisão da Ford Motor Company, continua a operar no Brasil normalmente, com a comercialização de toda a sua linha, por meio de sua rede de dezenove concessionárias, com 24 pontos-de-venda, distribuídos em todo o território nacional. A rede de concessionárias irá crescer em 2006, atingindo trinta localidades. A marca projeta ainda para 2005 a comercialização recorde no país de 2.200 unidades, o que representará um incremento de 25% no comparativo com 2004.
Luiz Tambor
Diretor da Land Rover Brasil
Por e-mail

 

Ministro Nelson Jobim

Muito bem abordada a matéria "O homem dos três poderes" (19 de outubro). Ela traz à tona a absoluta falência institucional em que vivemos hoje. O princípio constitucional da nossa República são a independência e a harmonia entre os três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Entretanto, há uma tradição do Poder Executivo de imiscuir-se no Legislativo e no Judiciário. E agora vemos o presidente do Supremo Tribunal Federal articulando uma "saída eficaz" para o "problema" dos precatórios, visando a ocupar um cargo no Executivo. Ora, não seria o Supremo Tribunal Federal a corte guardiã da Constituição? Não deveria seu presidente zelar para que a Carta Magna fosse cumprida e as decisões judiciais obedecidas? Em vez disso, o ilustre jurista sai a campo vendendo uma fórmula mágica para solucionar o problema do mau pagador, e, o que é mais inacreditável, sem cogitar o pagamento da dívida. Acho mais honesto e menos hipócrita matar logo os credores e seus herdeiros.
Reynaldo Sangiovanni Collesi
São Paulo, SP  

Sobre a matéria "O homem dos três poderes" (19 de outubro), a OAB-SP confirma que a situação dos precatórios no Brasil é gravíssima, mas que o assunto precisa ser debatido na busca de alternativas. Dessa forma, toda iniciativa, seja de quem for, propondo uma saída para o impasse merece ser analisada e debatida. O fato de o presidente do STF, o ministro Nelson Jobim, ter feito uma proposta é positivo – independentemente do mérito – e deveria ser seguida pelo Poder Público, que vem apenas protelando indefinidamente sua dívida, ignorando decisão judicial e prejudicando os cidadãos.
Luiz Flávio Borges D'Urso
Presidente da OAB-SP
São Paulo, SP  

Sua Excelência, o ministro Nelson Jobim, é dado a esses "equívocos". Quando deputado constituinte, fez incluir dispositivo na Constituição Brasileira sem a devida deliberação. Quando presidente do TSE, elaborou textos eleitorais para a aprovação do Congresso Nacional. É lamentável que o ministro desconheça o princípio da tripartição dos poderes, criação de Montesquieu, que, além de separar os poderes do Estado, dá a cada um deles independência. Sem dúvida, uma ingerência ilegítima e descabida que quebra a harmonia recomendada. Ademais, informo que tramita no Senado Federal o Projeto de Lei de minha autoria objetivando assegurar ao titular de um crédito decorrente de precatório o direito a um certificado que ateste o valor desse crédito e possa usá-lo em pagamento de tributos. Como se vê, o Legislativo tem procurado cumprir o seu papel. Se o Judiciário cumprisse a sua tarefa com a presteza necessária, já seria uma grande conquista para a nação e para o Estado de Direito.
Almeida Lima
Senador (PMDB-SE)
Brasília, DF

 

Peter Eigen

A entrevista com o advogado alemão Peter Eigen (Amarelas, 19 de outubro) veio em boa hora. Num momento em que as denúncias de corrupção começam a perder o foco, ele lembra as obrigações e as responsabilidades de um regime democrático. Para a população fica o recado de que pior que a própria corrupção é a desinformação a respeito dela. Para o Planalto, que o governo não pode se esconder na ignorância para justificar seus atos ilícitos. Como o próprio presidente afirmou: o responsável pelo rebanho é o dono do gado.
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP  

A entrevista do senhor Peter Eigen deve ser impressa como Bíblia para todos os integrantes dos governos (federal, estaduais e municipais) e deve-se exigir que eles a decorem e a utilizem item por item; a sabatina diária deveria começar pelo presidente Lula, o que "não sabe de nada". Recitá-la como um mantra faria um bem danado!
Jaime Alves Massaneiro
Jaraguá do Sul, SC  

Concordo com Peter Eigen quando ele diz que a questão da corrupção não é geográfica. Enquanto é fácil acreditar na premissa de que a geografia determina o grau de corrupção de um país, exemplos como o Chile e o Brasil comprovam que ela não é fator determinante. Governos competentes, honestos, leis cumpridas e política não infestada pelos interesses da elite, imprensa e sociedade civil com voz independente são alguns fatores que determinam o grau de seriedade de um país. No recém-lançado Índice de Percepções de Corrupção da Transparência Internacional, o Chile ficou na 21ª posição, enquanto o Brasil ficou na 62ª. Como explicar?
Adriana Cunha Costa
Washington, DC, EUA

Foi bom ler as palavras de Peter Eigen, fundador da Transparência Internacional. Concordo com suas opiniões sobre os males e as causas da corrupção, especialmente quanto ao conceito do que nomeia Sistema de Integridade. A liberdade de expressão e de imprensa é sustentáculo da nossa democracia. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são pilares fracos e cambaleantes de nossa cidadania. Estou convicto de que a má burocracia e as monstruosas estruturas organizacionais dos órgãos públicos servem como campos férteis para a ação dos corruptos. A isso se acrescente a incompetência dos que pensam poder governar um país como o Brasil se valendo de metáforas futebolísticas. Como dizia o saudoso professor Sodré, nos bancos da Escola de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica: "Nada mais pernicioso do que a ignorância em ação".
Marcelo Hecksher
Belo Horizonte, MG

 

Câncer

Excelente a reportagem "Entre dois mundos" (19 de outubro), que mostra a discrepância entre a excelência das pesquisas de câncer e o tratamento que é oferecido aos pacientes. Infelizmente, o mesmo ocorre com os testes genéticos. Graças às pesquisas científicas conseguimos desenvolver vários testes genéticos, específicos para a nossa população, no Centro de Estudos do Genoma Humano da USP. Eles permitem um rápido diagnóstico molecular de muitas doenças genéticas em uma simples amostra de sangue, evitando-se exames invasivos e pouco informativos (que muitas vezes requerem internação). Além disso, esses testes contribuem para a prevenção de novos casos na família de afetados, por meio da identificação dos casais com risco de vir a ter outros filhos com o mesmo problema. Entretanto, apesar do alto investimento nas pesquisas científicas, esses testes não estão disponíveis para a população mais pobre porque seus custos não são cobertos pelo SUS. Se os resultados das pesquisas não puderem beneficiar a nossa população, estaremos morrendo na praia!
Mayana Zatz
Professora titular de genética
Diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano
Instituto de Biociências-USP
São Paulo, SP

Sugiro uma visita ao interior do estado de São Paulo para conhecer em Campinas o Centro Infantil Dr. Domingos Boldrini, onde pacientes do SUS, convênios vários e pagantes são tratados como iguais, num centro de excelência de reconhecimento internacional, com resultados semelhantes ou às vezes superiores aos de alguns centros de excelência particulares do país. Ou talvez Jaú, no Hospital Amaral Carvalho, que atende prioritariamente pacientes do SUS, de todo o estado e alguns de outros estados, com uma unidade de transplante de medula óssea de fazer inveja a muitos outros serviços, também particulares, do país.
Juvenal Antunes de Oliveira Filho
Médico oncologista
Campinas, SP

 

Golfe

A reportagem "Campos dos sonhos" (19 de outubro) com certeza vai ajudar, e muito, o crescimento do golfe no Brasil, pois mostra com bastante clareza a evolução que o esporte vem conquistando no país nos últimos dez anos. No início dos anos 90, apenas 3.700 pessoas se aventuravam em pouco mais de 68 campos em todo o território nacional. Hoje, já somos 25.000, com aproximadamente 140 locais para a prática do golfe. Um dos pontos interessantes da matéria foi mostrar a intenção de democratizar o jogo, que é visto por muitos como o esporte das elites. A iniciativa de construir campos públicos tem como principal objetivo aumentar o acesso de todos e, assim, descobrir novos talentos. A Confederação Brasileira de Golfe (CBG) cumprimenta a repórter Sandra Brasil e VEJA pelo excelente trabalho.
Álvaro de Almeida
Presidente da Confederação Brasileira de Golfe
Por e-mail  

Excelente a matéria sobre o golfe. É comovente ver que um esporte tão difundido principalmente nos Estados Unidos, Europa e Ásia tenha também no país do futebol o seu espaço, mostrando quanto o trabalho feito por seus apaixonados está dando resultado.
Mauro Gonçalves Batista
São Paulo, SP

 

Febre aftosa

Em relação ao surto de febre aftosa em Eldorado, gostaria de mencionar que o comportamento esbirro do presidente Lula é inescusável ("Um tiro no pé", 19 de outubro). Não se lhe confere o álibi do desconhecimento. Ele foi advertido antes, juntamente com os ministros José Dirceu e Antônio Palocci, sobre os efeitos nefastos de um corte de recursos para a vigilância agropecuária brasileira. A Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários enviou ao governo ofício em 7 de abril antecipando a tragédia. Está tudo lá, no documento encaminhado à Presidência da República e aos ministérios: "Os cortes nos recursos orçamentários e financeiros para a defesa agropecuária colocam em risco a imagem e a credibilidade do Brasil no exterior e por extensão o agronegócio brasileiro. A capacidade de o setor agrícola reagir contra as ameaças contemporâneas de doenças animais e vegetais é mais complexa e desafiadora agora do que no passado, criando vulnerabilidades ainda maiores para os setores agrícolas públicos e privados, requerendo maior sensibilidade de vossa excelência para apoiar adequadamente as ações sanitárias. Permita-nos respeitosamente afirmar: a política de cortes lineares no Mapa poderá comprometer seriamente o país quanto a embargos fitossanitários e zoossanitários; abalar a confiança dos turistas estrangeiros no que tange à qualidade de alimentos in natura ou industrializados e ao controle de zoonoses".
Elton Massarollo
Porto Alegre, RS

 

Caixa dois

Quando abri a revista na página 53 ("E viva o caixa dois, Brasil!", 19 de outubro), a primeira impressão foi a de ter visto a Estátua da Liberdade (a de Nova York) na foto de Ricardo Berzoini com aquela estrela atrás da cabeça. Infelizmente, a estátua brasileira não representa a liberdade para todos, mas apenas para a cúpula do PT, liberdade para fazer o que bem entender na posição que ocupa.
Aginel Rober Paes de Oliveira
Santa Bárbara do Oeste, SP  

Na história do caixa dois, pior do que querer tachá-lo de "irregularidade menor", é pretender que acreditemos que todo o dinheiro foi gasto em campanhas eleitorais. Não foi! Boa parte dele – se não a maior – beneficiou pessoalmente quem o recebeu, e aí a irregularidade menor não se sustenta. Basta verificar como tal dinheiro foi gasto por quem o recebeu para provar esse fato. Mas parece que ninguém quer isso.
Cassio Mascarenhas de Rezende Camargo
São Paulo, SP  

São decepcionantes as declarações do presidente Lula e do presidente eleito do PT, Ricardo Berzoini. Dizer abertamente que "o que o PT fez do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente" e afirmar que "uso do caixa dois faz parte do folclore político do país" é admitir culpa sem ter um mínimo de peso na consciência, o que certamente, junto com o caráter, a vergonha, o respeito pela dignidade do povo e o respeito pelos votos dos eleitores, o governo já perdeu há muito tempo. Devemos aproveitar essa situação folclórica e arrancar dos Sacis os gorros vermelhos, jogar uma peneira sobre os redemoinhos que sugam o dinheiro e os direitos da sociedade e colocar todas essas criaturas dentro de uma garrafa.
Sérgio Ricardo Santos
Cuiabá, MT

 

Veja essa

Nada mais gratificante para quem vive aqui nos confins deste país sofrido do que ler ou ouvir de um cara como o Fagner aquilo que se quer dizer e não se tem como (Veja essa, 19 de outubro).
Francisco Dessoles Monteiro
Iguaracy, PE

 

Educação

Programas como o apresentado na reportagem de VEJA nos remetem a um tema bastante atual e polêmico, que é o sistema de cotas nas universidades brasileiras ("Cota, sim, mas com mérito", 19 de outubro). Sem precisar recorrer a uma política assistencialista com viés populista, mas com criatividade e de forma responsável, o governo gaúcho nos ensina que a idolatria da mediocridade, tão comum nestes tempos petistas, merece e deve ser repensada, pois um sistema de cotas sem um prévio programa de reforço das escolas públicas só serviria para elevar o fosso intelectual que separa esses estudantes dos demais. Precisamos ter cuidado com essas bravatas politicamente corretas para não sermos enganados novamente.
André Amaral
Natal, RN

 

Etiópia

Que todos conhecem o talento de J.R. Duran como um dos mais respeitados fotógrafos do mundo, é inegável. Entretanto, não conhecia esse lado repórter fotográfico dele, com um texto envolvente ("Entre tribos selvagens", 19 de outubro). Tenho de cumprimentar VEJA por ter aberto espaço a esse tipo de reportagem cultural.
Zedequias de Faria
Belo Horizonte, MG

 

Armas

Devo render homenagens à mais que perfeita, excelente e inatacável, do ponto de vista técnico e racional, reportagem "O arsenal do crime" (19 de outubro). O brilhante trabalho do senhor Diogo Schelp mostra, sem apelos emotivos e irracionais, a realidade que é a falaciosa pergunta deste referendo.
Alex Ernesaks, policial federal
Diretor de Comunicações do Sindpolf-SP
www.sindpolfsp.com.br  

Sou a favor do desarmamento amplo, geral e irrestrito. Desarmar só quem não é bandido é desviar o fiel da balança pró-bandidagem! Tem bandido rindo à toa.
Vírmondes Vieira Machado
Goiânia, GO

 

Lya Luft

Até que enfim alguém falou o que está entalado na garganta de muitos brasileiros. Parabéns, Lya, pela sua sensatez (Ponto de vista, 12 de outubro).
Maria Tereza Naves Lepesqueur
Paracatu, MG  

Cumprimento a escritora Lya Luft por abordar com tamanha seriedade a questão da falaciosa campanha do desarmamento. Até que enfim um veículo de comunicação de alcance indubitável está tratando o tema sem a demagogia global. Por favor, cumpram seu papel de informar sem induzir. Pois a mentira lastrada na demagogia já causou males suficientes ao nosso país.
Alvaro Mouawad
Porto Alegre, RS  

É uma ilusão pensar que podemos nos defender com armas, não somos preparados para isso, não cabe a nós esse papel. O desarmamento pode ser o primeiro passo para uma mudança, sim, pois violência nunca se combate com violência.
Beatriz Claudia Costa
Curitiba, PR  

É válido lembrar que a campanha de entrega voluntária de armas e o Estatuto do Desarmamento foram democraticamente votados pelo Congresso Nacional brasileiro; por isso, não podem ser caracterizados como "ameaças totalitárias".
Aline Elisa Santana
Viçosa, MG  

Concordo plenamente com a opinião da senhora Lya Luft. Não é desarmando a população que a criminalidade vai acabar. O trabalho tem de ser feito nas bases, com educação, alimentação e saúde. Um povo educado, saudável e alimentado não precisa se armar.
Daniella Roste
Blumenau, SC

 

Professores

Esclarecemos que a pesquisa aplicada pelo Dieese buscou aferir exclusivamente os problemas de saúde dos professores. Não havia no estudo nenhum questionamento relacionado a salário. A busca por melhores salários e também por melhores condições de trabalho é constante no meio da categoria ("E eles nem falaram do salário...", 19 de outubro).
Carlos Ramiro de Castro
Presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Não desanime, Mainardi. A persistência é a marca dos fortes, e, se não deu para derrubar o Lula nesta semana, siga em frente que a semana que vem está logo ali. Além do mais, se não for possível exilá-lo na Tunísia, como aconteceu com Craxi, que pelo menos ele se esconda no seu apartamento em São Bernardo ou (ainda melhor) na Venezuela de Chávez. E não se esqueça: "derrubadores do Lula unidos jamais serão vencidos!" ("O Brasil piora se Lula ficar", 19 de outubro).
Rodrigo Odilon dos Anjos
Brasília, DF  

Não é preciso muito esforço, tampouco muito estudo para saber que, se Lula se eleger novamente, a corrupção será legitimada, mas o problema é que seus rivais eleitorais não são lá de grande confiança, muito menos serão a salvação para o Brasil.
Kenny Julian Gonçalves
Umuarama, PR

 

Imprensa

Parabéns pela excelente reportagem "Sucesso pré-pago" (19 de outubro). O esquema de pagamento de "jabá" usado pelas gravadoras e "exigido" pela maioria das emissoras de rádio e TV no Brasil é degradante. Meu nome é Rodrigo Mattos, sou violeiro e luto há dez anos, "na raça", para ter meu trabalho reconhecido, sempre esbarrando no "bendito jabá", que não tenho condições de pagar. Isso é muito triste e frustrante para quem tenta divulgar a cultura brasileira e não encontra apoio nem incentivo em lugar algum. Estamos fadados a nadar a vida inteira para morrer como "indigentes" na praia do fracasso.
Rodrigo Mattos, violeiro, cantor e compositor
www.rodrigomattos.com.br
São Paulo, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

Excelente o artigo de Roberto Pompeu de Toledo sobre o PCdoB ("Tudo o que é sólido derrete ao sol dos trópicos", Ensaio, 19 de outubro). É por exemplos como o de Leomar Quintanilha (PCdoB-TO), ex-Arena, ex-PDS, ex-PMDB, que a fidelidade partidária deve ser vinculada ao cargo do eleito. Trocou de partido, perde o mandato.
Frederico d'Avila
Buri, SP

 

Ibama

Foi o presidente do Ibama, Marcus Barros, quem determinou a apuração de denúncia sobre a contratação irregular da empresa Stratégia Consultores S/C, diferentemente do que publicou VEJA na edição 1 927, que atribuiu a iniciativa à Controladoria-Geral da União (CGU). O instituto identificou onze do total de casos listados pela CGU. Alguns já foram solucionados, como o pagamento indevido de passagem aérea detectado pelo Ibama, que cobrou ressarcimento do valor à União. Outras apurações de responsabilidade continuam em andamento, dentro dos prazos previstos para garantir o contraditório e ampla defesa e, assim, evitar punições injustas e inseguras.
Gilberto Costa
Assessor de comunicação do Ibama
Brasília, DF

CORREÇÕES: Na frase "Lá tem aidéticos, tuberculosos e até pessoas com lepra. É estar lá para passar trinta dias e ir para o outro mundo" (Veja essa, 19 de outubro), Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, se referia ao Hospital Penitenciário, e não ao Hospital das Clínicas de São Paulo, como pode ter dado a entender. A Escola de Engenharia Mauá, citada na reportagem "5 mistérios e uma certeza" (19 de outubro), fica em São Caetano do Sul, e não em São Bernardo do Campo. O nome da cidade de Mato Grosso do Sul mencionada na matéria "Um tiro no pé" (19 de outubro) é Mundo Novo, e não Novo Mundo, como foi publicado.

 

DOIS 007 LOIROS?

Divulgação
Roger Moore: primeiro Bond loiro?


A informação divulgada mundialmente de que o novo James Bond, o ator Daniel Craig, seria o primeiro 007 loiro provocou polêmica. Os leitores Lucas Pereira Rezende e Andre Cesar de Carvalho enviaram e-mails à redação afirmando que, ao contrário do que foi publicado na seção Datas (19 de outubro), Craig não será o primeiro agente loiro de Sua Majestade. "Na verdade, o primeiro 007 loiro foi Roger Moore, que fez o personagem entre 1973 e 1985, num total de sete filmes", escreveu Rezende. Cabelos castanhos e olhos azuis não conferem a Moore a condição de loiro. Pelo menos em termos europeus. Confira na foto da cena do filme 007 contra o Homem com a Pistola de Ouro.

 

DOM PEDRO I

Dom Pedro I, de Rodolfo Amoedo: acervo do Itamaraty

Maria de Lourdes Horta, diretora do Museu Imperial, de Petrópolis, informou que o retrato de dom Pedro I que ilustrou a reportagem "A um passo da impunidade" (21 de setembro) pertence ao acervo do Palácio Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, e não ao Museu Imperial – Iphan – Ministério da Cultura. "A pintura em questão é um óleo sobre tela de autoria de Rodolfo Amoedo" (1857-1941), escreveu Maria de Lourdes. A obra pode ser vista na Sala Dom Pedro, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, de segunda a sexta, das 15h às 16h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h30. O acervo reúne ainda obras de Cândido Portinari, Manabu Mabe, Franz Weissmann, Alfredo Ceschiatti e Victor Brecheret, entre outros. Informações pelo telefone: (61) 411-6148 (a partir das 14h).

 
 
 
 
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