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Cartas  | "Em
relação à morte de Celso Daniel, é essencial que os
acusados assumam os atos, pois não há mais espaço para a
tentativa de manipulação." Lilian
Glauce Rossi Bela Vista de Goiás,
GO |
Caso Celso Daniel
É por reportagens como "5 mistérios
e uma certeza" (19 de outubro) que VEJA se torna uma leitura semanal obrigatória.
Se a polícia e o Ministério Público tivessem a mesma dedicação,
autonomia e isenção dos repórteres da revista, já
teriam elucidado esse caso há muito tempo. Enquanto o fantasma da morte
de Celso Daniel assombra o PT, esse partido vive assombrando o Brasil. Maurilio
Leodegário Por e-mail
Parabéns a João Gabriel de Lima, o excelente repórter que
produziu essa matéria histórica. Foi com um friozinho na espinha
que li estarrecido a reportagem de capa da semana passada. Fosse essa história
um romance policial, seria best-seller. Figuraria certamente naquela seção
dos mais vendidos. Quais os próximos capítulos dessa trama macabra
que deixa a cúpula do PT em polvorosa? Jeremias Alves Imperatriz,
MA A matéria de capa
sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel é primorosa em forma e conteúdo.
Quanto às informações constantes no texto, infelizmente nada
mais me surpreende. Só espero que tanto absurdo não nos torne insensíveis. Lúcia
Motta Rio de Janeiro, RJ
No dia 20 de janeiro de 2002, o prefeito de Santo André Celso Augusto Daniel
foi assassinado. Não podemos nos esquecer de que, no dia 10 de setembro
de 2001, o prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, também
foi assassinado. Existem indícios de que em ambos os municípios
havia um forte esquema de corrupção ao qual os dois se opunham. Sérgio
Roberto de Oliveira Salto, SP
VEJA oportunamente nos mostra o diabólico labirinto da corrupção,
jogo do poder, ambição e interesse político do caso. Não
tenho certeza se algum dia a nação saberá a verdade sobre
esse caso. Parabéns! Geraldo Nardi São Gabriel, ES
Um fato importantíssimo que
assombrou a nação brasileira e não foi mencionado na reportagem
é o pagamento feito pelo senhor Marcos Valério ao escritório
de advocacia que está defendendo o senhor Sérgio Gomes da Silva,
o "Sombra", principal acusado de mandar matar Celso Daniel. Depois dessa, o PT
é um réu confesso. Luiz Bianchi São Paulo,
SP Além da podridão
dos cadáveres de crimes escandalosos, impunes e acobertados, paira no ar
de Brasília e sobre o PT o fedor da decomposição de um governo
e das esperanças de um povo. Ritchard Michels Stier Maringá,
PR Land Rover
Com relação à nota publicada na coluna Desce da edição
1.927 (19 de outubro), sobre o fim da operação da Land Rover no
Brasil, esclarecemos que a notícia é equivocada. O que ocorrerá
em dezembro, na verdade, é a descontinuidade da montagem local do Defender,
que é feita de forma terceirizada pela Karman-Ghia. Único veículo
da marca até então produzido no país, ele será substituído
pelo modelo importado da Inglaterra. A Land Rover, divisão da Ford Motor
Company, continua a operar no Brasil normalmente, com a comercialização
de toda a sua linha, por meio de sua rede de dezenove concessionárias,
com 24 pontos-de-venda, distribuídos em todo o território nacional.
A rede de concessionárias irá crescer em 2006, atingindo trinta
localidades. A marca projeta ainda para 2005 a comercialização recorde
no país de 2.200 unidades, o que representará um incremento de 25%
no comparativo com 2004. Luiz Tambor Diretor da Land Rover Brasil Por
e-mail Ministro Nelson
Jobim Muito bem abordada a matéria
"O homem dos três poderes" (19 de outubro). Ela traz à tona a absoluta
falência institucional em que vivemos hoje. O princípio constitucional
da nossa República são a independência e a harmonia entre
os três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Entretanto,
há uma tradição do Poder Executivo de imiscuir-se no Legislativo
e no Judiciário. E agora vemos o presidente do Supremo Tribunal Federal
articulando uma "saída eficaz" para o "problema" dos precatórios,
visando a ocupar um cargo no Executivo. Ora, não seria o Supremo Tribunal
Federal a corte guardiã da Constituição? Não deveria
seu presidente zelar para que a Carta Magna fosse cumprida e as decisões
judiciais obedecidas? Em vez disso, o ilustre jurista sai a campo vendendo uma
fórmula mágica para solucionar o problema do mau pagador, e, o que
é mais inacreditável, sem cogitar o pagamento da dívida.
Acho mais honesto e menos hipócrita matar logo os credores e seus herdeiros.
Reynaldo Sangiovanni Collesi São Paulo, SP
Sobre a matéria "O homem dos
três poderes" (19 de outubro), a OAB-SP confirma que a situação
dos precatórios no Brasil é gravíssima, mas que o assunto
precisa ser debatido na busca de alternativas. Dessa forma, toda iniciativa, seja
de quem for, propondo uma saída para o impasse merece ser analisada e debatida.
O fato de o presidente do STF, o ministro Nelson Jobim, ter feito uma proposta
é positivo independentemente do mérito e deveria ser
seguida pelo Poder Público, que vem apenas protelando indefinidamente sua
dívida, ignorando decisão judicial e prejudicando os cidadãos. Luiz
Flávio Borges D'Urso Presidente da OAB-SP São Paulo, SP
Sua Excelência, o ministro
Nelson Jobim, é dado a esses "equívocos". Quando deputado constituinte,
fez incluir dispositivo na Constituição Brasileira sem a devida
deliberação. Quando presidente do TSE, elaborou textos eleitorais
para a aprovação do Congresso Nacional. É lamentável
que o ministro desconheça o princípio da tripartição
dos poderes, criação de Montesquieu, que, além de separar
os poderes do Estado, dá a cada um deles independência. Sem dúvida,
uma ingerência ilegítima e descabida que quebra a harmonia recomendada.
Ademais, informo que tramita no Senado Federal o Projeto de Lei de minha autoria
objetivando assegurar ao titular de um crédito decorrente de precatório
o direito a um certificado que ateste o valor desse crédito e possa usá-lo
em pagamento de tributos. Como se vê, o Legislativo tem procurado cumprir
o seu papel. Se o Judiciário cumprisse a sua tarefa com a presteza necessária,
já seria uma grande conquista para a nação e para o Estado
de Direito. Almeida Lima Senador (PMDB-SE) Brasília, DF
Peter
Eigen A entrevista com o advogado alemão
Peter Eigen (Amarelas, 19 de outubro) veio em boa hora. Num momento em que as
denúncias de corrupção começam a perder o foco, ele
lembra as obrigações e as responsabilidades de um regime democrático.
Para a população fica o recado de que pior que a própria
corrupção é a desinformação a respeito dela.
Para o Planalto, que o governo não pode se esconder na ignorância
para justificar seus atos ilícitos. Como o próprio presidente afirmou:
o responsável pelo rebanho é o dono do gado. Marcus
de Medeiros Matsushita Marília, SP
A entrevista do senhor Peter Eigen deve ser impressa como Bíblia
para todos os integrantes dos governos (federal, estaduais e municipais) e deve-se
exigir que eles a decorem e a utilizem item por item; a sabatina diária
deveria começar pelo presidente Lula, o que "não sabe de nada".
Recitá-la como um mantra faria um bem danado! Jaime Alves Massaneiro
Jaraguá do Sul, SC Concordo
com Peter Eigen quando ele diz que a questão da corrupção
não é geográfica. Enquanto é fácil acreditar
na premissa de que a geografia determina o grau de corrupção de
um país, exemplos como o Chile e o Brasil comprovam que ela não
é fator determinante. Governos competentes, honestos, leis cumpridas e
política não infestada pelos interesses da elite, imprensa e sociedade
civil com voz independente são alguns fatores que determinam o grau de
seriedade de um país. No recém-lançado Índice de Percepções
de Corrupção da Transparência Internacional, o Chile ficou
na 21ª posição, enquanto o Brasil ficou na 62ª.
Como explicar? Adriana Cunha Costa Washington, DC, EUA
Foi bom ler as palavras de Peter Eigen, fundador da Transparência Internacional.
Concordo com suas opiniões sobre os males e as causas da corrupção,
especialmente quanto ao conceito do que nomeia Sistema de Integridade. A liberdade
de expressão e de imprensa é sustentáculo da nossa democracia.
Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são pilares fracos
e cambaleantes de nossa cidadania. Estou convicto de que a má burocracia
e as monstruosas estruturas organizacionais dos órgãos públicos
servem como campos férteis para a ação dos corruptos. A isso
se acrescente a incompetência dos que pensam poder governar um país
como o Brasil se valendo de metáforas futebolísticas. Como dizia
o saudoso professor Sodré, nos bancos da Escola de Comando e Estado-Maior
da Aeronáutica: "Nada mais pernicioso do que a ignorância em ação". Marcelo
Hecksher Belo Horizonte, MG
Câncer Excelente a reportagem "Entre
dois mundos" (19 de outubro), que mostra a discrepância entre a excelência
das pesquisas de câncer e o tratamento que é oferecido aos pacientes.
Infelizmente, o mesmo ocorre com os testes genéticos. Graças às
pesquisas científicas conseguimos desenvolver vários testes genéticos,
específicos para a nossa população, no Centro de Estudos
do Genoma Humano da USP. Eles permitem um rápido diagnóstico molecular
de muitas doenças genéticas em uma simples amostra de sangue, evitando-se
exames invasivos e pouco informativos (que muitas vezes requerem internação).
Além disso, esses testes contribuem para a prevenção de novos
casos na família de afetados, por meio da identificação dos
casais com risco de vir a ter outros filhos com o mesmo problema. Entretanto,
apesar do alto investimento nas pesquisas científicas, esses testes não
estão disponíveis para a população mais pobre porque
seus custos não são cobertos pelo SUS. Se os resultados das pesquisas
não puderem beneficiar a nossa população, estaremos morrendo
na praia! Mayana Zatz Professora titular de genética Diretora
do Centro de Estudos do Genoma Humano Instituto de Biociências-USP São
Paulo, SP Sugiro uma visita ao interior
do estado de São Paulo para conhecer em Campinas o Centro Infantil Dr.
Domingos Boldrini, onde pacientes do SUS, convênios vários e pagantes
são tratados como iguais, num centro de excelência de reconhecimento
internacional, com resultados semelhantes ou às vezes superiores aos de
alguns centros de excelência particulares do país. Ou talvez Jaú,
no Hospital Amaral Carvalho, que atende prioritariamente pacientes do SUS, de
todo o estado e alguns de outros estados, com uma unidade de transplante de medula
óssea de fazer inveja a muitos outros serviços, também particulares,
do país. Juvenal Antunes de Oliveira Filho Médico
oncologista Campinas, SP
Golfe A reportagem "Campos dos sonhos" (19
de outubro) com certeza vai ajudar, e muito, o crescimento do golfe no Brasil,
pois mostra com bastante clareza a evolução que o esporte vem conquistando
no país nos últimos dez anos. No início dos anos 90, apenas
3.700 pessoas se aventuravam em pouco mais de 68 campos em todo o território
nacional. Hoje, já somos 25.000, com aproximadamente 140 locais para a
prática do golfe. Um dos pontos interessantes da matéria foi mostrar
a intenção de democratizar o jogo, que é visto por muitos
como o esporte das elites. A iniciativa de construir campos públicos tem
como principal objetivo aumentar o acesso de todos e, assim, descobrir novos talentos.
A Confederação Brasileira de Golfe (CBG) cumprimenta a repórter
Sandra Brasil e VEJA pelo excelente trabalho. Álvaro de Almeida Presidente
da Confederação Brasileira de Golfe Por e-mail
Excelente a matéria sobre o golfe. É comovente ver que um esporte
tão difundido principalmente nos Estados Unidos, Europa e Ásia tenha
também no país do futebol o seu espaço, mostrando quanto
o trabalho feito por seus apaixonados está dando resultado. Mauro
Gonçalves Batista São Paulo, SP
Febre aftosa
Em relação ao surto de febre aftosa em Eldorado, gostaria de mencionar
que o comportamento esbirro do presidente Lula é inescusável ("Um
tiro no pé", 19 de outubro). Não se lhe confere o álibi do
desconhecimento. Ele foi advertido antes, juntamente com os ministros José
Dirceu e Antônio Palocci, sobre os efeitos nefastos de um corte de recursos
para a vigilância agropecuária brasileira. A Associação
Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários enviou ao governo ofício
em 7 de abril antecipando a tragédia. Está tudo lá, no documento
encaminhado à Presidência da República e aos ministérios:
"Os cortes nos recursos orçamentários e financeiros para a defesa
agropecuária colocam em risco a imagem e a credibilidade do Brasil no exterior
e por extensão o agronegócio brasileiro. A capacidade de o setor
agrícola reagir contra as ameaças contemporâneas de doenças
animais e vegetais é mais complexa e desafiadora agora do que no passado,
criando vulnerabilidades ainda maiores para os setores agrícolas públicos
e privados, requerendo maior sensibilidade de vossa excelência para apoiar
adequadamente as ações sanitárias. Permita-nos respeitosamente
afirmar: a política de cortes lineares no Mapa poderá comprometer
seriamente o país quanto a embargos fitossanitários e zoossanitários;
abalar a confiança dos turistas estrangeiros no que tange à qualidade
de alimentos in natura ou industrializados e ao controle de zoonoses". Elton
Massarollo Porto Alegre, RS
Caixa dois Quando abri a revista na página
53 ("E viva o caixa dois, Brasil!", 19 de outubro), a primeira impressão
foi a de ter visto a Estátua da Liberdade (a de Nova York) na foto de Ricardo
Berzoini com aquela estrela atrás da cabeça. Infelizmente, a estátua
brasileira não representa a liberdade para todos, mas apenas para a cúpula
do PT, liberdade para fazer o que bem entender na posição que ocupa. Aginel
Rober Paes de Oliveira Santa Bárbara do Oeste, SP
Na história do caixa dois, pior do que querer tachá-lo de "irregularidade
menor", é pretender que acreditemos que todo o dinheiro foi gasto em campanhas
eleitorais. Não foi! Boa parte dele se não a maior
beneficiou pessoalmente quem o recebeu, e aí a irregularidade menor não
se sustenta. Basta verificar como tal dinheiro foi gasto por quem o recebeu para
provar esse fato. Mas parece que ninguém quer isso. Cassio Mascarenhas
de Rezende Camargo São Paulo, SP
São decepcionantes as declarações do presidente Lula e do
presidente eleito do PT, Ricardo Berzoini. Dizer abertamente que "o que o PT fez
do ponto de vista eleitoral é o que é feito no Brasil sistematicamente"
e afirmar que "uso do caixa dois faz parte do folclore político do país"
é admitir culpa sem ter um mínimo de peso na consciência,
o que certamente, junto com o caráter, a vergonha, o respeito pela dignidade
do povo e o respeito pelos votos dos eleitores, o governo já perdeu há
muito tempo. Devemos aproveitar essa situação folclórica
e arrancar dos Sacis os gorros vermelhos, jogar uma peneira sobre os redemoinhos
que sugam o dinheiro e os direitos da sociedade e colocar todas essas criaturas
dentro de uma garrafa. Sérgio Ricardo Santos Cuiabá,
MT Veja essa
Nada mais gratificante para quem vive aqui nos confins deste país sofrido
do que ler ou ouvir de um cara como o Fagner aquilo que se quer dizer e não
se tem como (Veja essa, 19 de outubro). Francisco Dessoles Monteiro Iguaracy,
PE Educação
Programas como o apresentado na reportagem
de VEJA nos remetem a um tema bastante atual e polêmico, que é o
sistema de cotas nas universidades brasileiras ("Cota, sim, mas com mérito",
19 de outubro). Sem precisar recorrer a uma política assistencialista com
viés populista, mas com criatividade e de forma responsável, o governo
gaúcho nos ensina que a idolatria da mediocridade, tão comum nestes
tempos petistas, merece e deve ser repensada, pois um sistema de cotas sem um
prévio programa de reforço das escolas públicas só
serviria para elevar o fosso intelectual que separa esses estudantes dos demais.
Precisamos ter cuidado com essas bravatas politicamente corretas para não
sermos enganados novamente. André Amaral Natal, RN
Etiópia
Que todos conhecem o talento de J.R. Duran como um dos mais respeitados fotógrafos
do mundo, é inegável. Entretanto, não conhecia esse lado
repórter fotográfico dele, com um texto envolvente ("Entre tribos
selvagens", 19 de outubro). Tenho de cumprimentar VEJA por ter aberto espaço
a esse tipo de reportagem cultural. Zedequias de Faria Belo Horizonte,
MG Armas
Devo render homenagens à mais que perfeita, excelente e inatacável,
do ponto de vista técnico e racional, reportagem "O arsenal do crime" (19
de outubro). O brilhante trabalho do senhor Diogo Schelp mostra, sem apelos emotivos
e irracionais, a realidade que é a falaciosa pergunta deste referendo. Alex
Ernesaks, policial federal Diretor de Comunicações do Sindpolf-SP www.sindpolfsp.com.br
Sou a favor do desarmamento
amplo, geral e irrestrito. Desarmar só quem não é bandido
é desviar o fiel da balança pró-bandidagem! Tem bandido rindo
à toa. Vírmondes Vieira Machado Goiânia, GO
Lya Luft
Até que enfim alguém falou o que está entalado na garganta
de muitos brasileiros. Parabéns, Lya, pela sua sensatez (Ponto de vista,
12 de outubro). Maria Tereza Naves Lepesqueur Paracatu, MG
Cumprimento a escritora Lya Luft por
abordar com tamanha seriedade a questão da falaciosa campanha do desarmamento.
Até que enfim um veículo de comunicação de alcance
indubitável está tratando o tema sem a demagogia global. Por favor,
cumpram seu papel de informar sem induzir. Pois a mentira lastrada na demagogia
já causou males suficientes ao nosso país. Alvaro Mouawad Porto
Alegre, RS É uma ilusão
pensar que podemos nos defender com armas, não somos preparados para isso,
não cabe a nós esse papel. O desarmamento pode ser o primeiro passo
para uma mudança, sim, pois violência nunca se combate com violência. Beatriz
Claudia Costa Curitiba, PR É
válido lembrar que a campanha de entrega voluntária de armas e o
Estatuto do Desarmamento foram democraticamente votados pelo Congresso Nacional
brasileiro; por isso, não podem ser caracterizados como "ameaças
totalitárias". Aline Elisa Santana Viçosa, MG
Concordo plenamente com a opinião
da senhora Lya Luft. Não é desarmando a população
que a criminalidade vai acabar. O trabalho tem de ser feito nas bases, com educação,
alimentação e saúde. Um povo educado, saudável e alimentado
não precisa se armar. Daniella Roste Blumenau, SC Professores
Esclarecemos que a pesquisa aplicada pelo
Dieese buscou aferir exclusivamente os problemas de saúde dos professores.
Não havia no estudo nenhum questionamento relacionado a salário.
A busca por melhores salários e também por melhores condições
de trabalho é constante no meio da categoria ("E eles nem falaram do salário...",
19 de outubro). Carlos Ramiro de Castro Presidente do Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial de São Paulo São Paulo, SP
Diogo Mainardi Não
desanime, Mainardi. A persistência é a marca dos fortes, e, se não
deu para derrubar o Lula nesta semana, siga em frente que a semana que vem está
logo ali. Além do mais, se não for possível exilá-lo
na Tunísia, como aconteceu com Craxi, que pelo menos ele se esconda no
seu apartamento em São Bernardo ou (ainda melhor) na Venezuela de Chávez.
E não se esqueça: "derrubadores do Lula unidos jamais serão
vencidos!" ("O Brasil piora se Lula ficar", 19 de outubro). Rodrigo Odilon
dos Anjos Brasília, DF
Não é preciso muito esforço, tampouco muito estudo para saber
que, se Lula se eleger novamente, a corrupção será legitimada,
mas o problema é que seus rivais eleitorais não são lá
de grande confiança, muito menos serão a salvação
para o Brasil. Kenny Julian Gonçalves Umuarama, PR
Imprensa
Parabéns pela excelente reportagem "Sucesso pré-pago" (19 de outubro).
O esquema de pagamento de "jabá" usado pelas gravadoras e "exigido" pela
maioria das emissoras de rádio e TV no Brasil é degradante. Meu
nome é Rodrigo Mattos, sou violeiro e luto há dez anos, "na raça",
para ter meu trabalho reconhecido, sempre esbarrando no "bendito jabá",
que não tenho condições de pagar. Isso é muito triste
e frustrante para quem tenta divulgar a cultura brasileira e não encontra
apoio nem incentivo em lugar algum. Estamos fadados a nadar a vida inteira para
morrer como "indigentes" na praia do fracasso. Rodrigo Mattos, violeiro,
cantor e compositor www.rodrigomattos.com.br São Paulo, SP
Roberto Pompeu de Toledo
Excelente o artigo de Roberto Pompeu de Toledo
sobre o PCdoB ("Tudo o que é sólido derrete ao sol dos trópicos",
Ensaio, 19 de outubro). É por exemplos como o de Leomar Quintanilha (PCdoB-TO),
ex-Arena, ex-PDS, ex-PMDB, que a fidelidade partidária deve ser vinculada
ao cargo do eleito. Trocou de partido, perde o mandato. Frederico d'Avila Buri,
SP Ibama
Foi o presidente do Ibama, Marcus Barros, quem determinou a apuração
de denúncia sobre a contratação irregular da empresa Stratégia
Consultores S/C, diferentemente do que publicou VEJA na edição 1
927, que atribuiu a iniciativa à Controladoria-Geral da União (CGU).
O instituto identificou onze do total de casos listados pela CGU. Alguns já
foram solucionados, como o pagamento indevido de passagem aérea detectado
pelo Ibama, que cobrou ressarcimento do valor à União. Outras apurações
de responsabilidade continuam em andamento, dentro dos prazos previstos para garantir
o contraditório e ampla defesa e, assim, evitar punições
injustas e inseguras. Gilberto Costa Assessor de comunicação
do Ibama Brasília, DF
CORREÇÕES: Na
frase "Lá tem aidéticos, tuberculosos e até pessoas com lepra.
É estar lá para passar trinta dias e ir para o outro mundo" (Veja
essa, 19 de outubro), Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, se referia
ao Hospital Penitenciário, e não ao Hospital das Clínicas
de São Paulo, como pode ter dado a entender. • A Escola de Engenharia
Mauá, citada na reportagem "5 mistérios e uma certeza" (19 de outubro),
fica em São Caetano do Sul, e não em São Bernardo do Campo.
• O nome da cidade de Mato Grosso do Sul mencionada na matéria
"Um tiro no pé" (19 de outubro) é Mundo Novo, e não Novo
Mundo, como foi publicado.
DOIS 007 LOIROS?
Divulgação
 | | Roger
Moore: primeiro Bond loiro? |
A
informação divulgada mundialmente de que o novo James Bond, o ator
Daniel Craig, seria o primeiro 007 loiro provocou polêmica. Os leitores
Lucas Pereira Rezende e Andre Cesar de Carvalho enviaram e-mails à redação
afirmando que, ao contrário do que foi publicado na seção
Datas (19 de outubro), Craig não será o primeiro agente loiro de
Sua Majestade. "Na verdade, o primeiro 007 loiro foi Roger Moore, que fez o personagem
entre 1973 e 1985, num total de sete filmes", escreveu Rezende. Cabelos castanhos
e olhos azuis não conferem a Moore a condição de loiro. Pelo
menos em termos europeus. Confira na foto da cena do filme 007 contra o Homem
com a Pistola de Ouro.
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DOM PEDRO I
 | | Dom
Pedro I, de Rodolfo Amoedo: acervo do Itamaraty |
Maria
de Lourdes Horta, diretora do Museu Imperial, de Petrópolis, informou que
o retrato de dom Pedro I que ilustrou a reportagem "A um passo da impunidade"
(21 de setembro) pertence ao acervo do Palácio Itamaraty, Ministério
das Relações Exteriores, e não ao Museu Imperial Iphan
Ministério da Cultura. "A pintura em questão é um
óleo sobre tela de autoria de Rodolfo Amoedo" (1857-1941), escreveu Maria
de Lourdes. A obra pode ser vista na Sala Dom Pedro, no Palácio do Itamaraty,
em Brasília, de segunda a sexta, das 15h às 16h30, e aos sábados,
domingos e feriados, das 10h às 15h30. O acervo reúne ainda obras
de Cândido Portinari, Manabu Mabe, Franz Weissmann, Alfredo Ceschiatti e
Victor Brecheret, entre outros. Informações pelo telefone: (61)
411-6148 (a partir das 14h). | | |