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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br ]
Ministério técnico FHC desistiu de vez de mexer no ministério no fim do ano. Mudará o que tiver de mudar em abril, quando os candidatos às eleições terão de se desincompatibilizar. A tendência é que os ministros sejam substituídos por seus secretários executivos. Será a hora e a vez de gente desconhecida do grande público, como Barjas Negri. Quem? Trata-se do braço direito de José Serra na Saúde.
O BC (quase) independente vem aí Assim que outubro chegar, Aécio Neves põe em votação na Câmara um projeto que vai fazer a oposição chiar alto, muito alto. Se for aprovado, abre caminho para um dos sonhos de FHC neste fim de governo: nomear a diretoria do Banco Central para um mandato fixo. A oposição, PT à frente, explode de urticárias só de ouvir falar na possibilidade que lhe tiraria, se vencer as eleições de 2002, a chance de nomear seu próprio alto comando do BC. A portas fechadas Um fechadíssimo encontro reuniu num convento do Rio de Janeiro empresários e executivos pesos pesados (como João Roberto Marinho e Philippe Reichstul), o ministro Pedro Malan e um seleto grupo de professores e ex-professores ilustres da PUC carioca. A idéia era discutir o Brasil após 2002. Falou-se de tudo, embora nada tenha vazado para o público externo. No fim das contas, além do pessimismo de André Lara Resende com a economia do país, o que chamou a atenção foi a preocupação com as empresas endividadas em dólar num momento em que a moeda americana não dá sinais de que vá parar de subir. Ironias da guerra americana O shopping paulistano Iguatemi registrou no dia 15 seu melhor sábado num mês de setembro, nos últimos quatro anos. Não, a economia não está decolando. A explicação do fenômeno: a classe média alta, o grosso dos consumidores do Iguatemi, está cancelando suas viagens ao exterior nos próximos meses e resolveu gastar por aqui mesmo. Os shoppings com perfil mais popular, entretanto, continuam na maré vazante.
A vitória da TV Definitivamente, o torcedor não tem mais a menor paciência para ir aos estádios de futebol. Concluída na semana passada, uma extensa pesquisa de opinião sobre o futebol brasileiro, feita pelo instituto Vox Populi para a CBF, revela os números da preguiça. De cada dez brasileiros, sete preferem ver os jogos de seus times pela TV. Mais: 56% não têm a menor vontade de pisar num estádio. O número 1 A mesma pesquisa confirmou o Flamengo como o time de maior torcida do país: 18% dos brasileiros são rubro-negros, contra 13% que se disseram corintianos e 8% que torcem pelo Palmeiras.
Justiça perdulária O Judiciário paulista anda pedindo mais dinheirinho ao governador Geraldo Alckmin. Beleza. Pode ser que precise mesmo. O problema é quando se comparam seus gastos com outras despesas fundamentais. A Justiça consumiu 1,9 bilhão de reais no primeiro semestre. É mais do que São Paulo gastou com segurança pública e saúde juntas.
Bin Laden atinge Welch Osama bin Laden mirou no WTC mas também acertou, ainda que de raspão, em Jack Welch. O pontapé inicial do megalançamento da autobiografia de Welch seria no dia 11, de manhã, em Nova York. Claro que no dia seguinte os jornais americanos ignoraram o evento tinham assuntos mais importantes para tratar. Resultado: a Warner, que pagou 7 milhões de dólares pelo livro e fez uma tiragem recorde de 1 milhão de exemplares, está com um mico nas mãos. No Brasil, a obra já está na terceira edição. Nu, não Há vários anos, Roberto Carlos recusa-se a cantar Quero que Tudo Vá para o Inferno por questões religiosas. O índex do rei ganhou mais um item desde a semana passada. Ele vetou a inclusão da canção Vou Ficar Nu para Chamar Sua Atenção, escrita por ele em 1970, no novo disco de Simone. Não quer que a música volte a ser cantada por ninguém nem por ele próprio.
Colaborou
Felipe Patury
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