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Edição 1 719 - 26 de setembro de 2001
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"Espero que as guerras continuem a existir somente em meus livros escolares, e não na minha vida."
Vanessa Carvalho
Belo Horizonte, MG

 

Tragédia

Primorosa a reportagem sobre o lamentável atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. Além da cobertura e da análise completas dos fatos, a maneira como a revista abordou o tema demonstrou sensibilidade e visão pouco convencional, porém correta, da atual condição dos Estados Unidos. Sua invejável democracia é o real motivo pelo qual esse país é constante alvo de ataques. Como se não bastasse, VEJA foi fantástica em sua promoção publicitária em outdoors, excluindo o tradicional comentário sobre a capa da semana para manifestar o sentimento de luto. É por essas e outras que VEJA é a melhor revista do Brasil ("Este mundo nunca mais será o mesmo", 19 de setembro).
Mariana Rosalina de Faria Vasconcelos
Belo Horizonte, MG

Por mais que eu tenha lido nos jornais diários sobre o atentado terrorista nos EUA, somente em VEJA encontrei a síntese dos acontecimentos em toda a sua plenitude. Parabéns!
Paulo Roberto Santos
prscreci@uol.com.br

Gostaria de cumprimentar VEJA e toda a redação pelo que podemos chamar de grande arquivo histórico. Eu, que sou quase vestibulando, fiquei admirado com a capacidade com que os temas foram abordados. Essa edição virará uma preciosidade daqui a alguns anos.
Álvaro Farias Galassi

Campo Grande, MS

Parabéns pela reportagem, que esclarece aos brasileiros quem são e o que pensam os muçulmanos, enfatizando que os radicais são minoria entre eles. Espero que as minorias terroristas, que perpetram esse pesadelo pelo mundo afora, matando milhares de civis, sejam banidas definitivamente. Para o bem da humanidade.
Juliana Soares João
Belo Horizonte, MG

Antes de 11 de setembro de 2001, eu achava que fosse viver sem ter de assistir a uma guerra, mas esse meu pensamento não tem mais fundamento. Acredito que todos nós perdemos alguma coisa nesse dia. Ainda não sei o quê, mas tenho certeza de que vamos descobrir mais cedo do que a gente imagina.
Brunna Cinotto
Boca Raton, Flórida, EUA

Quero cumprimentar toda a redação pelo excelente trabalho feito na edição especial, principalmente pelas reportagens "A descoberta da vulnerabilidade" e "Escolas de terror". Não se pode subestimar a audácia desses homens, que cada vez mais se mostram desrespeitosos com a vida. Não sabem o valor que ela tem.
Cosme Rogério Ferreira
Palmeira dos Índios, AL

Quem dera a capa de VEJA fosse sobre mais um filme de ação entre tantos que os americanos já exibiram, pois é muito duro acreditar que aquilo é real e que milhares de inocentes perderam a vida por causa de atitudes radicais de "pessoas" que dizem lutar por uma causa. Eu me pergunto: será que em meio a tanta dor, calor e pó elas se sentem saciadas, menos vazias? Isso apenas demonstra quanto esses terroristas estão distantes de Deus.
Giselma Prado de Lima
giselma@citinet.com.br

Se o homem se empenhasse tanto em propagar a paz quanto se empenha em criar bombas, armas e conflitos, hoje nem saberíamos o significado da palavra terrorismo.
Ricardo Luís de Mattos
Curitiba, PR

O terrorismo é um mal terrível que precisa ser banido da face da Terra. Não se pode conceber que num mundo civilizado e democrático haja espaço para que fanáticos, loucos e dementes protagonizem cenas tão perversas como aquelas a que assistimos, ao vivo, na cidade de Nova York. Mais uma mancha vergonhosa e abominável na História da humanidade, nascida da intolerância, da ignorância de uns poucos homens que se consideram deuses, donos da vida alheia, com direito de julgar e condenar, ao acaso, milhares de pessoas inocentes. O mundo não pode calar-se perante tanto horror e crueldade. É preciso que os povos se unam para punir exemplarmente os culpados daquela barbárie e nos livrar de mais esse perigo que paira sobre nossa cabeça. Ninguém pode deixar de se indignar diante de um ato tão covarde e mesquinho; diante da vingança cega contra a humanidade. De repente, tantas vidas se perderam na fumaça em troca de nada!
Achel Miranda
achel@bol.com.br

Sou avesso e refratário ao estilo de vida nos moldes medievais de alguns países do Oriente Médio. Também considero medieval e tenho aversão à justiça privada (leia-se com as próprias mãos), que é defendida pelos EUA a título de retaliação.
Alexandre Vieira Câmara
Natal, RN

Aqui em Miami a situação é mais light, pois metade da população é imigrante e o americano nativo já se acostumou com ela. Mas recebo com apreensão notícias de que um brasileiro foi espancado em Nova York e duas brasileiras foram agredidas a cusparadas em Boston, em ambos os casos por terem sido confundidos com árabes.
Luiz Claudio Limp
Miami, Flórida, EUA

Mais uma vez, VEJA deu um show de informação. Gostaria de parabenizar toda a equipe pela excelente cobertura do atentado a Nova York. É gratificante saber que podemos contar com esse grande centro de informação. VEJA, informação precisa no momento certo.
Marinélia Pinheiro
Belo Horizonte, MG

 

Roberto Pompeu de Toledo

Excelente o ensaio sobre uma possível Terceira Guerra Mundial, que chama a atenção para a falta de um oponente à altura dos EUA. Talvez seja justamente isso que venha a caracterizar a "primeira guerra do século XXI": uma guerra contra um inimigo invisível, organizado e espalhado por um território que abrange vários países. O que assusta é o fato de que os integrantes dos grupos islâmicos fundamentalistas, que representam esse formidável oponente, não têm medo de morrer. Como combater indivíduos que estão dispostos a sacrificar a vida para estar ao lado de Alá após a morte (Ensaio, 19 de setembro)? Patricia Rio Branco
priobranco@hotmail.com
Bélgica

Em meio à profusão de sensacionalismo, alarmismo e outros "ismos" desencadeados pelo ataque aos Estados Unidos, é um alento contar com o bom senso habitual de Roberto Pompeu de Toledo.
Eder D'Artagnan
Montes Claros, MG

 

Sérgio Abranches

Muito oportunas as colocações do colunista Sérgio Abranches na coluna Em foco da semana passada ("O vôo da águia vingadora"), envolvendo os fatos concernentes aos atentados nos Estados Unidos. Esperamos que a Presidência americana, pressionada pela opinião pública, tome a decisão mais acertada, pois há o perigo de uma recessão global e, o pior, usando as palavras de Bush, o risco da primeira guerra do século XXI.
Cláudio Rótolo de Moraes
RotolodeMorae@aol.com

 

Luiz Felipe de Alencastro

Muito bom o artigo de Luiz Felipe de Alencastro ("A trilha do terror", 19 de setembro). Perfeito o comentário de Morton Abramowitz sobre esse caipira caubói texano que tomou de assalto a Presidência dos Estados Unidos numa conturbada e ridícula eleição.
Eduardo Duarte
nordeste69@hotmail.com

 

Campinas

A morte violenta do prefeito de Campinas foi "ofuscada" pelas notícias dos atentados nos Estados Unidos, que, claro, mereciam ampla divulgação. Mas irrita o pouquíssimo destaque dado à morte do prefeito da segunda cidade mais importante do Estado de São Paulo ("Prefeito de Campinas é assassinado", 19 de setembro).
Antonio Tomasillo
Campinas, SP

 

Lobby aéreo

Fui surpreendido pela reportagem "A força da bancada aérea" (12 de setembro). Tenho amigos e me relaciono bem com dirigentes e funcionários de todas as empresas aéreas brasileiras. Designado para presidente da comissão especial que analisa o projeto que cria a Agência Nacional de Aviação Civil, tenho me esforçado para que, por meio de debates e audiências públicas, todos os segmentos interessados na questão sejam ouvidos, com vista a melhorar, se necessário, o projeto do Executivo, sem ignorar a situação atual do transporte aéreo brasileiro. Não sou lobista, mas presidente de uma comissão da Câmara dos Deputados (Anac), que tem a finalidade de produzir um texto que atenda aos interesses dos usuários e do país, em que as empresas de aviação são apenas uma parte – as prestadoras dos serviços. Como presidente da Anac, tenho feito todo o possível para conduzir a comissão com isenção e diligência; esse o nosso propósito e de todos os seus membros, e disso nunca me afastei nem me afastarei.
Deputado federal Nelson Marchezan
Brasília, DF

 

TV digital

Sobre a reportagem "Guerra no ar" (12 de setembro), que trata da discussão sobre a TV digital no Brasil, discordamos da declaração: "Os defensores do padrão americano reconhecem que o sistema tem um custo mais alto que o dos concorrentes". O sistema está em uso nos Estados Unidos há três anos, o preço dos equipamentos está caindo rapidamente, e certamente será o mais baixo no mercado. A ATSC oferece preço mais baixo não só para produtos de consumo, mas também para equipamentos de transmissão pública e investimento em energia, porque exige menos que metade da potência de transmissão para alcançar a mesma cobertura, se comparado com o sistema europeu ou o japonês. Nós também discordamos da declaração de que a implementação da TV digital é mais avançada na Europa que nos Estados Unidos. A TV digital está caminhando no Reino Unido, mas ainda no início em outros dois ou três países, enquanto nos Estados Unidos, um mercado aproximadamente do mesmo tamanho, sinais digitais cobrem mais de 70% da nação. E também existem mais de 325 aparelhos de televisão de alta definição (HDTV) diferentes oferecidos nos Estados Unidos, ao passo que não há transmissões de HDTV em nenhum lugar na Europa.
Robert Graves
Presidente da ATSC
ligia@abredepagina.com.br

 

Guga

Não existe hoje no país outro esportista que nos traga tantas alegrias quanto Guga. Só para se ter uma idéia dos dados de sua carreira: são dezesseis títulos em simples, oito em duplas, sendo três do Grand Slam. Guga foi eleito o melhor tenista do mundo no ano passado vencendo o Masters de Lisboa (torneio que reúne os oito melhores tenistas do ano) em quadra rápida. O que aconteceu com Guga é inevitável. Além de o esporte estar cada dia mais nivelado e competitivo, Guga jogou setenta partidas neste ano (ganhando seis torneios), das quais venceu 59. É impossível querer que ele vença sempre ("O número 1 em baixa", 19 de setembro).
Daniel Ribeiro de Almeida
São Paulo, SP

VEJA deveria ser mais otimista e explorar as vitórias que Guga tem conquistado em 2001, e não tratá-lo como um "atleta apenas regular", pois ele já provou que está fazendo história no tênis brasileiro.
Silvana C. Braga
Curitiba, PR

 

Tragédia 2

Os Estados Unidos, a maior potência econômica e militar do planeta, mostraram-se bastante vulneráveis a ataques terroristas. Espero que os responsáveis pelos atentados sejam punidos com rigor e que os governantes de todo o mundo tenham de alguma forma aprendido alguma lição com essa tragédia. Que eles deixem de lado o orgulho e busquem a paz tão esperada ("Este mundo nunca mais será o mesmo", 19 de setembro)
Hamilton Ferraz Ferreira
São Paulo, SP

Bela reportagem mostrando na íntegra os verdadeiros fatos, com clareza e objetividade, deste triste momento da história da humanidade. Parabéns por uma das melhores edições que já li.
Ettiana Arguelles
Belém, PA

Sou brasileiro de origem, americano de coração. São 37 anos nesta terra. Com isso aprendi a ser patriota como todos os americanos. Ainda bastante traumatizado, espero com muita ansiedade pela retaliação contra esses terroristas, que realmente feriram lá no fundo do coração toda uma nação, para não dizer todo o mundo. Realmente, nunca pensei que pudéssemos ser tão vulneráveis. Mas, analisando esse ataque tão covarde, chego à conclusão de que ele só aconteceu por sermos uma nação extremamente democrática. Se não, vejamos: eles entraram no país como residentes, turistas etc., usaram nossas escolas para aprender a pilotar e utilizaram nossos aviões como armas. Então, chego à seguinte pergunta: em que outro país eles conseguiriam tanto apoio para que tudo desse certo como deu?
João Felix Cruz
jfelix@ix.netcom.com
Delray Beach, Flórida, EUA

Mais uma vez VEJA sai na frente e mostra por que é a melhor revista semanal do Brasil, ao mostrar de maneira clara, objetiva e imparcial tudo o que aconteceu e o que poderá acontecer depois desse trágico episódio. O que será que esses idiotas loucos tinham na cabeça ao atingir prédios comerciais e fazer tantas vítimas inocentes, que nem ao menos entendiam direito o que esses malucos querem? É pena que nessa briga intolerável inocentes paguem com a vida pela insanidade desses terroristas satânicos.
Geraldo Nonato Rodrigues
geraldononatto@aol.com

 

Claudio de Moura Castro

Foi com muita satisfação que li o artigo esclarecendo as diferenças entre o que é ser árabe, islâmico e fundamentalista (Ponto de vista, 29 de agosto), uma vez que, sendo filha de mãe judia e pai católico e casada com um marroquino muçulmano, estou sempre deparando com a reação de espanto das pessoas que não entendem que possam existir amor e tolerância, independentemente da religião e da cultura.
Renée de Almeida Rassasse
Londres, Inglaterra

 

Stephen Kanitz

Nos meus trinta anos de magistério não notei nenhuma quebra de ânimo por parte da juventude no sentido de mudar o mundo. Só percebi a queda de uns totens (o comunismo) e a ascensão de outros (a globalização). Tampouco percebo fundamento na tese do determinismo cronológico (ser revolucionário na juventude e conservador na maturidade). Fui anticomunista militante quando universitário (anos 60). Hoje, burro velho e adepto do anarquismo, continuo anticomunista, agora com muito mais convicção (Ponto de vista, 12 de setembro).
Paulo Cesar Silva Boiteux
Miguel Pereira, RJ

 

Jack Welch

A afirmação de Jack Welch, de que "qualquer pessoa medianamente capaz pode afirmar que dentro de alguns anos teremos mais gente e não menos gente viajando de avião", talvez precise ser revista após o atentado contra o World Trade Center. Isso nos leva de encontro a outra afirmação do próprio Welch, a de que "a velocidade das mudanças é o grande fenômeno de nosso tempo" ("O capital segundo Jack", 12 de setembro).
João Manuel F. S. C. Maio
São José dos Campos, SP


 

A PRESENÇA DE ALCKMIN

Das 180 cartas que os leitores escreveram para a redação comentando a reportagem de capa de VEJA sobre o episódio protagonizado pela família do empresário Silvio Santos ("Drama em reprise", 5 de setembro), 26 se referiam à atuação do governador paulista, Geraldo Alckmin. Dezoito leitores aprovaram sua interferência pessoal, apenas oito a condenaram. "Ele apareceu lá só para somar votos", escreveu Gabriele Rizental Pascolat. Thiago Barbosa, de Curitiba, Paraná, não concorda. Ele acredita que "a participação de Geraldo Alckmin foi de fundamental importância para o sucesso das negociações". David Volyk, de São Paulo, concorda: "Se o governador não tivesse ido à casa do apresentador e o seqüestro terminasse com a morte de Silvio Santos, ele seria acusado de omissão e crucificado pela nação. Fez muito bem o governador".



NA PONTA DA LÍNGUA

A capa de VEJA (29 de agosto) sobre a chegada do Dicionário Houaiss às livrarias foi o tema das cartas que quinze leitores enviaram à redação. Adriana Monteiro, de São Paulo, botou malícia: "Isso é o que eu chamo de erotização da língua". Maria das Graças Razera, de Foz do Iguaçu, foi na mesma linha. "Aquela boca sedenta pede tudo, menos novo vocabulário." Gabriel Garcia Jareta Santos, de Pirajuí, concorda: "A imagem da boca remete a um sentido libidinoso, que nada tem a ver com dicionários". Fabíola Rebello brincou: "Aquela boca erótica com o Houaiss na ponta da língua fez o pobre Antônio (Houaiss) rolar no túmulo". Maria Elizabeth Molinari não achou a menor graça: "Se é difícil escolher a melhor capa já feita por VEJA, o prêmio da pior já tem vencedor", escreveu.



A FÉ QUE REMOVE OS NÓS

A reportagem "Rogai por nós e desfazei os nós" (12 de setembro de 2001) falou de Nossa Senhora Desatadora dos Nós (um entre os mais de 2 000 títulos de Maria, mãe de Jesus), eleita pelos católicos como a "santa da vez". Cerca de cinqüenta leitores escreveram ou ligaram para a redação querendo saber como adquirir a oração da santa, as medalhinhas, pulseiras, os terços, brincos e até os adesivos para carro com o pedido de proteção. Os devotos interessados nos objetos da santa podem acessar o site da Associação do Senhor Jesus (www.asj.org.br); ou ligar para a Associação, em Valinhos, SP: (19) 3871-3422 e 3849-9231; ou para a Capela Maria Porta do Céu, em Campinas, SP: (19) 3242-3211; ou ainda ligar para a Agnus Dei (loja no Rio de Janeiro): (21) 2512-6767.



 
 
   
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