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VEJA Recomenda
DVDs
AFP
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| Dolls:
um desafio que compensa enfrentar
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Dolls (Japão, 2002. Califórnia) Um
rapaz vaga pelo Japão em penitência, amarrado à
noiva desmemoriada que abandonou; um velho mafioso reencontra a
namorada que deixou ainda na juventude, e que espera por ele desde
então; e um guarda de trânsito tira a própria
visão para se aproximar de sua amada, que está com
o rosto deformado por um acidente. Essas três histórias
de devoção extrema e destino trágico
se entrecruzam nesse belo filme de Takeshi Kitano, que exercita
aqui uma narrativa experimental, mas dentro dos limites rígidos
do formalismo cinematográfico japonês. O resultado
é uma espécie de Fale com Ela à moda
nipônica: difícil, fragmentado e repleto de silêncios,
mas altamente compensador para quem se dispuser a enfrentar o desafio.
Divulgação
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| Migração
Alada:
deslumbrante
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Migração Alada (Le Peuple Migrateur, França,
2001. Columbia) Dirigido por Jacques Perrin, também
autor do documentário Microcosmo, que virou coqueluche
em 1996, Migração Alada acompanha os vôos
de várias espécies de pássaros migratórios
por algumas das regiões mais deslumbrantes do planeta, da
savana africana à Ilha de Manhattan. A narração
é mínima, e fornece apenas uns poucos dados
que pássaro é aquele, quanto ele voa, e pronto. O
objetivo de Perrin, plenamente cumprido, é fazer com que
o espectador voe lado a lado com os protagonistas do filme. Nos
extras, um documentário mostra como as aves foram criadas
pela equipe desde o nascimento, para se habituar ao barulho dos
ultraleves que carregavam as câmeras e obedecer às
instruções. Trailer.
LIVROS
A
Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón (tradução
de Marcia Ribas; Objetiva; 464 páginas; 54,90 reais)
Daniel Sempere ainda é criança quando seu pai o leva,
em 1945, ao Cemitério dos Livros Esquecidos, lugar sigiloso
onde são conservados os últimos exemplares de obras
literárias que o mundo esqueceu. Lá ele descobre o
romance A Sombra do Vento, de Julián Carax. Obcecado
em descobrir a história desse misterioso autor, Daniel embarca
em aventuras detetivescas pelos meandros de Barcelona. O espanhol
Carlos Zafón temperou as obsessões bibliográficas
do argentino Jorge Luis Borges com um toque de melodrama. A fórmula
deu certo: seu romance já teve mais de 800.000 exemplares
vendidos em dezessete países.
A
Filha do Contador de Histórias, de Saira Shah (tradução
de Hildegard Feist; Companhia das Letras; 294 páginas; 41,50
reais) Filha de imigrantes afegãos, a jornalista inglesa
Saira Shah visitou o país de seus antepassados em 2001 para
produzir secretamente o documentário Beneath the Veil
(Por Trás do Véu), que denunciava o cotidiano
opressivo das mulheres sob o regime talibã. Seu livro, porém,
não se limita a narrar essa perigosa incursão jornalística.
Em um misto de ensaio e memórias, Saira relembra as histórias
fantasiosas que seu pai contava sobre o Afeganistão quando
ela era menina um lugar de jardins límpidos e povo
feliz. No contraste entre o país idealizado e o real, Saira
tenta entender sua herança afegã.
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| Guache
de Chagall:
todas as
cores das
fábulas |
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Fábulas
de La Fontaine, com ilustrações de Marc Chagall
(tradução de Mário Laranjeira; Estação
Liberdade; 144 páginas; 39 reais) Jean de La Fontaine
(1621-1695) publicou uma série de fábulas versificadas
que fizeram sucesso em sua época e atravessaram os séculos
encantando crianças e instigando adultos. O pintor russo
Marc Chagall (1887-1985) dedicou-se a ilustrar esse clássico
francês nos anos 20 do século passado, criando belos
guaches para uma edição colorida que acabou não
saindo. Dispersas entre colecionadores privados, muitas dessas ilustrações
se perderam. Nas 43 fábulas e ilustrações recolhidas
nesse livro, o leitor percebe que Chagall encontrou as cores perfeitas
para as encantadoras histórias de La Fontaine. Leia
trecho.
DISCOS
Divulgação
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| Kravitz:
o cabelo não
afetou o som |
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Baptism,
Lenny Kravitz (EMI) Recentemente, o cantor americano trocou
a cabeleira crespa por um corte à la chapinha japonesa. Isso
não afetou em nada sua voz nem seu talento, como comprova
esse novo álbum. As letras do disco revelam um Kravitz mais
maduro e irônico, que critica a hipocrisia no mundo do showbiz
e a adoração exagerada aos astros do rock. Salvo algumas
intervenções de membros de sua banda (além
da participação do rapper Jay-Z, na faixa Storm),
o roqueiro tocou todos os instrumentos e compôs todas as canções.
O repertório contém baladas de primeira e, como é
de sua especialidade, faixas capazes de energizar qualquer pista
de dança como o funk Sistamamalover e o rock
California. Ouça
o disco.
No
Way Out, The Allman Brothers Band (BMG) O conjunto
americano pertence àquela categoria de artistas que rendem
muito mais em apresentações ao vivo do que nos discos
de estúdio. No Way Out é uma prova disso. Registro
de duas apresentações do grupo no Beacon Theatre,
em Nova York, o álbum capta a banda liderada pelo cantor
e tecladista Greg Allman em todo o seu virtuosismo e alto-astral.
No palco, os Allman Brothers esticam suas composições
calcadas no blues e no country com solos impagáveis de guitarra
e teclados. Os músicos Warren Haynes e Derek Trucks, dois
bambas na produção de efeitos de guitarra, contribuem
muito para o bom resultado. Basta conferir suas performances no
sucesso Whippin' Post para comprovar o poder de fogo da banda.
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| Simonal:
resgate de um bamba da MPB |
Wilson
Simonal (EMI) Morto em 2000, aos 61 anos, o cantor
carioca Wilson Simonal foi um dos principais intérpretes
da história da MPB. Sua carreira artística foi por
água abaixo precocemente, no entanto, por causa de uma infâmia:
a acusação de que ele delatava os colegas esquerdistas
para os órgãos de repressão durante a ditadura
militar, fato nunca comprovado. Essa caixa de nove CDs mostra que
Simonal era um artista à frente de seu tempo. A principal
marca de seu estilo era envenenar as músicas com improvisos
jazzísticos. Há diversos exemplos dessa habilidade,
como as versões suingadas das bossas Nanã e
Lobo Bobo, além dos temas infantis Meu Limão,
Meu Limoeiro e Escravos de Jó. A caixa traz ainda
um libreto com material biográfico.
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