Edição 1855 . 26 de maio de 2004

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Guia

Os exames certos
para impacientes


Para avaliar condições que variam ao longo do dia, como os batimentos cardíacos ou o nível de açúcar no sangue, existem aparelhos que o paciente pode levar consigo enquanto executa suas tarefas rotineiras. A tecnologia permite que o médico receba os resultados em tempo real ou várias vezes por dia, por celular ou pela internet. Conheça o que já existe no país.

HOLTER DE GLICEMIA
Implanta-se sob a pele um pequeno sensor, conectado a um gravador fixado à cintura. Em intervalos programados, o sangue é analisado. Há aparelhos com conexão sem fio a um computador que recebe as leituras.
O que havia antes: o paciente perfurava o dedo várias vezes por dia com uma agulha e examinava o sangue com um aparelhinho caseiro.

HOLTER DE ELETROCARDIOGRAMA
Uma peça do tamanho de um toca-fitas portátil pode ficar presa ao braço ou à cintura do paciente. Gravadores digitais registram eletrocardiogramas em intervalos programados. Importante na detecção de arritmias, nem sempre flagradas no consultório.
O que havia antes: um equipamento pesado registrava os dados em fitas cassete.

OXÍMETRO PORTÁTIL
Mede o oxigênio no sangue, dado importante para pacientes com doenças pulmonares. Um pequeno aparelho preso ao dedo manda os dados a um gravador preso à cintura, sem fios.
O que havia antes: um grande aparelho, instalado sobre um móvel, exigia que o paciente permanecesse em casa durante a medição.

M.A.P.A.
(medidor da pressão arterial)
Mede a pressão 24 horas por dia. O medidor fica acoplado ao braço ou ao pulso e, por meio de um fio, envia as informações para um gravador digital.
O que havia antes: o tradicional medidor de pressão, usado por profissional treinado.


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Onde encontrar os exames

 

Saúde

BOA NOTÍCIA
Peixe na gravidez

Uma dieta com bastante peixe nos últimos meses de gestação parece acelerar o crescimento fetal e reduzir o risco de ter bebês abaixo do peso, segundo estudo da Universidade de Bristol, na Inglaterra. A explicação: os ácidos graxos do tipo ômega 3 presentes no alimento. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores fizeram mais de 11 000 grávidas preencherem um questionário sobre seus hábitos alimentares. Entre as que não comem peixe, o índice de bebês com baixo peso foi 30% maior que na média da população.

MÁ NOTÍCIA
Diabetes e Alzheimer

Ter diabetes pode aumentar o risco de desenvolver o mal de Alzheimer. Durante cinco anos, médicos da Universidade Rush, em Chicago (Estados Unidos), examinaram mais de 800 padres e freiras acima de 55 anos. No início do estudo, 125 sofriam de diabetes e nenhum tinha Alzheimer. No fim do período, entre os diabéticos, houve 73% mais casos da doença que provoca declínio mental. O estudo, que não analisa a razão dessa correlação, foi publicado na revista Archives of Neurology.

 

Colaborou Márcia Pereira

 
 
 
 
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