Edição 1855 . 26 de maio de 2004

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Guia

O charuto em boas companhias

 
Cesar Cury

Vinho do Porto ou um bom café expresso são bebidas tradicionais para acompanhar um charuto, mas há mais sutilezas. "É preciso que a intensidade do charuto seja equivalente à da bebida", explica o especialista Ruimar de Oliveira. Confira algumas orientações sobre a forma correta de apreciar um charuto.  

• Charutos encorpados combinam com conhaque, rum, cachaça envelhecida e cerveja escura. Charutos suaves vão bem com águas aromatizadas, cerveja clara e drinques como mojito (drinque à base de rum e hortelã) e caipirinha. Nenhum deles combina com vermute, sucos, refrigerantes e chope. Champanhe, só com os charutos muito suaves.

• Ao escolher o charuto para uma ocasião, leve em conta o tempo que terá para fumá-lo. Charutos menores exigem meia hora. Os maiores chegam a duas horas.

• Mesmo os veteranos podem ficar tontos se fumarem de estômago vazio. Sirva porções de nozes, amêndoas, chocolate, trufas de café ou de chocolate amargo, caso não haja um jantar.

• É possível alterar a intensidade do charuto ao cortá-lo, antes de degustá-lo – um corte maior o suaviza; um pequeno furo na base o torna mais intenso.

• Acenda-o com fósforos ou folhas de cedro, que vêm na caixa do charuto, e não com isqueiro a fluido, pois o combustível pode alterar o sabor.

• Espere uns 50 segundos entre duas baforadas. Menos do que isso esquenta demais o charuto e pode deixá-lo amargo.

 

Crédito para a casa própria

Ogoverno estuda abrir uma linha de crédito para servidores civis e militares comprarem casa própria, como compensação por reivindicações salariais não atendidas. As regras ainda não foram definidas. Confira as condições dos financiamentos que já existem em alguns bancos, para o público em geral e não apenas servidores, todos com prazo de até quinze anos. Alguns exigem que o comprador seja correntista.

 

Passe por cima

Um fim de semana na praia, de helicóptero

Junião


Fretar um helicóptero rumo ao litoral, para evitar os engarrafamentos, é compensador para quem pode pagar mais, viaja em grupo e quer ganhar tempo. Ir de São Paulo a Ilhabela pelo ar, com outras seis pessoas, custa cerca de 700 reais por cabeça, mas reduz o tempo de viagem de três para uma hora, aproximadamente. Deve-se verificar se a empresa é homologada pelo Departamento de Aviação Civil (www.dac.gov.br). Convém fazer a reserva uma semana antes. Paga-se na hora do embarque. Se o tempo impedir a decolagem, nada é cobrado. Veja preços de ida e tempo de viagem.

Rio de Janeiro (Jacarepaguá) – Angra dos Reis
(170 quilômetros)
De carro: 2 horas
De helicóptero: 35 minutos
Preços: 1 600 a 2 000 reais (quatro passageiros) e 3 000 (cinco passageiros)

Salvador – Costa do Sauípe
(120 quilômetros)
De carro: 1 hora e meia
De helicóptero: 20 minutos
Preço: 2 000 reais (quatro passageiros)

São Paulo – Ilhabela
(210 quilômetros)
De carro: 3 horas
De helicóptero: 45 minutos a 1 hora
Preço: 2 000 a 2 300 (três passageiros) e 4 800 reais (sete passageiros)

São Paulo – Riviera de São Lourenço
(200 quilômetros)
De carro: 2 horas e meia
De helicóptero: 25 a 40 minutos
Preço: 1 300 a 1 650 (três passageiros)
e 3 200 reais (sete passageiros)

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CARRO NOVO

Outra perua na praça

 
Divulgação

Ao transformar o bem-sucedido Corolla em uma perua, batizada Fielder, a Toyota procurou um visual levemente esportivo. Só o consumidor dirá se retoques como a máscara que escurece os faróis ou a grade dianteira preta vão conferir à Fielder a imagem jovem da concorrente Marea Weekend. As qualidades sensíveis do novo carro são suspensão macia, bom espaço interior e ótima visibilidade. Muitos acessórios importantes são de série, como airbag duplo, ar-condicionado, freios ABS e travas e vidros elétricos, detalhes que levam o preço aos 56 000 reais (na versão com câmbio manual), contra os 47 000 de uma Weekend básica. Por mais 4 000 reais, leva-se o câmbio automático, que torna um tanto lenta a reação do motor 1.8 de 136 cavalos. Os opcionais são rack de teto, sensor de aproximação no pára-choque e faróis de neblina. Uma curiosidade: a Toyota fez mágica contra famílias grandes num veículo originalmente concebido para casais com filhos. O porta-malas de 411 litros é menor que o do Corolla sedã, que tem 26 a mais.


Editado por André Fontenelle.
Colaboraram Helena Fruet e Tatiana Schibuola

 
 
 
 
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