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Moda
Quentinhos e coloridos
Neste
começo de inverno, cachecol
é
obrigatório. Flores de tecido, também.
Às vezes, os dois juntos

Bel
Moherdaui
Fotos Pedro Rubens
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| Enfeite-se:
com seda, crochê, lurex, lã (com ou sem paetês) e com pétalas
de brim amassado e molhado |
O
frio que chegou na última semana a boa parte do país
tirou dos armários os tradicionais suéteres e casacos
escuros. Desta vez, porém, dois complementos estão
quebrando a mesmice do visual feminino: flores de tecido e, principalmente,
cachecóis. Acessório essencial nas cidades de clima
gelado, neste ano o cachecol reina absoluto nos trópicos,
de preferência colorido (listrado, mesclado, estampado ou
de uma cor só) e geralmente longo, muito longo cerca
de 2 metros de comprimento. "Você pode dar algumas voltas
ou deixar uma ponta comprida, chegando até a coxa", sugere
Claudia Zemel, diretora de produto da grife paulista Les Filós,
que oferece sete variações (por enquanto). Se o frio
não for tanto, entra em cena uma adaptação:
o cachecol com camiseta ou até com regata. "O cachecol aquece,
mas também enfeita", diz o estilista Marcelo Sommer, que,
na sua versão para o pescoço dos modernos, pontilhou
uma faixa de crochê com aplicações de hibiscos,
antúrios e costelas-de-adão.
Além
da lã, eventualmente bordada com paetês, há
cachecóis de malha de tear, de tricô, de lurex e até
de seda o da Mixed, dourado, enorme, com babados suficientes
para transformá-lo quase num jabô, custa 420 reais.
Os broches de flores também vêm em tecidos variados
crochê, organza, brim, tweed , no que seus criadores
definem como uma "releitura moderna" da camélia eternizada
por mademoiselle Coco Chanel. Na Permanente, segunda grife da estilista
carioca Andrea Saletto, a flor, molhada e amassada para ficar "desconstruída",
é o curinga da coleção nos trinta pontos-de-venda,
Andrea calcula que já foram comercializados 500 broches,
a 62 reais cada um. Fenômeno parecido, em muito maior quantidade
de cifrões, aconteceu com as camélias aramadas com
strass da paulista Lita Mortari. Produzidas artesanalmente na Itália,
as 100 peças (590 reais a grande) sumiram das lojas. "As
flores de tecido começaram a acontecer na Europa há
três anos, mas a brasileira, que nunca usou muito broche,
ignorou. Desde março último, porém, a situação
mudou", festeja Ana Carolina Alves, representante da grife britânica
Accessorize no Brasil, que tem vinte peças com flores na
loja.
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