Edição 1 646 -26/4/2000

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Roma

A Itália abre vaga para primeiro-ministro

AP


A Itália é um país rico, com uma indústria da moda e do design dotada de insuperável criatividade. A única coisa que falta aos italianos e sobra nos outros catorze países da União Européia é a estabilidade política. À mercê dos pequenos partidos, sofre com os governos de alta rotatividade – um a cada onze meses, em média. Na semana passada, foi-se embora o 57º primeiro-ministro desde a II Guerra, Massimo D'Alema. Depois de dezenove meses à frente de uma coalizão de centro-esquerda, ele sucumbiu diante de uma série de vitórias da oposição em eleições regionais. O homem da hora é o líder direitista Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro e dono de um império de comunicações, que exige eleições antecipadas. Acostumada a tais mudanças, a Itália prepara-se para seu 58º governo.

 

Miami

O custo salgado de uma tragicomédia

A prefeitura de Miami entrou pesado ao lado dos exilados cubanos na luta pelo garoto Elian. Está agora pagando o preço: o bafafá já custou 1 milhão de dólares aos cofres da cidade e a conta não cessa de aumentar. Só em horas extras dos policiais que patrulham Little Havana, o bairro onde mora a parentela que se recusa a permitir a volta do menino a Cuba, já foram gastos 800 000 dólares. Ao que tudo indica, a sangria deve prolongar-se por mais algum tempo, enquanto a Justiça decide se Elian deve ou não ser entregue ao pai. O prefeito de Miami já decidiu que vai pedir reembolso do gasto imprevisto a Washington.

 

Estocolmo

O rei da Suécia pisa fundo em sua Ferrari

Apressado para chegar à festa de aniversário da rainha da Dinamarca, no domingo passado, o rei Carlos Gustavo, da Suécia, pisou fundo. O resultado: um cidadão viu sua Ferrari azul passar a 250 quilômetros por hora numa estrada dinamarquesa com limite de 110, anotou a placa e o denunciou à polícia. O rei escapou da multa, mas não do vexame de pedir desculpas públicas no dia seguinte.

 

Reuters

Repeteco de miséria
– A Etiópia sofre com a seca, o gado está morrendo e a plantação perdida. Enquanto isso, o governo desperdiça 1 milhão de dólares por dia na guerra com a Eritréia. Todo mundo sabe no que isso vai dar: fotos comoventes de pessoas reduzidas a pele e osso e apelos à caridade internacional.