Clique nos nomes
e leia as notas
|
 |
Roma
A Itália abre
vaga para primeiro-ministro
AP
 |
A Itália é um país rico, com uma indústria
da moda e do design dotada de insuperável criatividade.
A única coisa que falta aos italianos e sobra nos
outros catorze países da União Européia
é a estabilidade política. À mercê
dos pequenos partidos, sofre com os governos de alta rotatividade
um a cada onze meses, em média. Na semana passada,
foi-se embora o 57º primeiro-ministro desde a II Guerra,
Massimo D'Alema. Depois de dezenove meses
à frente de uma coalizão de centro-esquerda,
ele sucumbiu diante de uma série de vitórias
da oposição em eleições regionais.
O homem da hora é o líder direitista Silvio
Berlusconi, ex-primeiro-ministro e dono de um império
de comunicações, que exige eleições
antecipadas. Acostumada a tais mudanças, a Itália
prepara-se para seu 58º governo.
Miami
O custo salgado de uma tragicomédia
A
prefeitura de Miami entrou pesado ao lado dos exilados cubanos
na luta pelo garoto Elian. Está agora pagando o preço:
o bafafá já custou 1 milhão de dólares
aos cofres da cidade e a conta não cessa de aumentar.
Só em horas extras dos policiais que patrulham Little
Havana, o bairro onde mora a parentela que se recusa a permitir
a volta do menino a Cuba, já foram gastos 800 000
dólares. Ao que tudo indica, a sangria deve prolongar-se
por mais algum tempo, enquanto a Justiça decide se
Elian deve ou não ser entregue ao pai. O prefeito
de Miami já decidiu que vai pedir reembolso do gasto
imprevisto a Washington.
Estocolmo
O rei da Suécia pisa fundo em sua
Ferrari
Apressado para chegar à festa de aniversário
da rainha da Dinamarca, no domingo passado, o rei Carlos
Gustavo, da Suécia, pisou fundo. O resultado:
um cidadão viu sua Ferrari azul passar a 250 quilômetros
por hora numa estrada dinamarquesa com limite de 110, anotou
a placa e o denunciou à polícia. O rei escapou
da multa, mas não do vexame de pedir desculpas públicas
no dia seguinte.
Reuters
 |
Repeteco de miséria
A Etiópia sofre com a seca, o gado está
morrendo e a plantação perdida. Enquanto
isso, o governo desperdiça 1 milhão de
dólares por dia na guerra com a Eritréia.
Todo mundo sabe no que isso vai dar: fotos comoventes
de pessoas reduzidas a pele e osso e apelos à
caridade internacional. |