Edição 1 646 -26/4/2000

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A CPI TIROU MEU SONO

Roberto Loffel


Depois de começar com estardalhaço, a CPI do Narcotráfico parece ter caído num marasmo sem fim. A julgar pelo estado de nervos do deputado federal Celso Russomanno, isso é só impressão. Ele está tão assustado com a gravidade de alguns depoimentos colhidos que levanta três vezes por noite para checar se as portas de casa estão trancadas. Também toma um coquetel de chás e vitaminas anti-stress.

 

ELE PROMETE DEMITIR A MULHER

Ana Araujo


Após VEJA publicar uma reportagem contando que Valéria Perillo recebe salário do contribuinte para ser primeira-dama de Goiás e que mandou distribuir fotos suas às repartições espalhadas pelo Estado, seu marido finalmente decidiu agir. Na semana passada, o governador Marconi Perillo ligou para a revista para informar que vai pagar pelas fotos "feitas inadvertidamente". Também disse que tomaria uma segunda providência: "Vou demitir minha mulher".

 

E O MEGAPRÉDIO, NÃO SAI?
Moreira Mariz

Por enquanto, o que saiu foi uma megador de cabeça para o empresário Mário Garnero, dono da Brasilinvest. Quase um ano depois de anunciar a construção do maior prédio do mundo no centro velho de São Paulo, a idéia não avançou 1 milímetro sequer. Está parada no gabinete do prefeito Celso Pitta, que não mandou para a Câmara o projeto de reurbanização da área, vital para o início das obras. Com o atraso, a Brasilinvest informa amargar prejuízo financeiro de 4,5 milhões de dólares por mês.

 

GESNER QUER COBRAR A CONTA
Orlando Brito

Nem Brahma nem Antarctica. Quem mais ficou satisfeito com o julgamento do processo de fusão que criou a AmBev foi Gesner de Oliveira, presidente do Cade, braço do governo responsável pela aprovação do negócio. Serviço feito, ele agora espera engordar o orçamento do órgão, uma reivindicação antiga para a qual ninguém dava bola. Hoje, o Cade recebe 10 milhões de reais por ano. Gesner diz que o ideal seriam 20 milhões, mas acha que leva 15 milhões.

 

Editado por Ricardo Villela. Colaboraram André Palhano,
Juliana Lopes e Tiago Oliveira