A
CPI TIROU MEU SONO
Roberto Loffel
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Depois de começar com estardalhaço,
a CPI do Narcotráfico parece ter caído num
marasmo sem fim. A julgar pelo estado de nervos do deputado
federal Celso Russomanno, isso é só
impressão. Ele está tão assustado com
a gravidade de alguns depoimentos colhidos que levanta três
vezes por noite para checar se as portas de casa estão
trancadas. Também toma um coquetel de chás
e vitaminas anti-stress.
ELE PROMETE DEMITIR
A MULHER
Ana Araujo
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Após VEJA publicar uma reportagem contando que Valéria
Perillo recebe salário do contribuinte para ser primeira-dama
de Goiás e que mandou distribuir fotos suas às
repartições espalhadas pelo Estado, seu marido
finalmente decidiu agir. Na semana passada, o governador
Marconi Perillo ligou para a revista para informar
que vai pagar pelas fotos "feitas inadvertidamente". Também
disse que tomaria uma segunda providência: "Vou demitir
minha mulher".
E
O MEGAPRÉDIO, NÃO SAI?
Moreira Mariz
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Por enquanto, o que saiu foi uma
megador de cabeça para o empresário Mário
Garnero, dono da Brasilinvest. Quase um ano depois de
anunciar a construção do maior prédio
do mundo no centro velho de São Paulo, a idéia
não avançou 1 milímetro sequer. Está
parada no gabinete do prefeito Celso Pitta, que não
mandou para a Câmara o projeto de reurbanização
da área, vital para o início das obras. Com
o atraso, a Brasilinvest informa amargar prejuízo
financeiro de 4,5 milhões de dólares por mês.
GESNER QUER COBRAR A CONTA
Orlando Brito
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Nem Brahma nem Antarctica. Quem
mais ficou satisfeito com o julgamento do processo de fusão
que criou a AmBev foi Gesner de Oliveira, presidente
do Cade, braço do governo responsável pela
aprovação do negócio. Serviço
feito, ele agora espera engordar o orçamento do órgão,
uma reivindicação antiga para a qual ninguém
dava bola. Hoje, o Cade recebe 10 milhões de reais
por ano. Gesner diz que o ideal seriam 20 milhões,
mas acha que leva 15 milhões.
Editado
por Ricardo Villela.
Colaboraram André Palhano,
Juliana Lopes e Tiago Oliveira