Edição 1 646 -26/4/2000

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Glamour é bom e eu gosto

Jairo Goldflus
Ana Paula: sem o saião
e o
xale de Giuliana


Satisfeitíssima com a carreira de atriz, Ana Paula Arosio, 24 anos, nem sonha em voltar a ser modelo. Mas não nega que tem saudade das roupas bacanas, sentimento muito compreensível para quem há meses aparece na televisão embrulhada em um figurino de saião, xale e lágrimas. Foi, portanto, com gostinho dos bons velhos tempos que Ana Paula, de cabelo liso e roupa metalizada — totalmente anti-Giuliana —, usou e abusou do glamour em um ensaio para a edição de aniversário da revista Elle. "Adoro quando tenho aonde ir com esse tipo de roupa", suspira.

 

Eu soy brasileiro

Ele tem nome de gringo, parece europeu, é filho de americanos e astro de novela mexicana. No entanto, Guy Ecker, 41 anos, galã de A Mentira, que o SBT começa a exibir em maio, é brasileiríssimo: nasceu em São Paulo e passou a adolescência no Rio de Janeiro. Sua carreira só deslanchou depois que deixou o Brasil, aos 18 anos, mas ele não esconde que adoraria uma volta às origens. "Cresci vendo novela brasileira. Gosto muito delas", acena. A quem se habilitar: seu contrato prevê a gravação de mais uma novela no México, e só.

 

Enquanto a grana não vem

AP
Luciana e Lucas:
milhagem acumulada


Nunca se soube que Luciana Gimenez fosse de suar muito o biquíni com trabalho. Mas, desde que virou mãe de Lucas, ela dá duro para arrancar do papai Mick Jagger a maior bolada possível. Quer receber, imagine só, algo em torno de 10 milhões de dólares — tudo, claro, em nome do futuro do fofíssimo filhote. Munida de uma pensão provisória de 10.000 dólares por mês, Luciana viaja tanto que Lucas, 1 ano incompleto, já tem carteirinha de milhagem de vôo. Na semana passada, rindo à toa, ela desembarcou em Londres para dois compromissos extenuantes: uma festa beneficente e um lugar no camarote de honra do Grande Prêmio de Fórmula 1.

 

Paixão assim nunca se viu

A tradicional romaria de atores globais aos palcos da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, o imenso teatro a céu aberto no agreste pernambucano, teve neste ano um adendo político: escoltou sua musa Patrícia Pillar (Maria) o namorado presidenciável, Ciro Gomes. Animados, os dois caíram no forró da cidade, onde também marcaram presença Diogo Vilela (Pilatos), Letícia Spiller (Madalena) e Miguel Falabella (Herodes). Falabella, aliás, atua na cena que fez cair o queixo da platéia. Em plena bacanal de Herodes, a atriz Geusa Sena abre a capa esvoaçante e revela que não veste nada por baixo — a primeira nudez da história de Nova Jerusalém. Pôs no bolso a comentada performance de Letícia, que, com seu misto de choro e gemido, levou o público à gargalhada.

 

Príncipe para colecionadores

AFP
William: selos para comemorar aniversário

Está aberta a temporada de festejos dos 18 anos do príncipe inglês William, filho de Charles e Diana. Na semana passada, o correio da ilha de Jersey pôs à venda quatro selos comemorativos, cada um com uma foto diferente do rapaz. No calendário de homenagens, a mais imponente é uma festança no castelo de Windsor, no próprio dia 21 de junho, quando a rainha Elizabeth reunirá a nata da realeza européia para celebrar quatro aniversários: o da rainha-mãe, que faz 100 anos em agosto, o de William e o das princesas Margaret (70) e Anne (50). William, no entanto, já avisou: quer uma festa só sua nas férias de julho.

 

Uma irmã ajuda a outra

Todo mundo sabe que a carreira da exuberante cantora Mariah Carey, hoje superfamosa, deve-se ao empurrãozão, daqueles irreprimíveis, dado pelo ex-marido Tommy Mottola, o chefão da Sony Music. Agora sua irmã mais velha, Alison, aparece para contar que ela também deu sua contribuição: prostituta em Nova York, pagou os carrões e vestidos com que a desconhecida Mariah se exibia nos testes para as gravadoras (inclusive para a de Mottola). Alison diz que a irmã só revela "5% da sua história verdadeira" e que o resto será exposto no livro Mariah and Me, prestes a ser publicado. O agente da cantora diz que Alison "entra e sai de clínicas de desintoxicação" e que "nem sabemos se o livro existe".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Aida Veiga, Bel Moherdaui e Gisela Sekeff