Edição 1 646 -26/4/2000

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Uma VEJA de cinco séculos

O número especial: História com sabor de narrativa jornalística

Para comemorar os 500 anos do Descobrimento do Brasil, VEJA está distribuindo a seus leitores, junto com esta edição, um número especial onde os acontecimentos de cinco séculos atrás são narrados de uma perspectiva diferente. Seu formato é o de uma VEJA que tivesse circulado em Lisboa na semana em que a esquadra de Pedro Álvares Cabral retornou de sua viagem às Índias. Foi quando, pela primeira vez, a corte do rei dom Manuel e os moradores da capital portuguesa puderam conhecer, em detalhes, os relatos sobre o descobrimento de terras novas à oeste do que, na época, era conhecido como o Mar Oceano.

A edição especial trata de um mundo em acelerado ritmo de transformação. Portugueses e espanhóis lançavam-se à conquista dos mares enquanto a Europa, tendo deixado para trás as sombras da Idade Média, vivia o apogeu do Renascimento. Leonardo da Vinci acabara de pintar a Última Ceia, uma de suas obras-primas. Michelangelo surpreendia o mundo com sua Pietà. A prensa de tipos móveis de Gutenberg revolucionava as comunicações. É nesse mundo que o leitor deve imaginar-se, cinco séculos atrás, ao folhear a edição histórica que acompanha este número de VEJA. Começa-se a entrar no clima adequado pela entrevista de abertura, com Nicolau Maquiavel, a partir de trechos selecionados de O Príncipe, o memorável tratado sobre o poder no qual vinha trabalhando e publicaria alguns anos mais tarde.

Produzido por uma equipe de VEJA, sob a coordenação da editora executiva Vilma Gryzinski, o especial contou com o trabalho de consultoria do historiador Paulo Miceli, professor da Universidade Estadual de Campinas e autor do livro O Ponto Onde Estamos – Viagens e Viajantes na História da Expansão e da Conquista. Desse modo, VEJA procurou somar o sabor da narrativa jornalística à precisão dos fatos históricos.