Uma VEJA de cinco séculos
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| O número especial:
História com sabor de narrativa jornalística
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Para comemorar os 500 anos do Descobrimento do Brasil,
VEJA está distribuindo a seus leitores, junto com
esta edição, um número especial onde
os acontecimentos de cinco séculos atrás são
narrados de uma perspectiva diferente. Seu formato é
o de uma VEJA que tivesse circulado em Lisboa na semana
em que a esquadra de Pedro Álvares Cabral retornou
de sua viagem às Índias. Foi quando, pela
primeira vez, a corte do rei dom Manuel e os moradores da
capital portuguesa puderam conhecer, em detalhes, os relatos
sobre o descobrimento de terras novas à oeste do
que, na época, era conhecido como o Mar Oceano.
A edição especial trata de um mundo em acelerado
ritmo de transformação. Portugueses e espanhóis
lançavam-se à conquista dos mares enquanto
a Europa, tendo deixado para trás as sombras da Idade
Média, vivia o apogeu do Renascimento. Leonardo da
Vinci acabara de pintar a Última Ceia, uma
de suas obras-primas. Michelangelo surpreendia o mundo com
sua Pietà. A prensa de tipos móveis
de Gutenberg revolucionava as comunicações.
É nesse mundo que o leitor deve imaginar-se, cinco
séculos atrás, ao folhear a edição
histórica que acompanha este número de VEJA.
Começa-se a entrar no clima adequado pela entrevista
de abertura, com Nicolau Maquiavel, a partir de trechos
selecionados de O Príncipe, o memorável
tratado sobre o poder no qual vinha trabalhando e publicaria
alguns anos mais tarde.
Produzido por uma equipe de VEJA, sob a coordenação
da editora executiva Vilma Gryzinski, o especial contou
com o trabalho de consultoria do historiador Paulo Miceli,
professor da Universidade Estadual de Campinas e autor do
livro O Ponto Onde Estamos Viagens e Viajantes na
História da Expansão e da Conquista. Desse
modo, VEJA procurou somar o sabor da narrativa jornalística
à precisão dos fatos históricos.