Edição 1 633 -26/1/2000

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"A internet chegou para mudar os paradigmas existentes, não só nas comunicações, mas também na economia."

Claudio Mussio Soares
Santana de Parnaíba, SP

Fusão

Brilhante a reportagem de VEJA "O mouse que ruge" (19 de janeiro). A fusão da recente AOL com a tradicional e antiga Time Warner mostra que já estamos no futuro.
Daniele Nunes
daninunes@openlink.com.br

A fusão da AOL com a Time Warner só causa espanto e medo aos cidadãos que assistem apavorados ao início dessa nova era mundial!
Reginaldo Károl Teles Leopoldo
Montes Claros, MG


João Figueiredo

VEJA publicou declarações póstumas do presidente Figueiredo ("Mortos não falam?", 12 de janeiro). Não quero fazer medida de valor quanto a elas. A morte impede controvérsias. Permito-me apenas alguns reparos factuais. Nunca tive com o presidente Figueiredo nenhuma conversa sobre a Academia Brasileira de Letras. Quando nela ingressei, há vinte anos, tinha mais de dez livros publicados, inclusive o Norte das Águas, na 17ª edição, traduzido em oito idiomas. Jamais escrevi ao presidente Figueiredo renunciando a meu mandato de senador. Escrevi, sim, em 1982, dizendo-lhe que, se ele saísse do partido, como acabava de comunicar-me em carta, eu sairia também. Pareceu-me sua atitude um gesto para abrir espaço aos setores que desejavam a prorrogação de seu mandato. Dois anos depois, 1984, saí do partido, por outros motivos. O presidente Figueiredo juntou os fatos, ocorridos em épocas diferentes. Nunca o procurei para promover algum contato de reconciliação política. Pelas declarações a VEJA, concluo que eu e ele fomos enganados, de boa-fé, por um amigo comum, que o colocou ao telefone, dizendo-me que ele desejava falar comigo. Atendi com civilidade. Foi uma conversa rápida, de frases formais. O presidente Figueiredo disse que jamais conversou comigo depois daquela data. Esqueceu-se de que o fez, de maneira cordial, na missa pelo aniversário da morte do presidente Castelo Branco, na Igreja Santa Cruz dos Militares, e no Palácio das Laranjeiras, no velório do presidente Geisel; em ambas por sua iniciativa.
Senador José Sarney
Brasília, DF


Andrea Calabi

A reportagem "O grito de Calabi" (19 de janeiro) afirma que o BNDES, sob minha gestão, declarou guerra ao capital estrangeiro e resolveu adotar o discurso "auriverde", sem a disposição de financiar os estrangeiros no processo de privatização. O BNDES financia e continuará financiando investimentos de empresas estrangeiras no Brasil, sempre que o interesse público assim recomendar. Há clara disposição constitucional que autoriza o banco a agir assim. O que dissemos e temos repetido com insistência é que um de nossos principais objetivos é igualar as condições de competição das companhias nacionais com as das estrangeiras. Precisamos reduzir as assimetrias ou desigualdades de competitividade entre as empresas nacionais e estrangeiras. Mas isso não implica discriminação alguma às empresas de fora.
Andrea Calabi
Presidente do BNDES
Rio de Janeiro, RJ


CORREÇÕES: Quem aparece com Churchill na foto publicada na seção Notas internacionais ("Intrigas nos bastidores da aliança contra os nazistas", 12 de janeiro) é Harry Truman, e não Franklin Roosevelt. O bispo alemão Karl Lehmann foi erroneamente promovido a cardeal na reportagem "Conexão Moscou" (19 de janeiro). A foto do escritor Brian Moore que aparece na página 162 desta edição é de Pat Harbron/Corbis-Outline.

 

 

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