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"A internet
chegou para mudar
os paradigmas existentes,
não só nas comunicações,
mas também na
economia."
Claudio
Mussio Soares
Santana
de Parnaíba, SP
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Fusão
Brilhante a reportagem
de VEJA "O mouse que ruge" (19 de janeiro). A fusão
da recente AOL com a tradicional e antiga Time Warner mostra
que já estamos no futuro.
Daniele Nunes
daninunes@openlink.com.br
A fusão da AOL
com a Time Warner só causa espanto e medo aos cidadãos
que assistem apavorados ao início dessa nova era
mundial!
Reginaldo Károl Teles Leopoldo
Montes
Claros, MG
João Figueiredo
VEJA publicou declarações
póstumas do presidente Figueiredo ("Mortos não
falam?", 12 de janeiro). Não quero fazer medida de
valor quanto a elas. A morte impede controvérsias.
Permito-me apenas alguns reparos factuais. Nunca tive com
o presidente Figueiredo nenhuma conversa sobre a Academia
Brasileira de Letras. Quando nela ingressei, há vinte
anos, tinha mais de dez livros publicados, inclusive o Norte
das Águas, na 17ª edição,
traduzido em oito idiomas. Jamais escrevi ao presidente
Figueiredo renunciando a meu mandato de senador. Escrevi,
sim, em 1982, dizendo-lhe que, se ele saísse do partido,
como acabava de comunicar-me em carta, eu sairia também.
Pareceu-me sua atitude um gesto para abrir espaço
aos setores que desejavam a prorrogação de
seu mandato. Dois anos depois, 1984, saí do partido,
por outros motivos. O presidente Figueiredo juntou os fatos,
ocorridos em épocas diferentes. Nunca o procurei
para promover algum contato de reconciliação
política. Pelas declarações a VEJA,
concluo que eu e ele fomos enganados, de boa-fé,
por um amigo comum, que o colocou ao telefone, dizendo-me
que ele desejava falar comigo. Atendi com civilidade. Foi
uma conversa rápida, de frases formais. O presidente
Figueiredo disse que jamais conversou comigo depois daquela
data. Esqueceu-se de que o fez, de maneira cordial, na missa
pelo aniversário da morte do presidente Castelo Branco,
na Igreja Santa Cruz dos Militares, e no Palácio
das Laranjeiras, no velório do presidente Geisel;
em ambas por sua iniciativa.
Senador José Sarney
Brasília,
DF
Andrea Calabi
A reportagem "O grito
de Calabi" (19 de janeiro) afirma que o BNDES, sob minha
gestão, declarou guerra ao capital estrangeiro e
resolveu adotar o discurso "auriverde", sem a disposição
de financiar os estrangeiros no processo de privatização.
O BNDES financia e continuará financiando investimentos
de empresas estrangeiras no Brasil, sempre que o interesse
público assim recomendar. Há clara disposição
constitucional que autoriza o banco a agir assim. O que
dissemos e temos repetido com insistência é
que um de nossos principais objetivos é igualar as
condições de competição das
companhias nacionais com as das estrangeiras. Precisamos
reduzir as assimetrias ou desigualdades de competitividade
entre as empresas nacionais e estrangeiras. Mas isso não
implica discriminação alguma às empresas
de fora.
Andrea Calabi
Presidente
do BNDES
Rio de Janeiro, RJ
CORREÇÕES: Quem
aparece com Churchill na foto publicada na seção
Notas internacionais ("Intrigas nos bastidores da aliança
contra os nazistas", 12 de janeiro) é Harry Truman,
e não Franklin Roosevelt.
O bispo alemão Karl Lehmann foi erroneamente promovido
a cardeal na reportagem "Conexão Moscou" (19 de janeiro).
A foto do escritor Brian Moore que aparece na página
162 desta edição é de Pat Harbron/Corbis-Outline.