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Riso barato
Hollywood
aposta agora nas comédias de baixo orçamento
Com o sucesso de Titanic, logo
surgiu a tese de que Hollywood estava entrando em uma
nova era de superproduções. Não foi o que aconteceu.
Os campeões de bilheteria que se seguiram à história
de amor de Kate Winslet e Leonardo DiCaprio são
comédias de baixo orçamento, para os padrões
americanos, e alta rentabilidade. É o caso de The
Waterboy, recém-estreado nos Estados Unidos, com um
ator de 32 anos chamado Adam Sandler. Conhecido
por ter participado do programa de TV Saturday Night
Live, Sandler vem levando muito mais gente aos
cinemas do que lançamentos estrelados por Bruce Willis (Nova
York Sitiada), Eddie Murphy (Santo Homem) e
pela apresentadora de TV número 1 do país, Oprah
Winfrey (A Bem Amada). Produzido ao custo de 20
milhões de dólares, uma miséria perto dos 230 milhões
de Titanic, The Waterboy, a história de um
roupeiro de um time de futebol americano que se torna
astro do esporte, rendeu mais de 79 milhões nos
primeiros dez dias de exibição (veja quadro ao lado).
Esse desempenho
reforça uma tendência que começou a chamar a atenção
dos executivos de Hollywood a partir de Quem Vai Ficar
com Mary?, sucesso do último verão americano. A
fita estrelada pela louraça Cameron Diaz faturou em casa
quase sete vezes o valor do seu orçamento, de 25
milhões de dólares. Essas comédias alcançaram bons
resultados seguindo estratégias bem parecidas. Para
baratear a produção, suas equipes foram formadas por
nomes em ascensão, que não cobram os cachês
astronômicos dos atores e diretores consagrados. O
público-alvo também é o mesmo: os adolescentes, que
hoje formam a maior fatia do mercado cinematográfico nos
Estados Unidos. "Tenho cada vez mais resistência a
apostar numa produção muito cara", declarou ao Wall
Street Journal Joe Roth, presidente dos estúdios
Disney, detentores dos direitos de The Waterboy. No
Brasil, o filme tem estréia prevista para março. O
poder das comédias baratas já se fez sentir no país
com o lançamento de Quem Vai Ficar com Mary?, que
em dois meses atingiu um público de 1,2 milhão de
pessoas, uma cifra alta para o mercado brasileiro.

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