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Um sacolão

Países europeus pretendem unificar as bolsas de valores

Nesta sexta-feira, presidentes de nove bolsas de valores européias irão encontrar-se em Paris para discutir a unificação do mercado de ações na comunidade européia. Segundo o ministro das Finanças da França, Dominique Strauss-Kahn, a nova bolsa poderá estar funcionando em janeiro do próximo ano, quando as moedas de euro começarão a circular na Europa. Os europeus já têm passaporte único. Demoliram as barreiras alfandegárias para facilitar o comércio entre os países. Instituíram um banco central comum e passam a ter uma mesma moeda em 1999. Calcula-se que, só com essas mudanças, 1 trilhão de dólares em investimentos internacionais deverá ser convertido em euros. A bolsa de valores unificada é uma providência para garantir que todo esse dinheiro passe a irrigar os cofres das companhias européias.

Hoje, a maior bolsa de valores do mundo é a de Nova York. Passam por ela 30,5 bilhões de dólares ao dia. Na Bolsa de Tóquio, a média é de 2,5 bilhões. Somadas, as bolsas de Londres, Paris, Frankfurt, Amsterdã, Bruxelas, Milão, Madri, Estocolmo e Zurique, as européias que participarão do encontro desta semana, negociam 28 bilhões de dólares em ações, diariamente. Se sair, portanto, a bolsa pan-européia, como está sendo chamada, será uma potência.

Atualmente, a Bolsa de Nova York é o lugar onde os estrangeiros vendem e compram ações. É a bolsa internacional por excelência. Surge agora a idéia de uma bolsa européia, com porte quase igual ao da americana. É uma ótima opção, inclusive para as empresas brasileiras, que aprenderam a vender papéis em Nova York. "Estamos criando um grande mercado, com muita liquidez", diz Yves-Thibault de Silguy, responsável pelos assuntos econômicos, financeiros e monetários na Comissão Européia.




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