Playboy de primeira viagem

Jorginho e a amiga
Márcia no metrô:
depois, drinque
Foto: Dominique Boulenger/Divulgação  

Aos 82 anos, o empobrecido playboy Jorginho Guinle passou por uma experiência inédita: depois de almoçar na Confeitaria Colombo, no centro do Rio de Janeiro, foi levado pela amiga Márcia Carrilho para conhecer o metrô carioca. Jorginho gostou, mais ainda depois que foi reconhecido e ganhou lugar num dos vagões lotados. A experiência durou sete estações e quinze minutos. No ponto de desembarque, eram esperados por um motorista (dela), que os levou para um drinque no Copacabana Palace. "É um lugar limpo e de pessoas muito civilizadas", elogiou o playboy, jurando que agora só irá ao centro de metrô.

Noivo de porre, noiva vitaminada

Às 8 horas da manhã do sábado 14, Dennis Rodman, 37 anos, o bad boy tingido e tatuado do basquete americano, tirou da cama um juiz de paz e se uniu pelos santos laços do matrimônio à vitaminada Carmen Electra, 26 anos, mais conhecida pelo seriado Baywatch. "Não valeu, o noivo estava caindo de bêbado", bradou o agente de Rodman, Dwight Manley. "Amo Carmen e estou orgulhoso por ter casado com ela", contradisse, um dia depois, o grandalhão, que adora vestir-se de mulher. Pena que, na pressa, ou no porre, ficou no armário o vestidinho de noiva que Rodman só usou uma vez, no lançamento de seu livro.

Loira bonita, morena também

Gianne: cabelos
escuros para
renovar o visual
  Foto: Divulgação

Ao atingir a provecta idade de 17 anos, a modelo Gianne Albertoni achou que estava com a imagem batida. Mudou o visual de loiríssima ninfeta, pintando os longos cabelos de castanho-avermelhado. Ainda não se acostumou, mas em Nova York, onde está morando, a metamorfose rendeu: ela aparece, linda, na próxima edição da revista W. Em casa foi um protesto só. "Meu pai falou que eu sou louca, que daqui a pouco vou querer trocar de pele", conta.

Informal até os pés

Baryshnikov: figurino
de viagem e susto
na instalação
Foto: Otavio Dias de Oliveira/
Folha Imagem
 

De blazer, bermuda e sapatilha, o bailarino russo Mikhail Baryshnikov aproveitou um intervalo em sua microturnê brasileira para visitar, e elogiar, a Bienal de São Paulo. Empolgado com a instalação da artista Lygia Clark, quis sentir a textura de um saco plástico cheio de ar, revestido de uma tela de pesca. Aperta daqui, aperta dali, o saco estourou. "Fiz algo que não devia?", perguntou, desconcertado, ao anfitrião Julio Landmann, presidente da Bienal, que lhe assegurou que a obra estava lá "para isso mesmo". Landmann, de terno e gravata, confessa que estranhou o figurino de "Misha". Mas concluiu, compreensivo: "Era a roupa apropriada para quem ia dali direto para Ribeirão Preto".

Vulcão no palácio

O Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, vai respirar poesia. Depois que tomar posse, o governador eleito Anthony Garotinho, 38 anos, lançará um livro de poemas, Todas as Faces do Amor. Isso mesmo: Garotinho é poeta. E do tipo que ama calorosamente. Todos os versos desse livro, e também do primeiro (isso mesmo, tem outro, Diário do Amor), Garotinho dedicou a sua mulher, Rosinha, 35 anos. Em termos de estilo, faz o gênero Wando apaixonado. Um exemplo: Permito que esse amor me faça a forma, ora sou lago, floresta, vulcão. Outro: Quero ser seu bichinho preferido, seu brinquedo, seu amante, seu marido. Se cuida, Pablo Neruda.

Instinto maternal

Carla e Pérola, a
poodle presenteada
por Alexandre:
"Nossa filha"
  Foto: Egberto Nogueira

Foi batizada de "Pérola Perez Pires" a primeira "filha" do casal Carla Perez e Alexandre Pires (sim, o namoro continua). A pequena poodle, de 2 meses de idade, foi presente-surpresa do cantor na festa dos 21 anos da loira e já mudou a rotina da casa: de dia, Carla carrega o bichinho a tiracolo para cima e para baixo, do cabeleireiro à gravação; à noite, Alexandre é quem se levanta da cama (várias vezes) para acalmar o "bebê", que chora sem parar. "Ela é nossa filha, a primeira que ele me deu", vibra Carla, em plena efervescência de um até então insuspeitado instinto maternal.

No circuito das palestras

Vera chega ao
mundo acadêmico:
aplaudidíssima
Foto: Ricardo Malta  

Depois de escrever um livro de receitas e ser chamada de intelectual pela senadora petista Benedita da Silva, a socialite Vera Loyola imprime sua marca no mundo acadêmico: a convite, proferiu uma palestra sobre a chamada "sociedade emergente" na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Uerj. Para o auditório lotado, Vera confirmou que todo emergente quer "chegar lá" e que ela é a prova "de que o sonho é possível". Sobre a declaração da colega socialite Narcisa Tamborindeguy a VEJA de que "a Vera Loyola e seu pessoal não têm berço", a conferencista polemizou: "Se saber freqüentar festas é sinônimo de cheirar cocaína, nós preferimos mesmo não fazer parte desse mundo". Foi aplaudidíssima.

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaborou Lidice-Bá, com sucursal do Rio de Janeiro




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