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Carrinho
no escritório: computador segue o dono |
| Fotos: Tuca Reines |
| Mesa de centro móvel: sai do lugar sem fazer força e facilita a limpeza |
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Os móveis estão cada vez menos imóveis. Dotados de rodinhas, as poltronas e mesinhas, os armários de banheiro e cozinha e até camas e sofás agora "passeiam" pela casa, de acordo com o gosto e as necessidades do dono. A onda de colocar rodinhas na mobília, recurso antes limitado às cadeiras de escritório e aos carrinhos de chá, é um modismo irresistível. O pretexto é racional: uma alternativa para aproveitar melhor os reduzidos espaços residenciais. Assim, uma poltrona que costuma ficar encostada num canto da sala, sem atrapalhar a passagem, pode ser facilmente deslocada em dia de muitas visitas. Outros móveis ganham novas funções, dependendo do lugar onde são estacionados.
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Estante
que guarda tudo e anda pelo banheiro: praticidade |
"Um pufe com rodízios também serve como mesa de centro, de canto, de apoio para lanche", exemplifica o arquiteto Léo Shehtman. "São móveis práticos e funcionais, que, além de tudo, facilitam a limpeza da casa", acrescenta a arquiteta e decoradora Brunete Fraccaroli, entusiasta da mobília andante. De tão bem recebidas, as rodinhas, inicialmente restritas a peças de designers, caras e exclusivas, rolam agora, animadas, para as lojas mais populares. A rede Tok & Stok, de São Paulo, oferece cerca de 100 itens com rodízio. "Virou uma febre impressionante. Na feira de Milão, em abril, 99% dos móveis tinham rodízios", constata o arquiteto João Armentano. Em termos de preço, pé ou rodinha quase não faz diferença. Mas todo cuidado é pouco em relação às travas, singelas pecinhas que nem sempre acompanham as rodas. Numa mesa de apoio ou num pufe podem ser dispensadas. Já a cristaleira ou a cama do quarto sem tapete não vivem muito tempo sem elas.
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S.A. |