|
|
![]() ![]() |
![]() ![]() |
Bolsinhas
de noite com franja de visom, de carteiro, vasinho e casinha: uso e preço de jóia |
Execradas por uma década como sinônimo de comodismo deselegante, as bolsas pochete, repaginadas e rebatizadas, armam a sua volta. E que volta. Descolada da imagem da sacolinha-cinto de couro entupida de zíperes e associada a viajantes com poucas preocupações estilísticas, a pochete ou melhor, a bolsa que se molda ao corpo de agora desfila na cintura de top models nas passarelas de Paris e Milão, prestigiada por marcas como Prada e Gucci. Pequenas, na maioria, e achatadas, conseguem carregar um décimo das miudezas (algumas nem tanto) que costumam superlotar as sacolas femininas. "Esta, aliás, é a grande qualidade das bolsas anatômicas: diminuir o peso que as mulheres estão acostumadas a carregar", diz a estilista Glória Coelho.
![]() |
A
canguru: mochila atrás e faixa na frente, com porta-celular |
As pochetes perdão, bolsas anatômicas modernas também se ajustam à cintura, só que de lado ou, de preferência, atrás, acomodando-se logo acima do bumbum. "O bacana das bolsinhas amarradas na cintura é que, além de práticas, são seguras. Ninguém vai roubá-las se você estiver num restaurante e se levantar da cadeira", elogia a consultora de moda Gloria Kalil. Também podem ser usadas penduradas no pescoço, como um colar, ou na diagonal, na altura do quadril. Na trilha do minimalismo, a Louis Vuitton, tradicional marca francesa preferida das madames, extrapolou: fez uma bolsinha de pulso, "para a chave de casa e uma nota de 50 reais", na descrição de Martina Bugs, gerente da loja da marca em São Paulo. No outro extremo, para as mulheres que não conseguem nem pensar em sair de casa sem aquela tralha toda, a novidade é a mochila de uma alça só, apropriadamente chamada de marsupial ou canguru. Na faixa diagonal, que atravessa o peito, um providencial bolsinho aloja o telefone celular.
| Pochetes: de couro, neoprene e nonato, para o dia e a noite |
![]() |
| Fotos: Luis Gomes |
Conto de fadas Os modelos de bolsas grudadinhas ao corpo para o dia são de couro ou sintéticos, bem simples. Os de noite usam materiais sofisticados, como a bolsinha de nonato (o couro do bezerro natimorto), criação de Glória Coelho "especial para dançar", e a "bolsa carteiro", de xantungue revestido de plaquinhas de metal e alcinha comprida. O brilho da noite, no entanto, não se restringe à pochete renovada. Produções mais sofisticadas comportam bolsas que parecem saídas de um conto de fadas. Feitas de tecido, elas são arrematadas por franjas de visom ou apelam à imaginação, imitando ora um vaso de flor, ora uma casinha. "Nem precisa colar e pulseira. As bolsas já são verdadeiras jóias", diz Kika Rivetti, da butique paulista Eclat. Os modelos importados custam tanto quanto: entre 700 e 2.000 reais. Jóia de verdade, porém, é a bolsinha de malha de ouro da H. Stern, uma delicada e nostálgica preciosidade. Custa 15.700 reais e deve ser pendurada no pescoço, como um colar. Em um ano, a joalheria vendeu quatro peças.
![]() |
Pochete
de pulso: nada além de chave e dinheiro |
Chanel em lista de espera
Prevista para aportar no Brasil no começo de 1999, a Chanel 2005 anda tirando o sono das abonadas candidatas a um exemplar: serão apenas cinco unidades para uma lista de espera na casa das dezenas. A 2005 pretende desbancar a Lady Dior, que por sua vez superou a antiga Chanel, de matelassê e alça de corrente. Precinho: em torno de 1.800 dólares. Fotos: Karl Lagerfeld/Olivier Maufrey |
Copyright © 1998, Abril
S.A. |