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Garibaldi
Alves, governador reeleito: energia e subsídios em troca de empregos |
| Foto: Dorival Elze |
Mais doce O Rio Grande do Norte passou a ser um grande exportador de frutas por uma combinação de fatores. Sol o ano inteiro, baixa umidade relativa do ar e solo fértil são condições fundamentais para a obtenção de frutas mais doces. Para tornar isso realidade, só precisava da irrigação. "A lavoura irrigada permite produção o ano inteiro", explica Manoel Dantas, dono da Frunorte, segundo maior exportador de frutas do Nordeste, com faturamento anual de 15 milhões de dólares. "Assim, vendemos também na entressafra do mercado exterior." A localização do Estado no mapa do Brasil também contribuiu muito. "Estamos mais próximos, simultaneamente, dos mercados europeu e americano do que qualquer outro Estado brasileiro", observa Jaime Mariz, secretário de Planejamento do Estado. De Natal, os Estados Unidos e a Europa estão sete dias de navio e seis horas de vôo mais próximos do que em relação aos portos e aeroportos da Região Sudeste. É uma vantagem e tanto quando se quer exportar produtos perecíveis, como frutas.
As vendas ao exterior cresceram depois que o governo concretizou um projeto adiado durante anos, a dinamitação da Pedra da Bicuda, uma formação de recifes que limitava a profundidade do Porto de Natal. Antes, ali só entravam navios com até 7.000 toneladas de carga. Agora, o Porto de Natal pode receber embarcações carregadas com até o triplo disso. Em dois anos, a circulação de mercadorias duplicou. Hoje, 7 em cada 10 toneladas de frutas frescas produzidas no Rio Grande do Norte vão parar na mesa de consumidores americanos e europeus.
Outra frente de crescimento pode ser observada nos novos distritos industriais do Rio Grande do Norte. Ali, o governo oferece às empresas gás natural pelo mais baixo preço do Brasil, distribuído diretamente às fábricas por 84 quilômetros de gasodutos. É um forte chamariz para os investidores, porque diminui consideravelmente os custos de produção. O Grupo Coteminas, por exemplo, fabrica camisetas de malha a 0,75 centavos de real a unidade. O preço, que concorre com o dos países asiáticos, deve-se à redução de até 40% nos custos de energia. Nos últimos três anos, 94 empresas foram atraídas para o Estado. Vinte já foram implantadas. Cinqüenta estão em construção. Quando estiverem em pleno funcionamento, gerarão 32.000 novos empregos diretos.
Duna sem chaminé Para os 300.000 turistas que todo verão visitam o Rio Grande do Norte, uma surpresa é observar que, apesar do crescimento econômico, Natal permanece uma cidade pacata, sem congestionamento de trânsito nem problemas de poluição. A maior parte dos 410 quilômetros de praias da região, repletas de dunas, mantém o ar selvagem. O Estado é hoje o terceiro destino turístico do Nordeste, atrás apenas da Bahia e do Ceará. O setor de serviços, que inclui o de turismo, é responsável por 50% da produção local de riquezas. Com obras orçadas em 11 milhões de dólares, o Aeroporto de Natal está triplicando sua capacidade. A Escola de Turismo e Hotelaria Barreira Roxa, inaugurada em setembro, com capacidade para formar 10.000 profissionais por ano, recebeu 6 milhões de reais em investimentos. Nela funciona um hotel, onde quem atende os hóspedes são os alunos, supervisionados por professores. A escola pretende servir de modelo no país. Assim como o próprio Rio Grande do Norte é hoje um bom exemplo para outros Estados.
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