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O inquisidor na fogueira
Kenneth Starr, o
promotor que expôs a vida amorosa de Bill Clinton e o
persegue, está sentindo o gosto amargo de remar contra a
maré. Na quinta-feira passada, única testemunha do
processo de impeachment, ele enumerou os motivos pelos
quais o presidente deveria ser defenestrado. Não colou.
Mais atentos à opinião pública, que não vê razão
para tanto, os deputados preferem encerrar logo toda a
confusão. Starr entrou na categoria do sujeito que
ninguém quer à mesa. Não fizeram bem a sua imagem
revelações de como tentou impedir Monica Lewinsky de
consultar a própria mãe ou do jeito que ameaçou tirar
o filho adotivo de uma testemunha vagamente relacionada
ao caso. Na sexta-feira, outro golpe: seu assessor para
assuntos éticos renunciou, cobrindo-o de críticas.
Golpe de direita
Jean-Marie Le Pen, cacique da extrema direita francesa, apelou
mas não se livrou da condenação por ter esmurrado a candidata socialista
Annette Peulvast-Bergeal, em 1997. A pena de inelegibilidade por
dois anos, porém, foi reduzida à metade. Assim, Le Pen fica fora das eleições
de junho para o Parlamento Europeu.
O melhor do Turner
Ted Turner, fundador da rede CNN e vice-presidente da Time
Warner, sonha alto. Em 1997, doou 1 bilhão de dólares á
ONU. Na semana passada, lançou-se pré-candidato à
Casa Branca. Sua mulher, a atriz Jane Fonda, torceu o narizinho, mas diz
que, onde ele for, ela vai junto. Não há entusiasmo popular
em relação a Turner
mas todos concordam que Jane seria uma belíssima primeira-dama.
Só o
sapatinho
A
tradicional Câmara dos Lordes passou por uma
revolução na semana passada: o presidente da
Casa, lorde Irvine, pediu o fim dos culotes
justos, da meia longa, dos sapatos de fivela e da
peruca que é obrigado a usar no trabalho.
"Não pega bem num homem adulto
normal", ponderou. Seus pares cederam apenas
em parte. Irvine livra-se dos sapatinhos e das
meias, mas conserva o manto e a peruca.
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Editado
por Jaime Klintowitz

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