A hora do confronto
Depois que o Estado deixou de regular as tarifas aéreas, as empresas começaram a brigar pelo melhor preço. Agora que parece ter chegado ao limite, a disputa migrou para o campo da qualidade. O presidente da Varig, Fernando Pinto, saiu na frente, com um investimento monstro de 2,4 bilhões de dólares na compra de 39 aviões. As estrelas são oito 777-200, que chegam no ano que vem e têm poltronas mais largas e mais espaço entre as cadeiras na classe econômica.

A mulher de 12 milhões
Aos 24 anos de idade, trabalhando desde os 12, a apresentadora Angélica teve o ano mais lucrativo. Ela vai fechar 1998 12 milhões de reais mais rica. Esse é o lucro pessoal entre os mais de 70 milhões de reais de faturamento de todos os negócios que envolvem seu nome, incluindo discos, publicidade e mais de 400 produtos licenciados. Para o próximo ano, Angélica quer chegar a pelo menos 14 milhões, com os ganhos do novo filme que estréia nos cinemas em janeiro.

Crise familiar
O episódio dos grampos telefônicos no BNDES surgiu num momento delicado na família Jereissati. O governador do Ceará, Tasso Jereissati, é um dos conselheiros de FHC e seu irmão Carlos foi acusado de ser o responsável pelas gravações. Tasso e Carlos não se relacionam há quase dez anos, mas nos últimos tempos, a pedido da família, iniciaram uma tímida reaproximação. As desavenças entre eles começaram quando Tasso acusou o irmão de tentar interferir nas decisões do governo cearense.

Tudo de novo
A carreira política do ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes voltou à estaca zero. Porta-voz de uma das principais bandeiras do governo, a reforma do sistema de aposentadorias, Stephanes acabou perdendo as eleições para a Câmara dos Deputados. Recebeu apenas um quarto dos votos que teve em 1994. Para recomeçar, deve ser o próximo secretário da Fazenda do governo do Paraná a partir de fevereiro e tentará voltar ao Congresso nas próximas eleições.

Eduardo Junqueira

Sem parar
Para as pessoas que já sofreram ataque cardíaco, a prática regular de exercícios com acompanhamento médico é uma bênção. Suar a camisa tem poder semelhante ao das drogas químicas na redução dos riscos de reincidência, revelou uma pesquisa com 5.000 cardiopatas.

Fogo brando
Pesquisa da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, concluiu que mulheres que consomem porções de carne vermelha muito cozidas têm cinco vezes mais chances de ter câncer de mama do que as fãs dos filés malpassados.

Pé mapeado
A partir de dezembro, os papais poderão pagar cerca de 70 reais por um exame que amplia o poder de fogo do tradicional teste do pezinho, realizado logo após o nascimento do bebê. O novo método detecta a existência não manifesta de trinta doenças raras, como anemia falciforme e fibrose cística, que ataca os pulmões.

Sem sal
Estudo com 3.700 mulheres hipertensas com mais de 66 anos revelou uma grande predisposição desse grupo à osteosporose. A pressão alta leva os rins a eliminar grande parte do cálcio existente no corpo humano.

Raiz forte
Além de condimentar as delícias da culinária japonesa, o gengibre é um ótimo remédio contra a náusea. Duas ou três doses de 1 grama do pó da raiz ao dia resolvem o problema na maioria dos casos e não causam efeitos colaterais.

Bem verdinho
Os brócolis perdem 62% da concentração de vitamina C quando são cozidos em água fervente. Preparados no vapor ou no microondas, a perda é de apenas 20% da vitamina que ajuda a combater os radicais livres.


O ministro sem trabalho
A passagem pelo poder teve conseqüência desastrosa na vida do ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri. Depois de deixar o governo Collor, acusado de aceitar 30.000 dólares de uma empreiteira, Magri voltou a trabalhar na Eletropaulo, aposentou-se recebendo 2.200 reais por mês e agora vive de assessorias eventuais a sindicatos. Seu único ganho fixo fora a aposentadoria são 2.500 reais como consultor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, onde aparece todas as quartas-feiras para palestrar sobre técnicas de negociação salarial. Magri não gosta de falar sobre sua experiência no governo Collor, mas não se livrou totalmente do passado. Correm ainda no Supremo Tribunal Federal quatro processos acusando-o de improbidade administrativa, que devem ser julgados em 1999.

Foto: Bia Parreiras, Tibico Brasil, Anna Hernandez,
Sergio Dutti, Keiju Kobayashi, Regis Filho




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