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| "O
governo deve resolver o caso da forma mais
transparente possível. Que os responsáveis
sejam punidos para dar o exemplo." David Vilas-Boas de Campos camposde@mtecnet.com.br |
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Independentemente
das provas e do resultado das investigações (se é que
se chegará a algum resultado), meu pavor advém de
perceber que o cidadão comum, trabalhador, pagador de
impostos é vilipendiado e traído pelos "senhores
do poder", metidos em esquemas de favorecimento a
amigos, numa promiscuidade sem fim. Constatar isso,
publicamente, conforme relatado, dói, machuca o
cidadão, literalmente relegado ao papel de usuário
(leia-se otário). O que podemos esperar de nossas
instituições? ("Fitas, papéis e crise", 18
de novembro)
Gutierrez Lhamas
Belo Horizonte, MG
Vez por outra, somos convocados
a tapar os rombos do governo e ouvimos das autoridades de
plantão que "devemos agir como modelo de país
desenvolvido". Mas eles não fazem o dever de casa.
Vejam o caso do ministro das Comunicações e do
presidente do BNDES, ex-sócio do Banco Opportunity
(aquele que mais tarde viria a participar do leilão das
teles). É incrível e vergonhoso. Vergonhosa também é
a omissão da maioria do Congresso Nacional. Senhores,
demitam-se imediatamente, para o bem do país.
Paulo Iran Alves
Barros
Brasília, DF
VEJA deveria fazer como fez a Rede Globo
no Você Decide: colocar só a foto de Narcisa nas
Amarelas e fazê-la "entrar muda e sair calada"
da entrevista (Amarelas, 18 de novembro).
Thomaz Rodolpho
Júnior
thomaz@nvc.com.br
Parabéns ao Mario
Sabino. Li a entrevista com a socialite nata Narcisa
Tamborindeguy. Olha, não poderiam ter-lhe dado nome
melhor. E eu que achava piada de Internet divertida. Para
quem leu, há ótimos momentos (dá até para se fazer
reprise) nas perguntas do Mario, como: "A senhora
realmente acha que precisa aumentar sua
auto-estima?", "E essa vocação significa ter
a maior habilidade para quê?" Ler a entrevista
assim, de longe, é ótimo, afinal estamos conhecendo
essa superpessoa, superculta, supersimples,
superdivertida, superinteligente e, como principal
característica (difícil é escolher), supermodesta (ela
mesmo o confirmaria). Só imagino o jornalista
agüentando duas horas de entrevista com ela (pobre
coitado!).
Yang Korine G.
Brito
Curitiba, PR
De extrema
importância para o Brasil as sábias palavras da
excelentíssima senhorita Narcisa. Com um intelecto de
dar inveja a todos nós, humildes brasileiros, ela
esbanja sua sabedoria descomunal sobre festas, champanhe
francês, enfim, tudo isso que é de extrema necessidade
para um país como o nosso.
Lucas Rodrigo
Fenner
lucas.fenner@zipmail.com.br
Dona Narcisa, se a
senhora quer fazer caridade simplesmente faça, não
fique fazendo propaganda. Eu também sou a favor da
liberdade de expressão, mas é por essas e outras
asneiras que eu começo a simpatizar com a censura.
Margarete
Arantes
Jundiaí, SP
Muito interessante
a idéia dos editores de nos brindar nas Amarelas com uma
entrevista hilariante e muito esclarecedora sobre o
pensamento filosófico de tão inteligente pessoa.
Realmente a entrevistada alargou meus conhecimentos sobre
a boçalidade humana.
Deborah Marques
Zoppi
São Paulo, SP
Cuidado, jovens!
Não usem drogas, pois vocês correm o risco de ficar
como a Narcisa, falando para sempre um monte de asneiras!
Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Regina Duarte,
cuidem-se! Está chegando Narcisa Tamborindeguy. O teatro
jamais será o mesmo.
José Enrique
Mellado Serveto
São Paulo, SP
O nosso Joaquim é mesmo um campeão em
tempo integral: antes, ao superar com perseverança e
garra obstáculos terríveis e tornar-se um grande
atleta; durante, ao saber conduzir a fama e as glórias
de um atleta de altíssimo nível; e depois, ao se
emocionar com o carinho de centenas de fãs humildes
("O tênis de Joaquim", 18 de novembro). Viva
Joaquim Cruz!
Carlos Alberto
Manso
Campina Grande, PB
Realmente "um
país se faz com homens e livros", e se deixarmos
passar um homem como este vamos demorar para nos
estruturar.
Mara de Fátima
Carvalho Garcia
Valinhos, SP
Em visita à casa de parentes em
Petrópolis, minha filha de 8 anos foi mordida por um
cão pastor alemão de uma casa vizinha. A
insensibilidade dos donos do cão foi revoltante. Não
houve o mínimo gesto de socorro nem um telefonema para
saber da gravidade do caso. Depois de uma semana de
vacinas e cuidados, ficaram as cicatrizes na perna e o
pavor do novo encontro com uma fera assassina na esquina.
Lei severa para os donos dos animais ("Quem se
responsabiliza por isso?", 18 de novembro)!
Livia Gucowski
Vargas Freitas
Laguna, SC
Recentemente fui
vítima do ataque de um cachorro pastor alemão que fugiu
do controle da pessoa que o segurava pela corrente.
Felizmente consegui me defender e sofri apenas alguns
arranhões como conseqüência da "briga" que
travei com o animal. Quando as autoridades tomarão
providências para proibir a criação de cachorros de
grande porte em zonas residenciais ou fazer com que seus
donos se responsabilizem pelos danos físicos e morais
causados pelos ataques? Essas pessoas não têm filhos?
Luiz Augusto
Nolasco da Silva
nolasco@uol.com.br
Esperamos que a
justiça seja feita. Que esse senhor, dono do cão,
profissional ciente das leis e dos direitos aos quais os
seres humanos estão sujeitos, assim como outros
proprietários de feras, seja punido e passe a exercer
uma posse responsável.
Ana Regina
Chiarelli Ferraz
arcferraz@yahoo.com
Neste semestre tive o prazer de conhecer
os Doutores da Alegria, especificamente Wellington e
Juliana, pessoas simples como nós que se importam com a
saúde do nosso país. Fiquei encantado com o trabalho
deles, que mesmo com pouco patrocínio conseguem levar a
tarefa adiante. Eles procuram amenizar o sofrimento de
outras pessoas (principalmente crianças) hospitalizadas.
Fico feliz em saber que a trupe está integrando novos
doutores. Desejo que esse maravilhoso trabalho e essas
pessoas maravilhosas sejam reconhecidos por todos,
especialmente pelos nossos políticos da área da saúde
("Riso contra a dor", 18 de novembro).
Miguel José
Machado Neto
Tubarão, SC
Esclarecedora e
oportuna a reportagem "Será que ele é?" (18
de novembro). É muito bom saber que a população
inglesa está reagindo com serenidade crescente às
discussões acerca da orientação sexual de parte de
seus governantes. Parece que a era das chantagens, dos
constrangimentos e das humilhações públicas de
homossexuais começa a chegar ao fim.
Quéfren
Crillanovick
Brasília, DF
Ao usar músicas de
credos diferentes, o padre Marcelo Rossi está dando uma
prova de ecumenismo, fazendo acontecer a utopia do reino:
"Que todos sejam um". Creio que se as igrejas
procurassem unir-se para testemunhar ganhariam muito mais
salvando almas. Parabéns padre Marcelo! É assim que se
faz Igreja (Cartas, 18 de novembro).
Francisco
Demontiêr de Araújo Távora
Campos Sales, CE
Concordo com a
metodologia de cálculo apresentada por VEJA ("Tão
lindo, tão caro", 18 de novembro), assim como acho
que todos os pais deveriam ter consciência das parcelas
de gastos necessárias para a digna criação de um
filho. Entretanto, discordo da abordagem de que os filhos
é que são "caros". Caros são os serviços e
bens desejáveis para que eles se desenvolvam
(educação, saúde, moradia, vestimenta etc.).
Rosane Oliveira
Mota
Salvador, BA
Decididamente o
mundo perdeu a noção dos valores. Particularmente acho
ridículo e sem nexo avaliar em milhões de dólares
cidadãos que geralmente nem terminaram o 2º grau
nem devem saber falar direito ("A peso de
ouro", 18 de novembro).
Carlos Dalla
Nora
Balneário Camboriú, SC
Fosse a Doutrina do
Sigma metade do que querem fazer acreditar, não
mereceria a confiança que tantos ainda depositam nela.
Tenho 25 anos e conheço vários veteranos da Ação
Integralista Brasileira. Não creio que mereçam as
mentiras que dizem deles, pois eram jovens, que antes de
tudo amaram este país e viveram intensamente aquela
turbulenta época ("Anauê", 18 de novembro).
Marcus Ferreira
sygma@zipmail.com.br
Para onde esses
grupos de xiitas, extremistas, fundamentalistas,
ativistas loucos vão nos levar? Daqui a pouco pisar em
cima de uma formiga será crime
("Ecoterroristas", 18 de novembro)?
Renato Grimm
grimm@pro.via-rs.com.br
A reportagem
"Como ganhar verniz" (18 de novembro) induz o
leitor a acreditar que se devem ler os clássicos apenas
para deles tirar citações que possam abrilhantar sua
presença na sociedade. Se o objetivo foi fazer graça,
talvez ele tenha sido atingido.
Fabio Humberg
São Paulo, SP
Há tempos fico
incomodada com certos programas da TV Globo, mas esta tal
de Malhação superou tudo aquilo que podemos
chamar de imbecil. Colocam nesse programa personagens que
acreditam ser a expressão do jovem de hoje. Ora bolas,
por favor, eu sou professora e lido com adolescentes e
jovens quase dezoito horas por dia. Graças a Deus, nunca
topei com nenhum daqueles patéticos tipos que aparecem
no programa. O que é aquela menina com aquele cabelo no
rosto? O que são aqueles adolescentes andando de lá
para cá sem fazer nada e só pensando em masturbação?
Decididamente, adolescente é sempre uma caixinha de
surpresas que nos deixa intrigados, irritados, cansados,
mas também maravilhados, agradecidos e renovados. Que
bom que existem programas inteligentes, sérios e
divertidos como o Turma da Cultura ("O
anti-Malhação", 18 de novembro).
Sonia Vieira da
Silva
waturine@zaz.com.br
Experimentei
assistir ao programa de estréia de Carla Perez e só
pude chegar a uma conclusão: o carisma acaba quando ela
para de rebolar. É mais uma produção para entrar na
lista dos "pequenos grandes horrores da televisão
brasileira" ("Cadê o público?", 18 de
novembro).
Daniel Alexandre
Moreira
Belo Horizonte, MG
A respeito da reportagem de capa da
semana passada ("O golpe da terra", 11 de
novembro), o Conselho Regional de Corretores de Imóveis,
Creci, 8ª Região-DF, esclarece que Joel Amaro
Gonçalves, citado no texto, não possui inscrição
nessa entidade. Portanto, o senhor Gonçalves está
exercendo ilegalmente a profissão, infringindo assim o
artigo 47 do Decreto-Lei nº 3688/41 da Lei das
Contravenções Penais. Desta forma, reforçamos o alerta
à sociedade e aos órgãos governamentais para que em
qualquer negócio imobiliário sejam exigidas as
credenciais do corretor de imóveis expedida pelo Creci
ou seja feita uma consulta à entidade no Distrito
Federal, através do TeleCreci 321-1010, e nos demais
Estados ao Creci regional.
Luiz Carlos
Attié
Brasília, DF
CORREÇÕES:
O cinema que aparece na foto de abertura da reportagem
"O efeito Multiplex" (18 de novembro) pertence
à United Cinemas International Brasil, UCI e não ao Cinemark, como foi publicado.
Ao
contrário do que foi publicado na reportagem
"Pérola cubista" (4 de novembro), a cidade de
Guernica, na Espanha, não foi atacada em 1937 por tropas
franquistas, e sim pela aviação nazista, aliada do
general Francisco Franco.
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A
Constituição de 1988 traz graves riscos para o
país. Ela prejudica a governabilidade, pois
propicia a multiplicação excessiva de partidos
e não prevê a indispensável coordenação
entre os poderes Executivo e Legislativo, a fim
de que, no respeito aos princípios do estado de
direito, se atendam às necessidades da política
econômica e social. Favorece a concentração de
poder em mãos do Executivo, ferindo o cerne da
separação dos poderes. Abre campo para a
indesejável politização do Judiciário, que
tende a desmoralizá-lo, enfraquecendo a garantia
judicial, última proteção da liberdade
individual. Deve ser reformada em profundidade
por meio de uma revisão ou de uma nova
Constituinte. Contra isso, porém, muitos
levantam obstáculos jurisdicistas, como se o que
era válido e possível em 1985 não mais pudesse
ser feito. Será que não mais vale o princípio
de que "uma geração não pode sujeitar a
suas leis as gerações futuras", que a
Declaração dos Direitos do Homem de 1793
estabeleceu? |
Cada
vez eu me surpreendo com as medidas propostas por
esse novo velho governo do presidente Fernando
Henrique Cardoso. Aumento de impostos, descontos
sobre salários dos funcionários públicos,
tanto de ativos quanto de aposentados, é só o
que o governo consegue fazer. Como fica esse
nosso Congresso que gasta verdadeiras fortunas?
Libera-se dinheiro, e não pouco, para a
criação de um Senado Virtual-Interlegis, uma
verdadeira agressão, partindo de um governo que
está propondo à população que aperte o cinto.
Realmente, é bem mais fácil arrochar um povo
que trabalha do que uma elite que ganha
gratificações por exercer uma atividade que
escolheu por livre vontade, já que se candidatou
a ela, como se estivesse desempenhando uma
função excepcional. Lamento que tenhamos de
assistir a um professor de nível superior
iludindo a grande maioria da população que tem
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