Geral Sexo

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Pesquisa revela hábitos sexuais da população mundial
A anorexia não atinge somente as meninas
A exposição das fotógrafas da National Geographic
A nova geração de robôs
O dia do personal trainer
Brasileiro é sucesso no skate nos EUA
Os problemas do melhor cozinheiro do mundo
Ibama organiza o abate de 15 000 búfalos em Rondônia
Acordo pode acabar com a farra da música grátis na web
Airbus ultrapassa a Boeing no mercado dos superjatos
Jardim tropical dentro do apartamento
Nova cirurgia regenera coração enfartado
A volta do cancêr de Mário Covas
Neozelandês que teve mão implantada quer decepá-la
A primeira grande pesquisa sobre a internet no país
O Brasil da Montblanc ao Porsche
Depois da GM, agora é a Fiat que faz recall
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Claudio de Moura Castro
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Quem faz mais

Pesquisa de fabricante de camisinha revela
os hábitos sexuais da população mundial

Ricardo Amorim

Os ingleses da Durex só pensam naquilo. Um dos maiores fabricantes mundiais de preservativos, todo ano eles fazem uma pesquisa global para escarafunchar a vida sexual dos habitantes do planeta. O estudo visa descobrir quem são os maiores amantes, com que idade as pessoas se iniciam nos prazeres do sexo e, claro, quem mais usa camisinha. Em sua última edição, divulgada na semana passada, a pesquisa dá aos americanos o título de campeões no quesito freqüência. Os conterrâneos de Bill Clinton mantêm, em média, 132 relações sexuais por ano. Os brasileiros ficaram em quinto lugar, com 113, atrás de russos, franceses e gregos. Estudos do gênero costumam provocar polêmica e muita discussão tanto pelos resultados quanto pelos métodos utilizados. Especialistas concordam que, quando o assunto é sexo, a tendência é sonegar, exagerar ou falsear as informações, o que prejudica a interpretação. "Fatores culturais, sociais e religiosos têm de ser levados em conta em trabalhos desse tipo. Na tentativa de buscar um resultado mais confiável, chega-se a descartar 20% das respostas", ensina o professor e sexólogo Wiliam Peres, da Universidade Estadual Paulista.

Apesar da ressalva, Peres confirma que a pesquisa dos ingleses apresenta números parecidos com os que se conhecem no Brasil. Um deles diz respeito à idade com que os jovens começam a vida sexual. A média mundial aferida pela Durex é de 18 anos, mas em dezesseis dos 27 países analisados a iniciação se dá antes disso. Entre os adolescentes brasileiros, a perda da virgindade acontece aos 16 anos e meio, um mês mais tarde que entre os americanos. Outro dado revelador para os pais: 42% dos entrevistados no Brasil disseram ter tido a primeira relação antes de completar 16 anos. No extremo oposto, apenas 1% dos chineses experimentou o sexo com a mesma idade. A média chinesa de iniciação sexual é de 21 anos e 11 meses. A tendência geral é pela maior precocidade. Os adolescentes de hoje têm a iniciação sexual dois anos mais cedo que os jovens de uma década atrás.

Quarentões e adolescentes seguem hábitos sexuais bastante diferentes, e o divisor de águas, no caso, pode ser o advento da Aids a permear as relações. A pesquisa identificou que 60% das pessoas modificaram o comportamento sexual por causa da ameaça da doença, mas metade dos adultos acima dos 45 anos não mudou seus hábitos. Os dados referentes ao uso da camisinha, o método anticoncepcional mais popular e eficiente preventivo contra o HIV, corroboram a constatação anterior. Enquanto 24% dos maiores de 45 anos de idade não utilizam nenhum contraceptivo, a taxa é de apenas 8% entre os jovens de 16 a 20 anos. O estudo revelou que estes estão mais preocupados com o sexo seguro também em relação à variação de parceiros. Os com mais de 45 anos transaram com dez pessoas diferentes, enquanto entre os menores de 20 anos a média é de apenas cinco. Pode ser apenas uma questão de tempo. Com o passar dos anos, os jovens de agora certamente aumentarão sua lista de conquistas. Mas pode ser também uma fuga da promiscuidade, outro fator relacionado com a Aids.

O que aparentemente não mudou foi a fonte de informação sobre sexo. Um quarto da população mundial ainda aprende o que sabe sobre o assunto com os amigos. Entre os brasileiros, a taxa é de um terço. "Isso mostra que os esforços das autoridades, pais e professores em promover a educação sexual ainda não atingiram os jovens", avalia o sexólogo Peres. Além dos hábitos, a pesquisa também perguntou qual o homem e a mulher mais sexy do mundo. Neste quesito, constatou-se que há gosto para tudo. As chinesas e nigerianas acham o dentuço Ronaldinho mais sensual que o bem-apanhado Brad Pitt. Já as indianas dividiram seus votos entre o rechonchudo tenor Luciano Pavarotti e o 007 Pierce Brosnan. Os brasileiros elegeram Demi Moore como sua musa, com 28% dos votos. Já as brasileiras escolheram Tom Cruise, com 22%, seguido de perto por Mel Gibson, com 19%. As preferências nacionais mostraram-se afinadas com o resto do mundo. Tom Cruise foi considerado o mais sexy do planeta e Jennifer Lopez faturou o título entre as representantes femininas, empatada com Madonna.

 
Saiba mais
Dos arquivos de VEJA
  Viciados em sexo pedem ajuda
  Sem desejo

 

 


 

Copyright 2000
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Recife | Guias Regionais
Edições Especiais | Site Olímpico | Especiais on-line
Arquivos | Downloads | Próxima VEJA | Fale conosco