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VEJA Recomenda DVDs
Decameron, Os Contos de Canterbury,
As Mil e Uma Noites (Itália/França, 1970 a 1974. PlayArte)
Depois de comprar uma briga formidável durante os protestos de 1968
(acusando os estudantes burgueses de oprimir a polícia proletária),
o cineasta italiano Pier Paolo Pasolini bateu mais três pregos nesse caixão:
tomando como base alguns textos célebres do período medieval, rodou
a chamada "Trilogia da Vida", repleta de cores, de momentos de epifania e de sexo
e, segundo o diretor, também de ideologia, que ele dizia estar patente
nas tomadas nada cerimoniosas dos dotes de seus atores. Mas não é
só essa provocação que faz o interesse dos três filmes.
Especialmente quando vistos em conjunto, eles compõem um painel sobre os
mais humanos dos impulsos: o prazer e a criação.
Divulgação  |
| Sheen, de West Wing: democrata de boa cepa |
The West Wing Nos
Bastidores do Poder (Estados Unidos, 1999. Warner) O primeiro ano
do democrata Jed Bartlet (Martin Sheen) na Casa Branca é uma longa fiada
de problemas: escândalos que vazam, negociações árduas
com os republicanos no Congresso, baixos índices de aprovação
e até ameaças de morte dirigidas ao assistente do presidente,
que é negro e namora a primeira-filha. Como todos esses assuntos passam
pela equipe de comunicação da Presidência, é pelos
olhos dela que o espectador acompanha essas crises, além das ocasionais
vitórias. Soberbamente roteirizados e apoiados num elenco de primeira,
os 22 episódios da temporada inaugural da série são tão
envolventes que se corre o sério risco de querer vê-los todos de
uma vez.
Oscar Cabral  |
| O pianista Freire: documentário em 100 versões
diferentes | Nelson
Freire (Brasil, 2003. Videofilmes) Mais do que um documentário
sobre o maior pianista brasileiro vivo, Nelson Freire é uma declaração
de amor de João Moreira Salles, diretor do filme, ao musicista mineiro.
Moreira Salles trata o homenageado com carinho e mostra cenas deliciosas, como
o encontro de Freire com a pianista argentina e amiga desde os tempos de
adolescência Martha Argerich. O DVD duplo traz excelentes extras.
Como a íntegra do Segundo Concerto para Piano, de Rachmaninoff,
e outro par de cenas hilárias entre Freire e Argerich. O DVD dispõe
ainda de um recurso que "embaralha" as cenas do documentário aleatoriamente.
Calcula-se que Nelson Freire poderá ser visto em mais de uma centena
de combinações diferentes.Rádio
Veja Nelson Freire
LIVROS
Futebol
& Guerra, de Andy Dougan (tradução de Maria Inês
Duque Estrada; Jorge Zahar Editor; 204 páginas; 29 reais) Durante
a II Guerra Mundial, o campo de futebol também foi palco de batalhas. Em
Kiev, capital da Ucrânia ocupada pelos nazistas, o time chamado de F.C.
Start que congregava alguns membros do antigo Dínamo, uma das melhores
equipes européias antes da guerra ousou enfrentar os alemães.
A partida final, em 1942, foi contra a equipe da Luftwaffe, a força aérea
alemã e o juiz era um oficial da SS. A história desse jogo
dramático, com significados profundos para a resistência à
brutalidade nazista, é reconstituída em surpreendentes detalhes
neste livro.
Dora
Maar Prisioneira do Olhar, de Alicia Dujovne Ortiz (tradução
de Maria Clara Pellegrino; Imago; 288 páginas; 45 reais) A fotógrafa
francesa Dora Maar nome artístico de Henriette Théodora Markovitch
foi uma das várias amantes e musas de Pablo Picasso. E talvez tenha
sido a mais intensa e tumultuada relação do artista espanhol, que
pintou Dora em telas como A Mulher que Chora. Depois do romance com Picasso,
Dora foi internada em instituições psiquiátricas. Chegou
até a ser tratada por Jacques Lacan, um dos mais importantes teóricos
da psicanálise. Jornalista nascida em Buenos Aires onde, aliás,
Dora Maar passou grande parte de sua infância , Alicia Dujovne Ortiz
compõe, a partir da vida de sua biografada, um retrato da vida intelectual
da França em momentos decisivos do século XX.
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| Kawabata: último romance |
Beleza e Tristeza, de
Yasunari Kawabata (tradução de Alberto Alexandre Martins; Globo;
282 páginas; 34 reais) Este é o último livro do japonês
Kawabata, que se suicidou em 1972. Neste romance, o Nobel de Literatura de 1968
narra a história de Oki Toshio, um escritor de meia-idade que retorna a
Kyoto para ouvir os sinos dos templos na noite de Ano-Novo e para reencontrar
Otoko, uma antiga amante. Pintora consagrada, Otoko tem uma aluna jovem e amoral,
Keiko. Em torno desses três personagens, Kawabata tece uma reflexão
sobre o sentido da arte e da literatura. Há muito tempo fora de catálogo,
Beleza e Tristeza aparece em edição revisada. Reparo importante:
a tradução não foi feita do original japonês, mas a
partir de uma versão inglesa. Leia
trechos. DISCO
Divulgação
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| Howlett, do Prodigy: novos colegas |
Always Outnumbered, Never Outgunned,
Prodigy (Sum) Este disco é a prova de que Keith Flint e Maxim, os
cantores e dançarinos esquisitões do grupo inglês de música
eletrônica Prodigy, serviam apenas como elementos de decoração.
Há dois anos, após o lançamento de um single desastroso,
o DJ e produtor Liam Howlett despediu a dupla, apagou os registros do que seria
um novo álbum do Prodigy e recomeçou da estaca zero. Always Outnumbered,
Never Outgunned é uma grata surpresa até para os fãs
mais tradicionais do grupo. Flint e Maxim foram substituídos por uma turma
de convidados especiais, entre eles Liam e Noel Gallagher (do Oasis) e a atriz
Juliette Lewis. É ela quem brilha na melhor faixa do disco, a sensual Hotride.
Ouça o disco.
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