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Polícia
Só o começo
PF prende doleiros e agora
tenta identificar os clientes
Reprodução/Ag. O Globo
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| Claramunt, o principal |
A Polícia Federal mergulhou nas entranhas de um dos maiores
escândalos financeiros do país. Numa enorme operação
de combate à lavagem de dinheiro, a PF prendeu 64 doleiros
e apreendeu dezenas de computadores e milhares de documentos em
sete Estados. Não se sabe ainda os segredos que podem emergir
do material, mas há uma lista de brasileiros que, desde então,
está autorizada a perder o sono. A maioria dos doleiros começou
a vida lucrando com a compra e venda de moeda estrangeira, mas a
partir dos anos 90 alguns se transformaram em simulacros de banqueiros
especializados em esconder dinheiro no exterior. Criaram empresas,
abriram contas bancárias e operavam como instituições
financeiras clandestinas.
Maurício De Souza/Hoje em Dia/Ag.
O Globo
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| Uma operação de apreensão
de documentos: missão difícil |
De 1999 a 2002, estima-se que eles transferiram ao exterior 13 bilhões
de dólares. A polícia agora vai tentar descobrir os
donos dessa fortuna. Não é uma missão fácil.
Em meio a mais de 50.000 operações
já identificadas, muitas são legítimas, mas
as maiores estão ligadas a algum crime. O esquema funcionava
como uma câmara de compensação bancária.
Um cliente que necessitasse remeter dinheiro para fora do país
fazia a encomenda ao doleiro, que recebia a quantia em reais no
Brasil e creditava no exterior os dólares correspondentes.
A polícia já sabe que foi assim que sumiu parte do
dinheiro do TRT de São Paulo e dos dólares que abasteceram
as contas na Suíça em nome de um tal de Paulo Maluf.
Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, um megadoleiro
paulista preso na semana passada, teve seus computadores apreendidos.
Seus arquivos, acredita a polícia, são os mais preciosos.
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