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Saúde
Barricada contra a dor
Não há cura para a artrose, que
atinge 15 milhões de brasileiros.
Mas é possível controlar seu avanço

Paula Neiva
Doença associada à velhice, a
artrose começa a mudar de perfil. Nos consultórios
médicos é cada vez mais comum a presença de
pacientes ao redor dos 45 anos que reclamam de dores nas articulações
e não apenas a partir dos 65 anos, como acontecia
até pouco tempo atrás. No centro dessa mudança
estão, para variar, os maus hábitos da vida moderna.
Obesidade, sedentarismo, exercícios de alto impacto sem orientação
adequada e movimentos repetitivos aceleram o processo de desgaste
das cartilagens articulares, o que, no estágio mais avançado
da artrose, pode levar à destruição total da
articulação e provocar deformidades e dores terríveis.
Tudo isso, somado ao aumento da expectativa de vida, faz com que
os especialistas prevejam uma "epidemia de articulações
desgastadas" nos próximos anos. Só no Brasil calcula-se
que haja atualmente 15 milhões de doentes a estimativa
é que, em duas décadas, esse número dobre.
A boa notícia é que a medicina tem avançado
muito na criação de remédios mais eficazes
e com menos efeitos colaterais.
A mais nova arma contra a artrose acaba de
chegar ao Brasil. Trata-se de um medicamento que combina dois compostos
encontrados naturalmente nas cartilagens, a glicosamina e a condroitina.
Essas substâncias são essenciais para a renovação
das cartilagens e para manter a sua elasticidade e resistência.
Ao aumentar a oferta de glicosamina e condroitina no organismo,
o novo remédio promete baixar o ritmo de progressão
da doença o que nenhum outro medicamento contra artrose
consegue fazer com pouquíssimos efeitos colaterais. Quanto
mais cedo o tratamento for iniciado, maiores as chances de sucesso.
A combinação das substâncias revelou-se eficiente
também no combate à dor o que acena com a possibilidade
de reduzir a ingestão de analgésicos e antiinflamatórios.
O consumo freqüente desses medicamentos pode provocar reações
adversas graves, como úlceras e insuficiência renal,
principalmente em pacientes mais velhos. No Brasil, o novo remédio
é vendido sob dois nomes comerciais, Artrolive, do laboratório
Aché, e Condroflex, do Zodiac.
As articulações mais atingidas
pela doença são as dos joelhos, mãos, quadris
e coluna. No caso da dona-de-casa paulista Olga Lopes, de 53 anos,
a artrose de coluna se manifestou há cerca de cinco anos,
sob a forma de um leve incômodo ao caminhar. Três meses
atrás, as dores se tornaram insuportáveis. "Quando
eu andava, sentia como se minha perna estivesse sendo rasgada",
diz Olga. Feito o diagnóstico, hoje ela controla a doença
com o novo medicamento, dieta para perder peso e exercícios
físicos para manter a saúde das articulações.
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