Edição 1868 . 25 de agosto de 2004

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Sem roupa, mas bem concentradas


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Felicity: sem as asas, na final do nado borboleta


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Lauren: cabeleira ao vento na quadra de basquete

Desinibidas como poucas, seis atletas australianas não decepcionaram seus fãs: em junho, às vésperas das Olimpíadas, posaram sem roupa para a revista Black + White. Aí, voltaram, seriíssimas, para os treinos, e têm se saído muito bem. A nadadora Petria Thomas, 29 anos, magnífica em preto-e-branco no ensaio fotográfico, já decorou a carinha gorducha (sim, ela tem bochechas infladas) com três coroas de louros, e o pescoço com duas medalhas de ouro e uma de prata. Sua colega Felicity Galvez, 19 anos, sem as asas da pose olímpica ficou com o quinto lugar nos 200 metros borboleta. No basquete, esfalfa-se Lauren Jackson, 23 anos, que, sacudindo a vasta e loira cabeleira, chegou com seu time ao fim da semana sem perder uma. Também seguia vitorioso o vôlei de praia de Nicole Sanderson, 28 anos, que, com a parceira Natalie Cook (a Nic e a Nat), alcançou as quartas-de-final. Fica, assim, o recado para técnicos ranzinzas: uma pausa para tirar a roupa não afeta a performance de ninguém.

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Petria: no pódio, bochechas e medalhas em evidência


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Nicole: a Nic, da dupla com Nat, pontua na areia

 

Muito cuidado ao sair da piscina

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Phelps e sua bermuda: cintura mais baixa que a das calças Gang


Sabe calça da Gang, a mais baixa e mais justa do planeta? Pois perde para a bermuda-uniforme do campeoníssimo nadador americano Michael Phelps, tão rasinha, mas tão rasinha, que permite divisar os anéis olímpicos que tatuou no lado direito, lá embaixo. O modelo é uma tentativa da fabricante, Speedo, de adaptar a chamada moda praia aos uniformes de competição. A Speedo, por sinal, economizou o 1 milhão de dólares que daria a Phelps caso igualasse o recorde de sete medalhas de ouro estabelecido por Mark Spitz em 1972 – dois bronzes acabaram com o sonho. "Mas ganhar medalha é sempre bom", suspirou o nadador, conformado.

 

Celebridade na terra de Onassis

Pergunte a qualquer grego quem é Álvaro Affonso de Miranda Neto e ouvirá: é o namorado brasileiro de Athina Onassis, a única herdeira do multimilionário armador. Ao lado de Rivaldo, recém-contratado pelo Olympiakos, Doda é o brasileiro mais famoso do país. O cavaleiro, que compete nesta semana nas provas olímpicas de hipismo, diz que se sente "quase em casa" na Grécia, terra que sua cara-metade não tem em alta conta. "Em geral, os gregos são muito respeitosos. Mas às vezes me param na rua", conta Doda, que jura que Athina está na Bélgica e talvez nem vá vê-lo competir.

 

Famosos em dia de tiete


Ricardo Correa
Priscila: um pouco de trabalho, muita torcida

Em Atenas a trabalho (estréia em outubro um programa de turismo no canal pago GNT), a atriz Priscila Fantin está torcendo até se acabar. Ginasta frustrada – "Comecei tarde, aos 9 anos, e nunca fiz parte da equipe do clube" –, vibrou com o desempenho de Daniele Hypólito e Camila Comin. Também ficou rouca de tanto gritar no eletrizante Brasil X Itália, do vôlei masculino. Da tribuna reservada aos atletas, o nadador Gustavo Borges e os tenistas Gustavo Kuerten e Flávio Saretta, todos eliminados, foram apoiar Thiago Pereira na final dos 200 metros medley (ficou em quinto). Borges também está de olho no velejador Torben Grael. "Vou torcer para ele me ultrapassar no número de medalhas", diz o agora aposentado nadador, que, como Grael, tem quatro.

Jonne Roriz/AE
Kuerten, Saretta e Borges, com a nadadora Rebeca Gusmão: atletas na platéia

 

Torcida dançante ao som de Egüinha Pocotó

Jamie Squire/Getty Image
As cheerleaders em ação: cada país com sua própria música

Novidade na Olimpíada: o vôlei de praia agora tem torcida coreografada. Quem mexe e remexe na areia são doze espanholas de 19 a 25 anos, todas das Ilhas Canárias, contratadas por uma empresa de eventos para animar partidas no circuito do esporte na Europa. Em Atenas, adaptam as coreografias à música de cada país – daí os acordes dos Tribalistas, de Ivete Sangalo e até da infame Egüinha Pocotó nos alto-falantes quando o Brasil se apresenta. "Estou orgulhosa. Somos as primeiras cheerleaders olímpicas", festeja Dácil Rodriguez.

 

Editado por Lizia Bydlowski. Colaborou André Fontenelle, de Atenas

 
 
 
 
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