A agência
reguladora de remédios da Europa acaba de aprovar a
dose diária do Cialis, o medicamento antiimpotência
do laboratório Eli Lilly. A pílula, que deve
chegar às farmácias européias no segundo
semestre, é destinada a homens entre 40 e 60 anos que
mantêm relações sexuais de duas a mais
vezes por semana. Ou seja, que querem ficar, por assim dizer,
sempre alertas. Os remédios atualmente disponíveis
no mercado o Viagra, da Pfizer, o Levitra, da Bayer,
e a versão tradicional do Cialis devem ser tomados
no mínimo meia hora antes de uma relação.
Demandam, portanto, que haja uma programação
prévia para o sexo. "A dose diária permite ao
paciente desligar-se do seu problema de ereção,
tornando tudo bem mais espontâneo", diz o médico
Celso Gromatzky, chefe do departamento de andrologia da Sociedade
Brasileira de Urologia. O novo medicamento terá duas
dosagens: uma de 2,5 miligramas e outra de 5 miligramas. A
indicação depende do, com o perdão do
trocadilho, grau do problema. Os resultados aparecem a partir
do quinto dia contínuo de uso.
Tratar o distúrbio
como uma doença crônica, a ser medicada diariamente,
representa um benefício e tanto para o paciente cuja
vida sexual é afetada, principalmente, pela ansiedade
diante do próprio desempenho. Cerca de 40% dos homens
entre 30 e 50 anos apresentam algum grau de impotência.
Nessa fase da vida, porém, a maioria dos casos tem
apenas fundo psicológico, está ligada a stress
e depressão. É a partir dos 50 anos que fatores
orgânicos costumam estar mais presentes na origem da
disfunção erétil. Entre eles, a hipertensão,
o diabetes e o colesterol alto. O mercado dos remédios
para disfunção erétil cresce com vigor
(eis aí outro jogo de palavras involuntário).
No Brasil, o Viagra e o Cialis estão entre os cinco
medicamentos mais vendidos nos últimos doze meses,
de acordo com a consultoria internacional IMS Health. Posicionam-se
ao lado de analgésicos populares, de venda livre, como
Dorflex, Tylenol e Neosaldina.
O sucesso dos remédios
antiimpotência é muito merecido. Afinal de contas,
poucos são os medicamentos que, como eles, entregam
tudo (tudinho, mesmo) o que prometem. O Viagra, o Cialis e
congêneres agem relaxando a musculatura peniana e aumentando
o aporte de sangue para a região, o que facilita a
ereção quando se está, imaginemos romanticamente,
arrebatado pelo desejo. Estima-se que a aprovação
da dose diária de Cialis no Brasil ocorrerá
ainda neste ano.