O ministro do Trabalho, Carlos
Lupi, tenta evitar que o governo use os recursos do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT) para engordar o superávit
fiscal. Desde a criação do Plano Real, uma parte
dos recursos do FAT é incluída na Desvinculação
de Receitas da União (DRU), o que permite que o governo
poupe esse dinheiro. Guido Mantega, da Fazenda,
quer manter a situação como está. Mas
o PDT, partido de Lupi, ameaça levar a questão
aos tribunais se o governo decidir em favor de Mantega. Até
agora, Lula sinaliza apoio a Lupi.
ONDE O PSDB ESTÁ
COM O PT
J. A. Macro
O deputado tucano Sebastião
Madeira concorrerá à prefeitura de
São Luís em 2008. Tomou a decisão depois
que uma pesquisa mostrou que ele só está 0,4%
atrás do líder João Batista, do PP. Com
o resultado, o deputado espera conquistar o apoio do PT e
do PDT, adversários do PSDB no plano federal. Madeira
sondou ainda as intenções de voto para presidente
em São Luís. José Serra atingiu 33% das
preferências, Ciro Gomes 20%, Aécio Neves 3%
e Marta Suplicy 2%.
A SUCESSÃO NO
PP
Alaor Filho/AE
Quando o presidente do PP, Nélio
Dias, foi internado em estado grave há dez dias, os
líderes do partido passaram a discutir reservadamente
quem seria seu sucessor. Dias, que morreu na sexta-feira,
deve ser substituído pelo senador Francisco
Dornelles, que se aproximou da bancada de deputados
na última eleição, quando passou a apoiar
o governo Lula. Dornelles já é vice-presidente
do partido.
OS MAIS FIÉIS AO GOVERNO
Dida Sampaio/AE
A Arko Advice acaba de concluir
uma análise do comportamento dos deputados nas votações
de projetos de interesse do governo nos primeiros seis meses
do ano. Descobriu que só três deputados votaram
de acordo com a orientação do Planalto em 100%
dos casos. São eles o líder do PT, Sérgio
Carneiro, e os também petistas Nazareno Fonteles e
o relator da CPI do Apagão Aéreo, Marco
Maia.
"É difícil
fazer os outros rirem"
Fafá: se ela está
lá, está lá, entende?
Depois de 33 anos de carreira
como cantora, Fafá de Belém
interpretará uma palhaça na nova novela
da Record, Caminhos do Coração. Ela
disse à repórter Heloisa Joly que se entregou
de corpo e alma a esse novo desafio
Quando
surgiu o interesse pela dramaturgia? Comecei como atriz. Nem pensava em ser cantora.
Acabei dando mais certo na música, mas nunca
deixei de interpretar.
Como
assim? Tem gente que só canta e gente que só
atua. Eu faço as duas coisas.
Isso
a está ajudando agora? Bastante. Mas, mesmo assim, mergulhei nas
aulas de interpretação. Vou ser uma palhaça,
e é muito difícil fazer os outros rirem.
Você
conseguirá conciliar as duas carreiras? Sou focada. Queria estar em muitos lugares
ao mesmo tempo, mas não dá. Se estou aqui,
estou aqui, entende? É cada coisa na sua hora.
Agora, é hora de atuar.
Então
você vai se afastar dos palcos? Acho que, nesta fase da vida, posso brincar.
Mas não sou totalmente louca. Assinei um contrato
que me permite continuar os shows.
Com reportagem
de Fábio Portela, Heloisa Joly e Mariana Borrasca