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Felipe Patury 1 milhão de reais Figura das mais citadas no enrolado processo de privatização da Telemar, o engenheiro Miguel Ethel disse a um parlamentar amigo que tem meios de provar quanto ganhou naquela operação. Teria levado perto de 1 milhão de reais para montar o consórcio da Telemar, valor devidamente registrado em contrato. Um terço do total gastou com advogados. Ele ri da suspeita de que teria sido pago com 3,4% da Telemar numa sociedade com Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil. "Meu trabalho não vale tanto."
Cara de culpado Várias pesquisas mostram que o brasileiro responsabiliza o governo federal por tudo o que acontece de errado no país. A última prova disso apareceu na semana passada. Em março, o Ibope perguntou a 2.000 pessoas quem é o responsável pela dívida pública. O governo federal ganhou 42% dos votos, os governadores ficaram com 10% e os prefeitos com 9%. Detalhe: a dívida de Estados e municípios só parou de crescer porque foi assumida pela União. Um lugar para os ex O presidente Fernando Henrique está abrindo espaço para Clóvis Carvalho, ex-ministro do Desenvolvimento. Ele será conselheiro de uma das ex-estatais. O presidente o quer na Embraer. Acha que o governo gasta demais financiando exportações de aviões e que Clóvis pode empurrar a Embraer para a independência. O ex-ministro quer ir para outra empresa. Fernando Henrique reserva outra vaga de conselheiro para Andrea Calabi, ex-BNDES.
Orixá do turismo O americano Michael Porter, uma lenda no mundo dos negócios, encabeça a lista dos mais caros consultores do mundo. Uma palestra sua pode custar mais de 80.000 dólares, sem contar o deslocamento de jatinho. O governo da Bahia decidiu pagar o preço. Vai gastar 1,5 milhão de reais para que a empresa de Porter, a Monitor, elabore um projeto de incentivo ao turismo. A primeira versão do documento fica pronta no final do mês.
O banco é meu O banqueiro Armando Monteiro deve receber em maio a parte do Banco Mercantil de Pernambuco que ficou sob a administração do Banco Central. O banco foi a pique junto com o Econômico em 1995, recebeu um empréstimo do Banco Central e deu títulos corrigidos pelo dólar em garantia. A desvalorização do real pôs o balanço da instituição no azul. Monteiro deve vender o que receber ao Banco Rural.
Pode ser sinal trocado Há dez dias, o deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ) recebeu do presidente Fernando Henrique Cardoso a tarefa de acalmar o presidente da Petrobras, Henri Reichstul. FHC não quer que Reichstul peça o boné. Na última quarta, José Roberto Arruda (PSDB-DF) sentiu-se forte na liderança do governo depois de uma conversa com o presidente. Foi afastado 24 horas depois. Chame o general! Fracassou a tentativa do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, de pôr na mesa um fato positivo contratando um general, Nilton Rodrigues, para dirigir a Sudam. Rodrigues comandou a Sudene até 1998 e tem a fama de moralizador. O general disse que já deu sua cota de sacrifício.
Tamanho de Lula Com base em dez anos de pesquisas eleitorais, o cientista político Sérgio Abranches elaborou uma fórmula para medir o peso político de Luís Inácio Lula da Silva na eleição presidencial. Lembra que, em 1989, quando disputou com Fernando Collor, Lula saiu da casa dos 10% para um pico de 43% no segundo turno. Depois disso, estacionou nos 26%. Em sua opinião, essa seria a força real do petista.
Operação Colômbia As grandes empresas americanas estão reforçando o esquema de segurança de seus executivos no Brasil, mas, na Colômbia, as medidas parecem de filme. Por medo de seqüestro, uma gigante da informática, por exemplo, não usa mais as plaquinhas de identificação para receber funcionários no Aeroporto de Bogotá. Mais: quando encontra quem o espera, o executivo pronuncia uma senha. E só continua a conversa se escutar uma contra-senha.
Um alquimista está chegando O romancista Roberto Drummond entrou para a categoria Paulo Coelho da literatura, que, até agora, só era composta pelo próprio. Pediu 150.000 reais de adiantamento por seu novo romance, O Cheiro de Deus. As editoras Siciliano, Geração, Globo, Nova Fronteira e Objetiva participaram do leilão, que foi embalado pela venda de 145.000 exemplares de Hilda Furacão. Drummond fechou o negócio com a Objetiva na semana passada. Colaborou
Lia Abbud
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