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Um remédio
para os antibióticos
Renato Cirone
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O Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos
EUA decidiu combater um mal que assola o país: os antibióticos,
quando consumidos desnecessariamente. Calcula-se que haja 50 milhões
de prescrições anuais que não se justificam. As orientações
do órgão:
Esse tipo de remédio combate doenças causadas por bactérias
(pneumonia, por exemplo) e fungos, mas, em casos de vírus, como
gripes e resfriados, não surte efeito.
Não insista para que seu médico receite antibióticos
para você ou para seus filhos.
Não tome o medicamento por indicação de amigos ou
parentes.
Uma vez começado com seriedade, não interrompa o tratamento.
Bactérias resistentes poderão voltar a se multiplicar.
Quarentões
em alta
Um estudo
realizado pela consultoria Crossing, de São Paulo, constatou que
melhoraram as oportunidades no mercado de trabalho para executivos acima
dos 40 anos. Entre 1997 e 1999, gerentes e diretores nessa faixa etária
demoravam em média quatro meses para conseguir uma recolocação.
Em 2000, o tempo diminuiu para três meses. "Para não ficar
para trás, no entanto, o profissional precisa manter-se sempre
reciclado em relação a idiomas e novas tecnologias", aponta
Sandra Guedes, sócia da Crossing. Outro conselho: abordagem direta
aos tomadores de decisão em cada empresa, já que os altos
cargos são do conhecimento exclusivo dessas pessoas.
Um radar
para males genéticos
Joan Avila
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O Núcleo de Genética Médica (Gene), que tem como
diretor o médico Sérgio Pena, um dos grandes nomes da pesquisa
brasileira na área, está ampliando sua presença fora
de Minas Gerais, onde surgiu. Uma nova clínica foi aberta em São
Paulo, em parceria com a Fetus, especializada em medicina fetal. Ali serão
coletados materiais para exames genéticos em Belo Horizonte, possibilitando,
por exemplo, que as mamães descubram se têm predisposição
para se tornar obesas na gravidez. Outro teste serve para detectar se
o futuro bebê será portador de síndrome de Down, entre
outras doenças cromossômicas.
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Aposentadoria
para os sedativos
Pedro Rubens
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Tratamentos sem o uso de remédios para dormir estão
mostrando eficácia em muitos casos de insônia. Especialistas
do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo
obtiveram bons resultados com uma técnica chamada terapia
familiar sistêmica. Ela consiste em identificar e atacar elementos
no cotidiano do indivíduo que podem estar por trás
do problema (um conflito na família que aumenta a ansiedade,
por exemplo). Usuários crônicos de benzodiazepínicos
(medicamentos utilizados para induzir o sono e que podem causar
dependência) conseguiram livrar-se dos comprimidos, conta
o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Júnior. Nos EUA, a revista
da Associação Médica Americana acaba de publicar
pesquisa avalizando uma das técnicas empregadas mais recentemente,
a terapia comportamental cognitiva, que busca promover uma mudança
radical dos hábitos de acordar e ir para a cama. São
medidas simples, mas que exigem força de vontade, como fixar
um horário para dormir e levantar, não cochilar durante
o dia, evitar assistir à televisão ou ler na cama.
Depois de seis meses, os médicos constataram que houve redução
de 54% no tempo que os insones passavam acordados à noite.
BOA
NOTÍCIA
Volta
por cima
Quando surgiu, nos anos 60, a pílula anticoncepcional sofreu
restrições pela suspeita de provocar câncer,
temor que se dissolveu com o passar dos anos. Na semana passada,
ganhou um atestado exatamente por características opostas.
As mulheres que usam esse método para evitar a gravidez estão
mais protegidas contra o câncer no intestino, segundo estudo
do Instituto de Pesquisa Farmacológica, de Milão,
Itália, publicado no British Journal of Cancer. O
risco de tumores intestinais foi reduzido em 18%.
MÁ
NOTÍCIA
Cópia
infeliz
Um levantamento da clínica Med-Rio Check-up, no Rio de Janeiro,
comprovou que as mulheres estão copiando os homens em aspectos
nada saudáveis. Dentre as 3.750 que passaram pela clínica
nos últimos dez anos, 80% tinham alimentação
desequilibrada, 70% eram sedentárias e 60% estavam acima
do peso. Segundo o diretor médico, Gilberto Ururahy, 80%
trabalhavam fora e muitas eram executivas. "Doenças antes
restritas ao universo masculino, como as cardiovasculares, atingem
cada vez mais o sexo feminino", diz ele.
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Os
sete erros da
negociação
Ilustração Wander Mendes
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Muito conceituada no mundo empresarial, a Business School São
Paulo criou um departamento especializado em treinamento para negociação.
Um de seus professores é o economista americano Marc Burbridge,
que relaciona aqui os sete pecados capitais de quem se senta à
mesa de negociação. Aliás, segundo ele, são
erros a evitar em outras situações da vida real, desde
a contratação de uma empregada até a compra
de um carro novo.
Improvisação:
os objetivos têm de ser planejados com antecedência.
Impaciência:
demonstrar irritação revela vulnerabilidade.
Ingenuidade:
deixar evidentes os objetivos facilita tudo para o outro lado. Blefar
faz parte do jogo.
Arrogância:
achar que se está no controle da situação pode
provocar reviravoltas inesperadas.
Precipitação:
ser o primeiro a falar em números demonstra ansiedade, e
o interlocutor pode assumir as rédeas.
Desatenção:
é preciso estar atento a gestos e olhares que, mesmo sutis,
podem ser reveladores.
Desconhecimento:
não dominar o assunto é meio caminho para a derrota.
É como comprar um carro sem saber onde fica o motor.
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Coordenado
por Fábio de Oliveira.
Colaboraram Angela Nunes,
Fernanda Colavitti e Maurício Oliveira.
e-mail: parausar@abril.com.br
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