As flores do sertão
Produtores
de rosas descobrem
a fertilidade do agreste
Adriana Negreiros
Fotos Chico Gadelha
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| Rosas
do Nordeste: produto para exportação |
O sertão
nordestino se prepara para se tornar um pólo exportador de rosas.
Para surpresa de técnicos que foram contrários à
iniciativa, quando a idéia dessa cultura foi apresentada, há
três anos, o solo do interior cearense se revelou tão promissor
para as flores quanto já é para o mandacaru. Em cada metro
quadrado podem-se obter até 200 rosas numa produtividade
mais de duas vezes maior que a obtida pela Colômbia, a grande exportadora
da América Latina. Graças à alta insolação,
as flores cearenses podem ser colhidas em 42 dias. Nos cultivos de São
Paulo, esse prazo é de setenta dias. O plantio é feito dentro
de estufas de plástico transparente, que servem para reter a umidade
e evitar que insetos transmitam alguma praga às plantas. Outra
vantagem do Ceará é estar mais próximo dos mercados
europeu e americano.
O
negócio de flores de todos os tipos movimenta 1,5 bilhão
de dólares por ano no Brasil. Os chineses, com mais de 80 000 hectares
cultivados, dominam metade da produção mundial. No Brasil,
a área plantada ainda é de menos de 5 000 hectares, mas
a experiência do Ceará anima investidores a centrar fogo
na produção em estufa, muito mais rentável. O país
tem 150 hectares de rosas em estufa. Os projetos cearenses vão
implantar 60 hectares em dois anos. Parte dos novos plantios será
feita com capital israelense. A companhia Cearosa já explora um
projeto piloto, e o empresário paulista Roberto Reijers está
gastando 10 milhões de reais para iniciar o cultivo.eacute; de menos de 5 000 hectares, mas
a experiência do Ceará anima investidores a centrar fogo
na produção em estufa, muito mais rentável. O país
tem 150 hectares de rosas em estufa. Os projetos cearenses vão
implantar 60 hectares em dois anos. Parte dos novos plantios será
feita com capital israelense. A companhia Cearosa já explora um
projeto piloto, e o empresário paulista Roberto Reijers está
gastando 10 milhões de reais para iniciar o cultivo. Depois de
colhidas, as rosas são tratadas contra bactérias e acondicionadas
em câmaras frigoríficas. Nessas condições,
mantêm-se vivas por até vinte dias.
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