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Edição 1 697 - 25 de abril de 2001
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As flores do sertão

Produtores de rosas descobrem
a fertilidade do agreste

Adriana Negreiros

 
Fotos Chico Gadelha
Rosas do Nordeste: produto para exportação

O sertão nordestino se prepara para se tornar um pólo exportador de rosas. Para surpresa de técnicos que foram contrários à iniciativa, quando a idéia dessa cultura foi apresentada, há três anos, o solo do interior cearense se revelou tão promissor para as flores quanto já é para o mandacaru. Em cada metro quadrado podem-se obter até 200 rosas – numa produtividade mais de duas vezes maior que a obtida pela Colômbia, a grande exportadora da América Latina. Graças à alta insolação, as flores cearenses podem ser colhidas em 42 dias. Nos cultivos de São Paulo, esse prazo é de setenta dias. O plantio é feito dentro de estufas de plástico transparente, que servem para reter a umidade e evitar que insetos transmitam alguma praga às plantas. Outra vantagem do Ceará é estar mais próximo dos mercados europeu e americano.

O negócio de flores de todos os tipos movimenta 1,5 bilhão de dólares por ano no Brasil. Os chineses, com mais de 80 000 hectares cultivados, dominam metade da produção mundial. No Brasil, a área plantada ainda é de menos de 5 000 hectares, mas a experiência do Ceará anima investidores a centrar fogo na produção em estufa, muito mais rentável. O país tem 150 hectares de rosas em estufa. Os projetos cearenses vão implantar 60 hectares em dois anos. Parte dos novos plantios será feita com capital israelense. A companhia Cearosa já explora um projeto piloto, e o empresário paulista Roberto Reijers está gastando 10 milhões de reais para iniciar o cultivo.eacute; de menos de 5 000 hectares, mas a experiência do Ceará anima investidores a centrar fogo na produção em estufa, muito mais rentável. O país tem 150 hectares de rosas em estufa. Os projetos cearenses vão implantar 60 hectares em dois anos. Parte dos novos plantios será feita com capital israelense. A companhia Cearosa já explora um projeto piloto, e o empresário paulista Roberto Reijers está gastando 10 milhões de reais para iniciar o cultivo. Depois de colhidas, as rosas são tratadas contra bactérias e acondicionadas em câmaras frigoríficas. Nessas condições, mantêm-se vivas por até vinte dias.

   
   
   
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