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Edição 1 697 - 25 de abril de 2001
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Mais eficaz

Novo exame aprimora a
detecção de câncer de útero

Acaba de chegar ao país um novo exame para detecção de câncer de colo de útero, uma das doenças que mais vitimam as mulheres brasileiras. Chama-se citologia de monocamada. Esse teste é 60% mais preciso do que o método tradicional, o papanicolau. Desenvolvido na década de 20, o papanicolau tem um inconveniente no diagnóstico de células pré-cancerosas: a grande quantidade de resultados "falsos negativos", o que pode atrasar o tratamento da doença. As diferenças entre as duas técnicas começam já no consultório, quando o médico faz a coleta das células do colo do útero. No papanicolau, apenas 20% do material é aproveitado. Boa parte dele se perde na hora de preparar as lâminas que serão analisadas por microscópio em laboratório. No caso da citologia de monocamada, a própria escovinha utilizada para a esfoliação celular é enviada para exame dentro de um saco plástico. No laboratório, o material colhido é inteiramente despejado numa espécie de centrífuga. O aparelho separa todos os elementos que podem dificultar o diagnóstico, como muco cervical e leucócitos. O resultado é um concentrado de células que serão colocadas sobre a lâmina do microscópio em uma camada fina e uniforme. Dessa forma, além de a amostra representar de forma fiel o colo do útero, as alterações celulares tornam-se mais evidentes. O novo teste foi aprovado em 1999 pelo FDA, órgão americano de controle de medicamentos, e vem sendo amplamente usado nos Estados Unidos. No Brasil, custa 60 reais – apenas 10 reais a mais do que o papanicolau. Utilizada por laboratórios de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte, a citologia de monocamada deve ser feita com a mesma periodicidade do método tradicional: uma vez por ano.

   
   
   
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