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Elite high tech
Diplomas
de empresas de informática
melhoram a vida de profissionais
Angela
Nunes
Antonio Milena
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| O
engenheiro Ricardo
Matsui: valorização
imediata |
O
velho canudo concedido pelas universidades está cedendo lugar a
um novo tipo de diploma na disputa por um emprego ou uma promoção
nas grandes empresas, especialmente no setor de telecomunicações.
É o certificado de alta especialização fornecido
por gigantes internacionais da informática, como Microsoft, Cisco,
Sun, Oracle e Novell, que aqui têm filiais. Por meio de cursos especializados,
essas empresas fornecem um atestado aos alunos, segundo o qual os aprovados
demonstraram domínio sobre os serviços e produtos que vendem.
Para obter os certificados, os jovens profissionais se preparam em cursos
intensivos, com aulas teóricas e práticas, para exercer
funções que vão da elaboração de projetos,
implantação e manutenção de rede de computadores
ao domínio das ferramentas para uso na internet e nos websites.
As aulas dos cursos são dadas por escolas privadas, autorizadas
expressamente pelas marcas famosas detentoras do diploma. Uma das maiores
é a Telecom, autorizada da Cisco com sede em São Paulo,
onde ocupa um prédio de quatro andares, que tem equipamentos que
custaram mais de 500.000 dólares. Outra muito procurada é
a Brás & Figueiredo, também na capital paulista, considerada
a melhor da América Latina pela Microsoft. Os cursos têm
vários níveis, de acordo com a complexidade do conhecimento
requerido na operação de redes de computadores. Somente
a Cisco, a Microores
é a Telecom, autorizada da Cisco com sede em São Paulo,
onde ocupa um prédio de quatro andares, que tem equipamentos que
custaram mais de 500.000 dólares. Outra muito procurada é
a Brás & Figueiredo, também na capital paulista, considerada
a melhor da América Latina pela Microsoft. Os cursos têm
vários níveis, de acordo com a complexidade do conhecimento
requerido na operação de redes de computadores. Somente
a Cisco, a Microsoft e a Oracle expediram 2.050 desses certificados em
2000, de um total de 5.540 concedidos nos últimos anos.
Os cursos têm duração de um mês a um ano e são
pagos, muitas vezes, pelas próprias companhias interessadas na
mão-de-obra. Ao final, os alunos submetem-se a provas teóricas
e práticas. Como são testes de padrão internacional,
os certificados são reconhecidos também em outros países.
Para os aprovados, o resultado vale ouro: há cerca de 150.000 vagas
disponíveis em todo o Brasil para profissionais de telecomunicações,
tecnologia da informação e internet, segundo estudo do Institute
Data Corporation, um centro de pesquisa americano. De acordo com o consultor
Thomas Case, fundador da consultoria Catho, o certificado tecnológico
passou a ser uma exigência de muitos contratantes. Tanto melhor
para a carreira de gente como o paulista Odair Zabotto, 36 anos, formado
em ciências exatas e gerente da área de redes da holandesa
Getronics, em São Paulo. Ele é portador de um diploma de
especialista em tecnologia da Cisco, que representou um investimento de
quase 30.000 reais, bancados pela empresa atual e pela anterior, onde
trabalhava. Considerado o topo, menos de cinqüenta pessoas no Brasil
conseguiram esse carimbo da Cisco. Zabotto conta que já recebeu
várias propostas para mudar de emprego, numa área cujos
salários para cargos semelhantes estão entre 8.000 e 10.000
reais. O também paulista Ricardo Matsui, 31 anos, engenheiro elétrico,
é funcionário da própria Cisco e teve a formação
para atuar lá mesmo. Atualmente, é o encarregado da gerência
nacional da equipe técnica. "Passei a ganhar o dobro", orgulha-se,
sem querer revelar o dobro de quanto. Em sua faixa, entretanto, sabe-se
que o rendimento pode passar dos 15.000 reais por mês.
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