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Edição 1 697 - 25 de abril de 2001
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Elite high tech

Diplomas de empresas de informática
melhoram a vida de profissionais

Angela Nunes

 
Antonio Milena
O engenheiro Ricardo Matsui: valorização imediata

O velho canudo concedido pelas universidades está cedendo lugar a um novo tipo de diploma na disputa por um emprego ou uma promoção nas grandes empresas, especialmente no setor de telecomunicações. É o certificado de alta especialização fornecido por gigantes internacionais da informática, como Microsoft, Cisco, Sun, Oracle e Novell, que aqui têm filiais. Por meio de cursos especializados, essas empresas fornecem um atestado aos alunos, segundo o qual os aprovados demonstraram domínio sobre os serviços e produtos que vendem. Para obter os certificados, os jovens profissionais se preparam em cursos intensivos, com aulas teóricas e práticas, para exercer funções que vão da elaboração de projetos, implantação e manutenção de rede de computadores ao domínio das ferramentas para uso na internet e nos websites. As aulas dos cursos são dadas por escolas privadas, autorizadas expressamente pelas marcas famosas detentoras do diploma. Uma das maiores é a Telecom, autorizada da Cisco com sede em São Paulo, onde ocupa um prédio de quatro andares, que tem equipamentos que custaram mais de 500.000 dólares. Outra muito procurada é a Brás & Figueiredo, também na capital paulista, considerada a melhor da América Latina pela Microsoft. Os cursos têm vários níveis, de acordo com a complexidade do conhecimento requerido na operação de redes de computadores. Somente a Cisco, a Microores é a Telecom, autorizada da Cisco com sede em São Paulo, onde ocupa um prédio de quatro andares, que tem equipamentos que custaram mais de 500.000 dólares. Outra muito procurada é a Brás & Figueiredo, também na capital paulista, considerada a melhor da América Latina pela Microsoft. Os cursos têm vários níveis, de acordo com a complexidade do conhecimento requerido na operação de redes de computadores. Somente a Cisco, a Microsoft e a Oracle expediram 2.050 desses certificados em 2000, de um total de 5.540 concedidos nos últimos anos.

Os cursos têm duração de um mês a um ano e são pagos, muitas vezes, pelas próprias companhias interessadas na mão-de-obra. Ao final, os alunos submetem-se a provas teóricas e práticas. Como são testes de padrão internacional, os certificados são reconhecidos também em outros países. Para os aprovados, o resultado vale ouro: há cerca de 150.000 vagas disponíveis em todo o Brasil para profissionais de telecomunicações, tecnologia da informação e internet, segundo estudo do Institute Data Corporation, um centro de pesquisa americano. De acordo com o consultor Thomas Case, fundador da consultoria Catho, o certificado tecnológico passou a ser uma exigência de muitos contratantes. Tanto melhor para a carreira de gente como o paulista Odair Zabotto, 36 anos, formado em ciências exatas e gerente da área de redes da holandesa Getronics, em São Paulo. Ele é portador de um diploma de especialista em tecnologia da Cisco, que representou um investimento de quase 30.000 reais, bancados pela empresa atual e pela anterior, onde trabalhava. Considerado o topo, menos de cinqüenta pessoas no Brasil conseguiram esse carimbo da Cisco. Zabotto conta que já recebeu várias propostas para mudar de emprego, numa área cujos salários para cargos semelhantes estão entre 8.000 e 10.000 reais. O também paulista Ricardo Matsui, 31 anos, engenheiro elétrico, é funcionário da própria Cisco e teve a formação para atuar lá mesmo. Atualmente, é o encarregado da gerência nacional da equipe técnica. "Passei a ganhar o dobro", orgulha-se, sem querer revelar o dobro de quanto. Em sua faixa, entretanto, sabe-se que o rendimento pode passar dos 15.000 reais por mês.

 



   
   
   
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