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Edição 1 697 - 25 de abril de 2001
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Eternamente sem destino

Roberto Higa
Fonda: estrela de encontro de motoqueiros

Trinta e dois anos depois de estrelar o filme Sem Destino como o motoqueiro Wyatt, Peter Fonda continua faturando com o personagem. Na semana passada, o ator, de 61 anos, foi a sensação do IV Moto Road, um evento que reúne motociclistas de todo o país em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e que neste ano foi adiado só para recebê-lo. Dono de cinco motos, o ator pilota com freqüência e é sempre convidado para encontros do gênero. "Foi mais fácil me livrar da sombra do meu pai que da do Capitão América (apelido de Wyatt no filme)", brinca Fonda, que é filho de Henry, irmão de Jane e pai de Bridget.

 

Top chega ao topo

Divulgação
Luciana: contrato para a vaga de Cindy Crawford


Veteraníssima, com 24 anos de idade e dez de carreira, a brasileira Luciana Curtis tirou a sorte grande: foi escolhida (junto com mais três modelos) para ser estrela por pelo menos um ano dos cosméticos Revlon. A escolha aponta uma mudança de estratégia da empresa. Saem nomões como Cindy Crawford, a garota-propaganda por dez anos, e entram "rostos que se aproximem mais da consumidora". A deslumbrante Luciana, que não lembra em nada uma consumidora comum, despista quando se pergunta o valor exato do contrato, na faixa de 1 milhão de dólares: "Só vou dizer que foi muuuito dinheiro".

 

Princesa de aplique

Selmy Yassuda

Paola: à vontade entre os alternativos


Moderninha até a ponta do aplique, Paola Maria Bourbon de Orleans e Bragança Sapieha, tataraneta da princesa Isabel, deixou o Palácio Grão-Pará, em Petrópolis, para debutar numa passarela. Do desfile, promovido por um cabeleireiro do circuito alternativo carioca, participaram 25 modelos pouco convencionais: neopunks, clubbers e figuras da noite em geral. Com roupinha de colegial sapeca, Paola estava à vontade com os apliques no cabelo. "De vez em quando uso uns que comprei em Paris", diz. Desfilar, garante, foi puro hobby. Já a vida fashion ela leva a sério: "Adoro moda, raves e house music".

 

Oscar Cabral
Raquel: corpo dourado do autobronzeador

A garota de Campos

Para mostrar seu doce balanço a caminho do mar, Raquel Maia, 19 anos, encara três horas de viagem de carro. Pois mesmo assim a moça, que nasceu e vive em Campos, município fluminense que nem praia tem e que os cariocas adoram esnobar, foi eleita a nova Garota de Ipanema. "Eu encarno perfeitamente o espírito do concurso", acredita. Para aproveitar seu momento, Raquel vai transferir o curso de comunicação social para a capital e, nas horas livres, promete pegar um bronze genuinamente ipanemense. Por enquanto, continua a passar cremes autobronzeadores e a tocar sua loja de perucas em Campos.

 

A vida como ela é

As socialites cariocas não sabem o que comentar mais: a tragédia que custou a vida do advogado Cláudio Lins, assassinado em Búzios pelo ex-caseiro por causa de uma dívida de 3.000 reais (aparentemente em legítima defesa – o morto era dono da arma e atirou primeiro), ou a atitude da viúva. No domingo de Páscoa, um dia depois do enterro, Madeleine Saade, 56 anos, comandou, abatidíssima, seu bufê de comida árabe num restaurante arrendado, em almoço de Páscoa a 50 reais por cabeça. Não teve uma única língua, boa ou má, que tenha deixado de notar a óbvia demonstração de que o casal andava vivendo acima de suas posses. Madeleine atiçou ainda mais a fogueira: aproveitou o zunzunzum para anunciar que vai abrir um restaurante, lançar um livro de receitas, entregar a casa de Búzios e deixar o apartamento alugado no badalado Edifício Chopin, na Avenida Atlântica, palco de festas antológicas (aluguel na casa dos 6.000 reais). "Tenho o direito de ser feliz", declarou.

 

Gaúcho entrega o jogo

Se tudo correr como espera, o jogador Ronaldinho Gaúcho, 21 anos, transfere-se de mala, cuia e roupas novas, em junho, para o Paris Saint-Germain, time francês que já foi de Raí. Para não fazer feio diante de tal precedente, Ronaldinho apresentou-se ao clube neste mês nos trinques: terno e gravata cinza, camisa e sobretudo pretos, que ele mesmo escolheu em um shopping de Porto Alegre. "Sou supervaidoso, daqueles que adoram entrar em loja e experimentar tudo", assume o craque. "Mas, no Brasil, não pega bem jogador usar esse tipo de roupa."

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Aida Veiga, Bel Moherdaui e Silvia Rogar


 
 
   
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