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Edição 1 697 - 25 de abril de 2001
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"Essas tragédias são fruto da ganância, do egocentrismo e da vontade de ser Deus. A destruição da natureza será a nossa também."
Nilson Figueiredo
São Paulo, SP

Natureza

Com muita propriedade e seriedade VEJA mostra o escabroso comportamento humano em relação à natureza ("A natureza contra-ataca", 18 de abril). Será que um dia o homem se conscientizará do grande mal que está causando ao meio ambiente? Somente uma conscientização mundial muito séria e também rápida impedirá uma catástrofe no planeta Terra.
Sergio Dias Nunes
São Caetano do Sul, SP

Mais uma bela reportagem de VEJA. O alerta deve servir a todos, principalmente ao cidadão urbano, que prega maravilhas e vive jogando lixo pela janela do carro. O mundo está totalmente poluído, a água escassa e as expectativas são péssimas. Se prestássemos atenção em nós mesmos, veríamos a quantidade de lixo que produzimos normalmente em nosso cotidiano.
Amauri Campos Matos
Maceió, AL

A natureza é sábia e o homem é um tolo. Se este não respeita, aquela se vinga.
Antônio José dos Anjos Brito
a.brito@globo.com

Quando VEJA fez a reportagem sobre a Amazônia, escrevi para dizer que se continuássemos com o desmatamento e a poluição, entre outras investidas contra a natureza, no futuro próximo não teríamos ar para respirar, água para beber, comida para comer. Aí volta a pergunta que fiz na ocasião: o dinheiro servirá para matar nossa sede e fome? São necessárias medidas urgentes para que não tenhamos de sofrer graves conseqüências desses erros.
Francisco Carlos Rosa Bizio
francisco@medprev.epm.br

 

Scott Evertz

A entrevista com o diretor do Departamento Nacional de Política contra a Aids dos Estados Unidos, Scott Evertz, vem ajudar em muito no esclarecimento de grande parte da população brasileira, que, condicionada por fatores socioculturais e religiosos, ainda encara o homossexualismo como uma opção perversa. Na verdade, há anos o mundo científico considera o homossexualismo uma orientação sexual e não simplesmente uma opção. Fica aqui meu apoio incondicional àqueles que vivem em sofrimento, em virtude das pressões hipócritas de setores conservadores da sociedade e das religiões (Amarelas, 18 de abril).
Edson F. Nascimento

Ribeirão Preto, SP

Ser gay assumido, católico praticante e republicano conservador é mais difícil que assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.
Jaime Carvalho
Amsterdã, Holanda

As perguntas feitas pela redação são coerentes e de importância para o questionamento da aceitação de homossexuais em altos cargos do governo não só nos EUA. Porém, uma delas não me pareceu ética. A que relaciona a questão do aborto com o homossexualismo. Uma opção sexual não revela nenhuma ligação com tirar a vida de alguém.
Rogério Fonseca Rocha

ator@eef.ufmg.br

Não dá para entender a razão de gastarem três páginas da revista para que um cidadão americano faça apologia do homossexualismo. Afinal de contas, concordamos todos que ser gay não é nenhum defeito, mas também nenhuma virtude.
José Augusto Faria de Sousa
Sete Lagoas, MG

 

Luiz Felipe de Alencastro

Fazia tempo que eu não lia, num texto tão sintético, uma apreciação do quilate da que foi feita por Luiz Felipe de Alencastro sobre a obra de Santo Agostinho. É de material assim que precisamos para orientar nossos jovens, para que despertem na busca de uma boa leitura tanto literária quanto filosófica. A obra de Santo Agostinho, somente citada por filósofos e estudiosos, adquire através das páginas de VEJA uma conotação didático-pedagógica de suma importância (Ponto de vista, 11 de abril).
Fernando Vasconcelos
ferval@zaz.com.br

 

Carne

Com relação à reportagem "O ouro vermelho" (4 de abril), em que ressaltam ser o Brasil dono do maior rebanho comercializável do planeta, gostaria de chamar a atenção para o fato de que dos 130 milhões de cabeças citados na referida reportagem, 21 milhões (16%) estão representados pelo rebanho mineiro, que é hoje o segundo maior do Brasil. Se Minas fosse um país, seria o nono rebanho do mundo. Desses 21 milhões, 50% já são reconhecidos como livres de febre aftosa e os outros 50%, que fazem parte do circuito pecuário leste, recebem em maio a certificação da Organização Internacional de Epizootias (OIE) para se tornar zona livre de febre aftosa. Tudo isso graças à luta contínua dos produtores rurais para a erradicação da doença e ao trabalho ferrenho e dedicado dos funcionários do órgão de defesa sanitária animal e vegetal deste Estado, o Instituto Mineiro de Agropecuária, que, depois de viver uma das mais sérias crises de descaso ao funcionalismo, ameaça hoje entrar em greve contra condições indignas de trabalho, tais como salários defasados, falta de estabilidade funcional, falta de segurança.
Antônio Pitangui de Salvo
Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais
Curvelo, MG

 

Cazé Peçanha

Gostaria de dar os parabéns à produção do Sociedade Anônima. É uma pena que o programa passe tarde da noite, pois tenho de levantar cedo. Sucesso ao Cazé ("No lugar errado", 18 de abril)!
Karla Borsato Perassolo
São José do Rio Preto, SP

 

É o Tchan

Estou escrevendo para lamentar profundamente a existência de grupos musicais como É o Tchan. Como se não bastasse o nome ridículo e as coreografias totalmente sem sentido, o grupo baiano agora aparece com um novo mal: a falta de criatividade ("Segura o Tchan", 18 de abril).
Bruna Rossin, 17 anos
Campinas, SP

 

Médicos na TV

A Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional São Paulo, cumprimenta o jornalista Marcelo Marthe pela reportagem abordando a autopromoção de médicos na televisão. No entanto, isso acontece também na mídia escrita e falada, e deve da mesma maneira receber a desaprovação dos órgãos de classe. Esta sociedade está empenhada, juntamente com o Conselho Regional de Medicina, em coibir esses abusos que se manifestam por meio de propaganda imoderada, autopromoção e sensacionalismo ("Baixaria diplomada", 18 de abril).
Doutor Samuel Henrique Mandelbaum
Sociedade Brasileira de Dermatologia
São Paulo, SP

 

Diogo Mainardi

Diogo Mainardi é o mentor da opinião nacional. Por ser nordestino, eu contrario apenas sua afirmação de que "quanto maior é o poder político que eles têm, maior a miséria". Seria justamente o contrário: quanto mais miserável for um povo, mais poder terão seus políticos ("Quando menos é melhor", 18 de abril).
Alan Ranieri Bandeira Raulino
Fortaleza, CE

 

Cassino

Ao ler na seção Contexto "Jogo livre em Camboriú" (11 de abril), digo que o jogo não é privilégio só do Marambaia Cassino Hotel, pois em Caldas Novas todas as noites um cassino funciona como se fosse Las Vegas.
Sergio G. Silva
Salvador, BA

 

MST

O MST passou a não ter mais a admiração da opinião pública, mas seu repúdio, sentimento que só não contagia alguns luminares da esquerda. (Até o dia em que algum político de esquerda tiver sua fazenda invadida e depredada.) Os atuais chefes do MST deturparam de tal forma o sentido real da luta pelo acesso à terra que hoje o movimento é vinculado apenas a palavras como baderna, arruaça e violência. Como negociar com essa gente? Ou eles protestam ordeiramente ou o remédio será a cadeia. O que não pode mais é o cidadão se tornar refém do terror instaurado pelo MST no país. Toda luta tem de ter um limite: o da lei.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

É um absurdo que nada possa ser feito para frear as invasões e depredações promovidas pelo MST em todo o país. O movimento é bem constituído para receber doações de particulares e terras do governo, mas não pode ser processado por não existir juridicamente ("Não adianta processar", 18 de abril)?
Daniela Aquino Rodrigues
Porto Alegre, RS

 

Cleópatra

A revelação da fealdade de Cleópatra dignifica ainda mais seus feitos e aptidões ("A bela era feia", 18 de abril).
Luiz Inácio de Lima Neto
João Pessoa, PB

Por que uma pessoa "feiosa" não poderia fazer com que dois homens se apaixonassem tão perdidamente por ela?
Maria Helena Moreira Henrique
Aracaju, SE

 

Musculação

Há onze anos faço musculação, tenho 42 anos, sempre disse que faço ginástica, para evitar discussões desinformadas do tipo "vai ficar musculosa". Imagina nós, mulheres dessa idade, com nossos míseros hormônios. No máximo recuperamos nossa massa muscular ou ficamos levemente durinhas. Agora posso dizer: faço musculação ("A força dos anos", 18 de abril).
Maria Izabel Marques da Rocha
Santa Maria, RS

 

Sudam

O envolvimento do senador Jader Barbalho com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) já era por demais evidente. Com a última edição de VEJA, surgiu a prova concreta que liga o senador a um fraudador daquela instituição: trata-se de José Osmar Borges. Agora, cabe ao Congresso apurar e, se for o caso, punir civil, penal e politicamente os responsáveis ("Apareceu a prova que faltava", 18 de abril).
Antonio Carlos de Gois
carlos.gois@bol.com.br

Incrível o fato de Jader Barbalho manter um estilo puritano enquanto seu patrimônio se multiplica sem explicação. E nós, seres comuns, nos contentamos em ouvir o pobre homem dizer que não era adivinho quando fez negócios com o maior fraudador da Sudam, assim como não sabia do envolvimento do mesmo com os negócios sujos.
Carlos Pereira dos Santos
Goiânia, GO

VEJA, como sempre, presta um grande serviço ao país ao mostrar a verdadeira face do poder. Não suporto mais ver o senador Jader Barbalho encarar os leitores, em poses, nas fotos que ilustram as reportagens sobre o desvio de verbas da Sudam. Com aquele ar de impunidade, ele deve se achar o máximo.
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

 

Sérgio Abranches

Quando tomo conhecimento das imoralidades que assolam nosso país, tenho muita vontade de dar minha opinião, desabafar. Acho que todo brasileiro honesto sente esse desejo. Como não há espaço para todo mundo se expressar, precisamos eleger nosso representante para isso. Eu já escolhi o meu: Sérgio Abranches, autor do artigo "Atitudes fora do lugar" (Em foco, 18 de abril). Ele praticamente leu meus pensamentos. Parabéns, Sérgio, continue sendo nosso porta-voz.
Hamilton F. de Noronha
noronha.dou@terra.com.br

 

Gente

A ação da senhora Yonne Oliveira Castro, publicada na página 89 ("Um gato autorizado", 18 de abril), de fornecer energia elétrica a um Posto da PM do Rio de Janeiro é a prova de que com boa vontade e cidadania podemos melhorar nossa cidade e nosso país. Parabéns.
Valter Souza Menezes
Salvador, BA

 

Randas Vilela Batista

A respeito da nota "Método não recomendado" (Holofote, 18 de abte;s. Parabéns.
Valter Souza Menezes
Salvador, BA

 

Randas Vilela Batista

A respeito da nota "Método não recomendado" (Holofote, 18 de abril), gostaria de esclarecer que o método em questão sempre foi indicado para casos extremos e sua taxa de sobrevida é certamente maior que 30% nos centros habilitados para realizá-lo. Ele continua sendo utilizado e estudado em vários institutos importantes. Inclusive será tema de dois simpósios internacionais, no Japão e na Itália, agendados para o segundo semestre deste ano.
Randas Vilela Batista
Rvbatista@aol.com

 

Radar

Diferentemente do que afirma a coluna Radar ("Presa na burocracia", 18 de abril), a resolução da Faixa Dourada na Carteira Nacional de Habilitação não "dorme há quatro meses nas gavetas do Ministério da Justiça". A Resolução nº 122 foi aprovada no dia 14 de fevereiro de 2001 e publicada no Diário Oficial da União no dia 6 de abril, uma semana antes da divulgação da nota na coluna Radar.
Djalma Nascimento Júnior
Assessoria de comunicação social
Ministério da Justiça

 

Natureza 2

A reportagem "A natureza contra-ataca" (18 de abril) é um importante alerta para a ameaça de extinção que paira sobre toda a espécie humana e merece ser lida por todos os brasileiros que detêm algum poder e discutida em todas as salas de aula neste país. Para aqueles que acreditam que o homem não seria capaz de perpetrar o próprio extermínio, basta ver nossa passividade diante da agonia e morte de nossos mares, rios, lagoas, matas e florestas. Espero que essa reportagem contribua para sacudir nossa sociedade, a fim de que ela assuma sua responsabilidade e evite o desastre que ameaça as futuras gerações.
Oded Grajew
Instituto Ethos de Empresas
e Responsabilidade Social
São Paulo, SP

 

Bibliotecas

A têmpera cultural de um povo é forjada pela leitura de bons livros. Portanto, lamento a penúria de nossas bibliotecas. Porém, não ter um Paulo Coelho no acervo não é demérito, é virtude ("Festa das traças", 18 de abril)!
Pedro Alves
Castelhano Neto

pecasdel@terra.com.br

 

Prêmio Jabuti

Minha frase publicada na reportagem "O ser e o nada" (18 de abril) pode soar deselegante em relação a um prêmio do qual a Companhia das Letras vem participando e que procura apoiar, inscrevendo todos os seus livros e discutindo seus critérios desde o início das atividades da editora, em 1986.
Luiz Schwarcz
São Paulo, SP

 

O CASO SUDAM

O senhor João Carlos Correa Salas, coordenador do Grupo Especial de Trabalho (GET) do Ministério da Integração Nacional, e outros integrantes desse órgão, responsável pela auditoria dos projetos da Sudam, enviaram à redação de VEJA uma carta em que repelem a informação de que o GET tenha recebido propina para amenizar as investigações dos suspeitos de corrupção naquele órgão. Em nenhum momento VEJA quis desabonar todo o grupo. Na reportagem "Apareceu a prova que faltava" (18 de abril), VEJA esclareceu que se referira a "alguns fiscais que participaram de uma investigação do ministério", e não a todo o Grupo Especial de Trabalho, cuja ação saneadora tem sido elogiável. Deixou claro, nas duas ocasiões, que as informações haviam sido extraídas "de diálogos captados pela Polícia Federal numa escuta telefônica judicialmente autorizada (...). VEJA teve acesso a seis diálogos que tratam das propinas – e, naturalmente, eles não afetam todos os fiscais, mas apenas uma parte deles".

 

COMIDA DE LABORATÓRIO

A matéria "A revolução dos bichos", parte integrante da reportagem de capa da edição da semana passada de VEJA, detonou um debate indireto entre os leitores. "As pessoas têm de se conscientizar de que os animais, como nós, sentem dor, medo, alegria e fome", escreveu a curitibana Elaine Petrelli. A esse pensamento se contrapõe a opinião, expressa por e-mail, da leitora Thais Davila: "Na hora de comer um bife, faz diferença se o boi viveu feliz ou confinado?" Paulo Roberto Santos, do Rio de Janeiro, tem uma preocupação ética: "Estão produzindo seres geneticamente superiores, e brincar de Deus é ganância". Thais tem resposta: "A produção de orgânicos é uma boa alternativa para o agricultor familiar, mas vá alimentar 6 bilhões de pessoas com produtos orgânicos", desafia. O que a carta da leitora não contém é uma resposta à indagação de Gileno Moncorvo, de Salvador, Bahia: "Se nossos animais, criados em cativeiros cada vez mais insalubres, estão reagindo com doenças antes desconhecidas, o que será da humanidade, que vem consumindo seus restos mortais?"

 

ARC NA SALA DE AULA

Todo mundo sabe que VEJA é muito utilizada nas salas de aula. Agora, é o fã-clube do marcianinho Arc que cresce nos bancos escolares. "Sou professora e utilizo em minhas provas os debates do Arc", escreveu Maria Alice M. Sousa Oliveira, de Mogi Mirim, interior de São Paulo. "O resultado está sendo excelente, pois o Arc é muito conhecido pelos alunos, o que faz a discussão muito mais agradável", diz a professora, que utiliza os diálogos do homenzinho verde para discutir história, geografia e ciências. Mas Maria Alice não é a única. Em e-mail enviado à redação, o Felipe (Joaofelipecau@aol.com) diz que em sua escola os diálogos do Arc também servem de tema para discussão e os alunos são estimulados a extrair uma moral das histórias por ele contadas. "Minha professora é fã número 1 do Arc", entrega Felipe.

 

BUMBA-MEU-BOI E BOI-BUMBÁ

A reportagem "Um lar em Manaus" (18 de abril), que tratou do dia-a-dia dos músicos europeus da orquestra Amazonas Filarmônica, mexeu com certos brios regionais. A advogada paulistana Claudia Cristina Batista, interessada em cultura regional, escreveu: "Houve um equívoco ao informar que a violinista búlgara Alexandra Tcherkezova estava caracterizada para dançar o bumba-meu-boi". "Em Manaus a dança se chama boi-bumbá, bumba-meu-boi é no Maranhão", reclamou o manauara Antonio Isaias dos Santos. Com pequenas mudanças na estrutura e no elenco de personagens, essa importante manifestação de nosso folclore recebe denominações diferentes em cada região do país. Entre elas estão bumba-boi, boi-calemba, boi-calumba, boi-de-mamão, boi-de-melão, boi-de-reis, boi-pintadinho, boi-surubim, reis-de-boi. O dicionário Aurélio apresenta esses termos como sinônimos de bumba-meu-boi.

 

 
 
   
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