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Com muita
propriedade e seriedade VEJA mostra o escabroso comportamento humano em
relação à natureza ("A natureza contra-ataca", 18
de abril). Será que um dia o homem se conscientizará do
grande mal que está causando ao meio ambiente? Somente uma conscientização
mundial muito séria e também rápida impedirá
uma catástrofe no planeta Terra. Mais uma
bela reportagem de VEJA. O alerta deve servir a todos, principalmente
ao cidadão urbano, que prega maravilhas e vive jogando lixo pela
janela do carro. O mundo está totalmente poluído, a água
escassa e as expectativas são péssimas. Se prestássemos
atenção em nós mesmos, veríamos a quantidade
de lixo que produzimos normalmente em nosso cotidiano. A natureza
é sábia e o homem é um tolo. Se este não respeita,
aquela se vinga. Quando VEJA
fez a reportagem sobre a Amazônia, escrevi para dizer que se continuássemos
com o desmatamento e a poluição, entre outras investidas
contra a natureza, no futuro próximo não teríamos
ar para respirar, água para beber, comida para comer. Aí
volta a pergunta que fiz na ocasião: o dinheiro servirá
para matar nossa sede e fome? São necessárias medidas urgentes
para que não tenhamos de sofrer graves conseqüências
desses erros.
A entrevista
com o diretor do Departamento Nacional de Política contra a Aids
dos Estados Unidos, Scott Evertz, vem ajudar em muito no esclarecimento
de grande parte da população brasileira, que, condicionada
por fatores socioculturais e religiosos, ainda encara o homossexualismo
como uma opção perversa. Na verdade, há anos o mundo
científico considera o homossexualismo uma orientação
sexual e não simplesmente uma opção. Fica aqui meu
apoio incondicional àqueles que vivem em sofrimento, em virtude
das pressões hipócritas de setores conservadores da sociedade
e das religiões (Amarelas, 18 de abril). Ser gay
assumido, católico praticante e republicano conservador é
mais difícil que assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. As perguntas
feitas pela redação são coerentes e de importância
para o questionamento da aceitação de homossexuais em altos
cargos do governo não só nos EUA. Porém, uma delas
não me pareceu ética. A que relaciona a questão do
aborto com o homossexualismo. Uma opção sexual não
revela nenhuma ligação com tirar a vida de alguém. Não
dá para entender a razão de gastarem três páginas
da revista para que um cidadão americano faça apologia do
homossexualismo. Afinal de contas, concordamos todos que ser gay não
é nenhum defeito, mas também nenhuma virtude.
Fazia tempo
que eu não lia, num texto tão sintético, uma apreciação
do quilate da que foi feita por Luiz Felipe de Alencastro sobre a obra
de Santo Agostinho. É de material assim que precisamos para orientar
nossos jovens, para que despertem na busca de uma boa leitura tanto literária
quanto filosófica. A obra de Santo Agostinho, somente citada por
filósofos e estudiosos, adquire através das páginas
de VEJA uma conotação didático-pedagógica
de suma importância (Ponto de vista, 11 de abril).
Com relação
à reportagem "O ouro vermelho" (4 de abril), em que ressaltam ser
o Brasil dono do maior rebanho comercializável do planeta, gostaria
de chamar a atenção para o fato de que dos 130 milhões
de cabeças citados na referida reportagem, 21 milhões (16%)
estão representados pelo rebanho mineiro, que é hoje o segundo
maior do Brasil. Se Minas fosse um país, seria o nono rebanho do
mundo. Desses 21 milhões, 50% já são reconhecidos
como livres de febre aftosa e os outros 50%, que fazem parte do circuito
pecuário leste, recebem em maio a certificação da
Organização Internacional de Epizootias (OIE) para se tornar
zona livre de febre aftosa. Tudo isso graças à luta contínua
dos produtores rurais para a erradicação da doença
e ao trabalho ferrenho e dedicado dos funcionários do órgão
de defesa sanitária animal e vegetal deste Estado, o Instituto
Mineiro de Agropecuária, que, depois de viver uma das mais sérias
crises de descaso ao funcionalismo, ameaça hoje entrar em greve
contra condições indignas de trabalho, tais como salários
defasados, falta de estabilidade funcional, falta de segurança.
Gostaria
de dar os parabéns à produção do Sociedade
Anônima. É uma pena que o programa passe tarde da noite,
pois tenho de levantar cedo. Sucesso ao Cazé ("No lugar errado",
18 de abril)!
Estou escrevendo
para lamentar profundamente a existência de grupos musicais como
É o Tchan. Como se não bastasse o nome ridículo e
as coreografias totalmente sem sentido, o grupo baiano agora aparece com
um novo mal: a falta de criatividade ("Segura o Tchan", 18 de abril).
A Sociedade
Brasileira de Dermatologia, Regional São Paulo, cumprimenta o jornalista
Marcelo Marthe pela reportagem abordando a autopromoção
de médicos na televisão. No entanto, isso acontece também
na mídia escrita e falada, e deve da mesma maneira receber a desaprovação
dos órgãos de classe. Esta sociedade está empenhada,
juntamente com o Conselho Regional de Medicina, em coibir esses abusos
que se manifestam por meio de propaganda imoderada, autopromoção
e sensacionalismo ("Baixaria diplomada", 18 de abril).
Diogo Mainardi
é o mentor da opinião nacional. Por ser nordestino, eu contrario
apenas sua afirmação de que "quanto maior é o poder
político que eles têm, maior a miséria". Seria justamente
o contrário: quanto mais miserável for um povo, mais poder
terão seus políticos ("Quando menos é melhor", 18
de abril).
Ao ler na
seção Contexto "Jogo livre em Camboriú" (11 de abril),
digo que o jogo não é privilégio só do Marambaia
Cassino Hotel, pois em Caldas Novas todas as noites um cassino funciona
como se fosse Las Vegas.
O MST passou
a não ter mais a admiração da opinião pública,
mas seu repúdio, sentimento que só não contagia alguns
luminares da esquerda. (Até o dia em que algum político
de esquerda tiver sua fazenda invadida e depredada.) Os atuais chefes
do MST deturparam de tal forma o sentido real da luta pelo acesso à
terra que hoje o movimento é vinculado apenas a palavras como baderna,
arruaça e violência. Como negociar com essa gente? Ou eles
protestam ordeiramente ou o remédio será a cadeia. O que
não pode mais é o cidadão se tornar refém
do terror instaurado pelo MST no país. Toda luta tem de ter um
limite: o da lei. É
um absurdo que nada possa ser feito para frear as invasões e depredações
promovidas pelo MST em todo o país. O movimento é bem constituído
para receber doações de particulares e terras do governo,
mas não pode ser processado por não existir juridicamente
("Não adianta processar", 18 de abril)?
A revelação
da fealdade de Cleópatra dignifica ainda mais seus feitos e aptidões
("A bela era feia", 18 de abril). Por que uma
pessoa "feiosa" não poderia fazer com que dois homens se apaixonassem
tão perdidamente por ela?
Há
onze anos faço musculação, tenho 42 anos, sempre
disse que faço ginástica, para evitar discussões
desinformadas do tipo "vai ficar musculosa". Imagina nós, mulheres
dessa idade, com nossos míseros hormônios. No máximo
recuperamos nossa massa muscular ou ficamos levemente durinhas. Agora
posso dizer: faço musculação ("A força dos
anos", 18 de abril).
O envolvimento
do senador Jader Barbalho com a Superintendência do Desenvolvimento
da Amazônia (Sudam) já era por demais evidente. Com a última
edição de VEJA, surgiu a prova concreta que liga o senador
a um fraudador daquela instituição: trata-se de José
Osmar Borges. Agora, cabe ao Congresso apurar e, se for o caso, punir
civil, penal e politicamente os responsáveis ("Apareceu a prova
que faltava", 18 de abril). Incrível
o fato de Jader Barbalho manter um estilo puritano enquanto seu patrimônio
se multiplica sem explicação. E nós, seres comuns,
nos contentamos em ouvir o pobre homem dizer que não era adivinho
quando fez negócios com o maior fraudador da Sudam, assim como
não sabia do envolvimento do mesmo com os negócios sujos.
VEJA, como
sempre, presta um grande serviço ao país ao mostrar a verdadeira
face do poder. Não suporto mais ver o senador Jader Barbalho encarar
os leitores, em poses, nas fotos que ilustram as reportagens sobre o desvio
de verbas da Sudam. Com aquele ar de impunidade, ele deve se achar o máximo.
Quando tomo
conhecimento das imoralidades que assolam nosso país, tenho muita
vontade de dar minha opinião, desabafar. Acho que todo brasileiro
honesto sente esse desejo. Como não há espaço para
todo mundo se expressar, precisamos eleger nosso representante para isso.
Eu já escolhi o meu: Sérgio Abranches, autor do artigo "Atitudes
fora do lugar" (Em foco, 18 de abril). Ele praticamente leu meus pensamentos.
Parabéns, Sérgio, continue sendo nosso porta-voz.
A ação
da senhora Yonne Oliveira Castro, publicada na página 89 ("Um gato
autorizado", 18 de abril), de fornecer energia elétrica a um Posto
da PM do Rio de Janeiro é a prova de que com boa vontade e cidadania
podemos melhorar nossa cidade e nosso país. Parabéns.
A respeito
da nota "Método não recomendado" (Holofote, 18 de abte;s. Parabéns.
A respeito
da nota "Método não recomendado" (Holofote, 18 de abril),
gostaria de esclarecer que o método em questão sempre foi
indicado para casos extremos e sua taxa de sobrevida é certamente
maior que 30% nos centros habilitados para realizá-lo. Ele continua
sendo utilizado e estudado em vários institutos importantes. Inclusive
será tema de dois simpósios internacionais, no Japão
e na Itália, agendados para o segundo semestre deste ano.
Diferentemente
do que afirma a coluna Radar ("Presa na burocracia", 18 de abril), a resolução
da Faixa Dourada na Carteira Nacional de Habilitação não
"dorme há quatro meses nas gavetas do Ministério da Justiça".
A Resolução nº 122 foi aprovada no dia 14 de fevereiro
de 2001 e publicada no Diário Oficial da União no
dia 6 de abril, uma semana antes da divulgação da nota na
coluna Radar.
A reportagem
"A natureza contra-ataca" (18 de abril) é um importante alerta
para a ameaça de extinção que paira sobre toda a
espécie humana e merece ser lida por todos os brasileiros que detêm
algum poder e discutida em todas as salas de aula neste país. Para
aqueles que acreditam que o homem não seria capaz de perpetrar
o próprio extermínio, basta ver nossa passividade diante
da agonia e morte de nossos mares, rios, lagoas, matas e florestas. Espero
que essa reportagem contribua para sacudir nossa sociedade, a fim de que
ela assuma sua responsabilidade e evite o desastre que ameaça as
futuras gerações.
A têmpera
cultural de um povo é forjada pela leitura de bons livros. Portanto,
lamento a penúria de nossas bibliotecas. Porém, não
ter um Paulo Coelho no acervo não é demérito, é
virtude ("Festa das traças", 18 de abril)!
Minha frase
publicada na reportagem "O ser e o nada" (18 de abril) pode soar deselegante
em relação a um prêmio do qual a Companhia das Letras
vem participando e que procura apoiar, inscrevendo todos os seus livros
e discutindo seus critérios desde o início das atividades
da editora, em 1986.
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