Edição 1940 . 25 de janeiro de 2006

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Bebidas
Coquetéis a preço
de ouro

Bares americanos criam drinques
que podem custar mais de
2 000 dólares. E há quem os beba


Tiago Cordeiro

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Receitas de coquetéis caros

Quem acha que paga caro por uma garrafa de bom scotch, ou de vodca finlandesa, nem imagina o que custam as bebidas no bar do cassino MGM Grand, em Las Vegas. No cardápio, oferece-se o coquetel high limit kir royale, uma mistura de conhaque, champanhe e licor. Preço: 2.200 dólares. Sim, isso mesmo. O equivalente a 5.000 reais por um cálice de drinque. O restaurante Reserve, de Chicago, também cobra um preço espantoso por um simples coquetel, o reserve red ruby. Bebericá-lo custa 950 dólares (2.000 reais). Nesse caso, pelo menos, quem encomenda a mistura recebe de brinde um pequeno rubi de 1 quilate, colado ao enfeite do copo. Ambos os drinques, evidentemente, utilizam bebidas finas e raras (veja o quadro) e não representam casos isolados. Os coquetéis supercaros são uma tendência nos bares americanos de clientela abastada. E quem tem coragem de pedi-los? Em geral, empresários festejando a conclusão de um negócio bilionário ou ricaços que desejam impressionar uma companhia feminina. Até no Brasil a moda está pegando. No bar do Hotel Emiliano, em São Paulo, o CB&C cocktail sai pela bagatela de 950 reais.

Os coquetéis sempre foram cercados de uma aura de sofisticação. O mais famoso deles, o dry martini, foi inventado pelo barman John Martini, em 1910, para homenagear o magnata John Rockefeller. O bellini's do Harry's Bar, de Veneza, há setenta anos figura entre as atrações turísticas da cidade. Mas os preços estratosféricos cobrados por coquetéis nos bares americanos são uma novidade e só podem ser explicados pela euforia com a pujança econômica do país.

 

Fotos divulgação e Otavio Dias de Oliveira
 
 
 
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