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Bebidas
Coquetéis a preço de ouro
Bares americanos criam drinques que podem custar mais de 2 000 dólares.
E há quem os beba 
Tiago Cordeiro
Quem acha que paga caro por uma garrafa
de bom scotch, ou de vodca finlandesa, nem imagina o que custam as bebidas no
bar do cassino MGM Grand, em Las Vegas. No cardápio, oferece-se o coquetel
high limit kir royale, uma mistura de conhaque, champanhe e licor. Preço:
2.200 dólares. Sim, isso mesmo. O equivalente a 5.000 reais por um cálice
de drinque. O restaurante Reserve, de Chicago, também cobra um preço
espantoso por um simples coquetel, o reserve red ruby. Bebericá-lo custa
950 dólares (2.000 reais). Nesse caso, pelo menos, quem encomenda a mistura
recebe de brinde um pequeno rubi de 1 quilate, colado ao enfeite do copo. Ambos
os drinques, evidentemente, utilizam bebidas finas e raras (veja
o quadro) e não representam casos isolados. Os coquetéis
supercaros são uma tendência nos bares americanos de clientela abastada.
E quem tem coragem de pedi-los? Em geral, empresários festejando a conclusão
de um negócio bilionário ou ricaços que desejam impressionar
uma companhia feminina. Até no Brasil a moda está pegando. No bar
do Hotel Emiliano, em São Paulo, o CB&C cocktail sai pela bagatela
de 950 reais. Os coquetéis
sempre foram cercados de uma aura de sofisticação. O mais famoso
deles, o dry martini, foi inventado pelo barman John Martini, em 1910, para homenagear
o magnata John Rockefeller. O bellini's do Harry's Bar, de Veneza, há setenta
anos figura entre as atrações turísticas da cidade. Mas os
preços estratosféricos cobrados por coquetéis nos bares americanos
são uma novidade e só podem ser explicados pela euforia com a pujança
econômica do país. |