Edição 1940 . 25 de janeiro de 2006

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"TODO MUNDO PRECISA DE FANTASIA"
Empresário, 35 anos, casado, R.F.L. fala com a franqueza propiciada pelo anonimato ­ como na internet ­ sobre suas experiências eróticas na rede

"Há muitos anos costumo teclar com diversas pessoas na internet. Quando surgiram as salas de bate-papo, fiquei extasiado. Entrava todo dia, várias vezes. Do trabalho, de casa e até nos almoços de domingo na casa do meu sogro. Naquela época, minha mulher não era nada ligada nesse tipo de tecnologia, o que me propiciava passar as noites on-line teclando com a desculpa de estar preparando relatórios de trabalho. Sempre gostei das salas de sexo. Ali, todo mundo está na mesma onda: falar obscenidades, fantasiar, trocar endereços de sites pornográficos, fazer comentários sobre eles. O homem que diz que não gosta de entrar num site de pornografia está mentindo. As mulheres têm uma imensa dificuldade de aceitar isso, o que acho uma bobagem. Não vai ter sexo, não vai ter envolvimento, qual o problema? Fantasia é fantasia. Todo mundo precisa. Certa vez, minha mulher, ao ligar o computador, foi ao histórico dos sites visitados por mim e viu todos os endereços pornôs. Foi um escândalo. Era como se ela tivesse visto uma foto minha com alguém em um motel. Aí, ela passou a me vigiar. Queria me dar flagras, checar se eu continuava entrando. Claro que continuo! Mas, desde então, toda vez que saio do site, configuro meu computador para apagar o histórico. Tenho algumas amigas do trabalho com quem costumo falar durante o dia pelo Messenger. É muito engraçado porque com uma, especificamente, chego a ter um papo extremamente sexual. Tipo pergunto que calcinha ela está usando, essas coisas. Quando nos cruzamos no corredor, no entanto, a intimidade é zero. Fico tímido, não sei. Mas é um exemplo de como todo mundo precisa de uma fantasia. Está na cara que ela, que também é casada, deve estar entediada com o sexo do marido e por isso busca algo mais".

 

AGORA, SÓ SE A MULHER DEIXAR

 

Ana Araujo

Depois de quatro meses de separação, Adyr Bandeira Júnior, 25 anos, cedeu: hoje só tecla sob supervisão da mulher, Ráissa Ribeiro, 19 anos. "Todo o meu ódio era porque havia intimidade", diz ela. "Se fosse uma coisa boba, com desconhecidas, não me importaria."

 

A PAQUERA NA SALA DE CASA

 

Lailson Santos

"Ver todo aquele movimento de mulheres mexe com a relação", avalia Margaret Manta, 44 anos. "A paquera passa a ocorrer na sala da sua casa. É assustador. " Wagner Rios, 32 anos, o marido, também não gosta: "Eu fico com raiva quando leio algumas mensagens. Acho que ela dá liberdade para os outros falarem com intimidade".

 

A MARCA DA TRAIÇÃO: SABER QUE ESTÁ FAZENDO ALGO ERRADO

 

Oscar Cabral

"Eu passava muito tempo em conversas com um amigo", conta Patrícia Perrett, 32 anos. "Nunca nos tocamos. Mas quando você fica empolgada com a situação, quando sente que está fazendo algo errado, acho que é indicador de que está traindo."

 
 
 
 
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