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"TODO
MUNDO PRECISA DE FANTASIA"
Empresário, 35 anos,
casado, R.F.L. fala com a franqueza propiciada pelo
anonimato como na internet sobre suas
experiências eróticas na rede
"Há muitos
anos costumo teclar com diversas pessoas na internet.
Quando surgiram as salas de bate-papo, fiquei extasiado.
Entrava todo dia, várias vezes. Do trabalho,
de casa e até nos almoços de domingo na
casa do meu sogro. Naquela época, minha mulher
não era nada ligada nesse tipo de tecnologia,
o que me propiciava passar as noites on-line teclando
com a desculpa de estar preparando relatórios
de trabalho. Sempre gostei das salas de sexo. Ali, todo
mundo está na mesma onda: falar obscenidades,
fantasiar, trocar endereços de sites pornográficos,
fazer comentários sobre eles. O homem que diz
que não gosta de entrar num site de pornografia
está mentindo. As mulheres têm uma imensa
dificuldade de aceitar isso, o que acho uma bobagem.
Não vai ter sexo, não vai ter envolvimento,
qual o problema? Fantasia é fantasia. Todo mundo
precisa. Certa vez, minha mulher, ao ligar o computador,
foi ao histórico dos sites visitados por mim
e viu todos os endereços pornôs. Foi um
escândalo. Era como se ela tivesse visto uma foto
minha com alguém em um motel. Aí, ela
passou a me vigiar. Queria me dar flagras, checar se
eu continuava entrando. Claro que continuo! Mas, desde
então, toda vez que saio do site, configuro meu
computador para apagar o histórico. Tenho algumas
amigas do trabalho com quem costumo falar durante o
dia pelo Messenger. É muito engraçado
porque com uma, especificamente, chego a ter um papo
extremamente sexual. Tipo pergunto que calcinha ela
está usando, essas coisas. Quando nos cruzamos
no corredor, no entanto, a intimidade é zero.
Fico tímido, não sei. Mas é um
exemplo de como todo mundo precisa de uma fantasia.
Está na cara que ela, que também é
casada, deve estar entediada com o sexo do marido e
por isso busca algo mais".
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