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Edição 2092

24 de dezembro de 2008
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De férias – e bem equipado


Monica Weinberg (mweinberg@abril.com.br)

Fotos Lailson Santos, Julio Vilela e Divulgação


As atuais barracas de camping estão a anos-luz das velhas estacas de ferro, já há toalhas de praia que não acumulam água e surgiram até câmeras que esperam o turista solitário se posicionar para, só então, dar o clique.

Esses são alguns dos equipamentos lembrados – e testados – por pessoas que costumam viajar há muito tempo e já experimentaram toda espécie de acessório cuja promessa é trazer mais conforto
às férias. Nem todos funcionam, dizem elas. Os que aparecem nestas páginas, no entanto, foram bem avaliados pelo grupo de viajantes consultado por VEJA. Eles se pres-tam a diferentes finalidades, tipos de viagem e orçamentos. Mesmo com a crise, mais de 130 milhões de brasileiros planejam passar as férias longe de casa – cerca de 20% mais do que no ano passado, segundo dados do Ministério do Turismo. É a essas pessoas que os especialistas se dirigem.


Conexão familiar
O casal de empresários Ricardo, 32 anos, e Silvia Yugi, 34, adotou os walkie-talkies primeiro no trabalho. Depois, nas férias: "São mais econômicos que o celular e, em lugares amplos e lotados, ninguém se perde mais"



Situação: o cartão de memória da máquina fotográfica ficou lotado no meio da viagem
O que dizem os viajantes: a maioria das pessoas vai a um cibercafé, passa as fotos para o computador e as grava num CD – mas já existe um aparelho que pode encurtar o caminho. Encaixado na câmera, ele transmite as informações para um pen drive ou mesmo um MP3
Ressalva: o acessório não armazena os arquivos. Só funciona, portanto, conectado a outro aparelho capaz de fazer isso
Indicação dos especialistas: Video Transfer (Pinnacle, 600 reais*), o único à venda no Brasil




O trabalho se resume a 5 minutos
O analista financeiro Adriano Kümmel, 25 anos, testou uma das barracas de montagem automática: "O esforço é zero para armar e ela fica bem mais estável que as outras que eu usava"


Situação:
depois de uma caminhada extenuante, é chegada a hora de montar a barraca de camping
O que dizem os viajantes: o tempo das estacas pesadas passou. Já há barracas com sistemas de montagem automáticos, que levam cerca de cinco minutos para ficar de pé – e não mais a meia hora dos antigos modelos
Ressalva: para iniciantes, montar é fácil, desmontar nem tanto. É preciso seguir à risca o manual
Indicação dos especialistas: Pamplona (La Trekking, 200 reais*), com o melhor custo-benefício

 

Situação: numa viagem em grupo, manter contato por meio de celular pode custar caro – mas, sem ele, saber o paradeiro uns dos outros vira um suplício permanente    
O que dizem os viajantes: walkie-talkies se tornaram boa alternativa com o surgimento de aparelhos que já se comunicam a distâncias de até 50 quilômetros. Eles oferecem duas vantagens em relação aos celulares: a ligação sai de graça e não está sujeita à ausência de sinal, mesmo em lugares mais ermos
Ressalva: a comunicação corre o risco de ser interrompida pelo mau tempo ou de receber interferências. Nesses casos, a solução é que as duas pessoas ajustem a freqüência da transmissão – operação que exige alguma experiência com o aparelho
Indicação dos especialistas: o modelo Talkabout (Motorola, 300 reais*). É o de mais longo alcance à venda no Brasil – 25 quilômetros




Situação: depois da praia, a toalha molhada fica inutilizada e ainda pesa como chumbo na bolsa
O que dizem os viajantes: já existem toalhas dez vezes mais leves, pesando algo como 60 gramas, que conseguem absorver o triplo de água. Torcidas, eliminam na mesma hora 90% da água acumulada
Ressalva: seus 60 centímetros de comprimento são insuficientes para que um adulto repouse sobre ela
Indicação dos especialistas: a toalha Coghlans (25 reais*), porque, de todas, é a que absorve mais água




Situação: uma pessoa viaja sozinha e volta sem nenhuma foto de si mesma
O que dizem os viajantes: um novo tipo de câmera é bem útil neste caso. Como outras, ela pode ser programada para tirar sozinha o retrato – com a vantagem de só dar o clique quando o fotografado decide que é o melhor momento, e não nos usuais trinta segundos. Para isso, basta que registre um sorriso
Ressalva: em todas as fotos, a pessoa sairá sorrindo
Indicação dos especialistas: Sony DSC W125 (de 7 megapixels, 800 reais*). A opção de 10 megapixels custa 60% mais e produz imagens de qualidade parecida




Situação: passar por portas de ônibus e subir escadarias de metrô pilotando um carrinho de bebê exige perícia – e músculos
O que dizem os viajantes: é melhor evitar os modelos mais robustos e procurar os leves e dobráveis. Mais precisamente aqueles que, fechados, têm (sim) tamanho semelhante ao de uma raquete de tênis, são feitos de alumínio e pesam 8 quilos, 40% menos que a média. Sobre três rodas, eles ganham estabilidade – o que lhes permite atravessar qualquer espécie de terreno
Ressalva: reclinam menos que os carrinhos tradicionais. Por isso, podem ser especialmente desconfortáveis para bebês que ainda não se sentam sozinhos
Indicação dos especialistas: Zapp (Quinny, 1 500 reais*). Fechado, nenhum outro é tão compacto

*Preços médios



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