As atuais barracas de camping estão a anos-luz das
velhas estacas de ferro, já há toalhas de praia
que não acumulam água e surgiram até
câmeras que esperam o turista solitário se posicionar
para, só então, dar o clique.
Esses são
alguns dos equipamentos lembrados e testados
por pessoas que costumam viajar há muito tempo e já
experimentaram toda espécie de acessório cuja
promessa é trazer mais conforto
às férias. Nem todos funcionam, dizem elas.
Os que aparecem nestas páginas, no entanto, foram bem
avaliados pelo grupo de viajantes consultado por VEJA. Eles
se pres-tam a diferentes finalidades, tipos de viagem e orçamentos.
Mesmo com a crise, mais de 130 milhões de brasileiros
planejam passar as férias longe de casa cerca
de 20% mais do que no ano passado, segundo dados do Ministério
do Turismo. É a essas pessoas que os especialistas
se dirigem.
Conexão
familiar O casal de empresários
Ricardo, 32 anos, e Silvia Yugi, 34, adotou os walkie-talkies
primeiro no trabalho. Depois, nas férias: "São
mais econômicos que o celular e, em lugares amplos
e lotados, ninguém se perde mais"
Situação:
o cartão de memória da máquina fotográfica
ficou lotado no meio da viagem O que dizem os viajantes: a maioria das pessoas
vai a um cibercafé, passa as fotos para o computador
e as grava num CD mas já existe um aparelho
que pode encurtar o caminho. Encaixado na câmera,
ele transmite as informações para um pen
drive ou mesmo um MP3 Ressalva: o
acessório não armazena os arquivos. Só
funciona, portanto, conectado a outro aparelho capaz de
fazer isso Indicação
dos especialistas: Video Transfer (Pinnacle, 600 reais*),
o único à venda no Brasil
O trabalho
se resume a 5 minutos O analista financeiro
Adriano Kümmel, 25 anos, testou uma das barracas
de montagem automática: "O esforço
é zero para armar e ela fica bem mais estável
que as outras que eu usava"
Situação: depois de uma caminhada extenuante,
é chegada a hora de montar a barraca de camping O que dizem os viajantes: o tempo das estacas pesadas
passou. Já há barracas com sistemas de montagem
automáticos, que levam cerca de cinco minutos para
ficar de pé e não mais a meia hora dos
antigos modelos Ressalva: para iniciantes, montar é fácil,
desmontar nem tanto. É preciso seguir à risca
o manual Indicação dos especialistas: Pamplona
(La Trekking, 200 reais*), com o melhor custo-benefício
Situação:
numa viagem em grupo, manter contato por meio de celular
pode custar caro mas, sem ele, saber o paradeiro
uns dos outros vira um suplício permanente O que dizem os viajantes:
walkie-talkies se tornaram boa alternativa com o surgimento
de aparelhos que já se comunicam a distâncias
de até 50 quilômetros. Eles oferecem duas
vantagens em relação aos celulares: a ligação
sai de graça e não está sujeita à
ausência de sinal, mesmo em lugares mais ermos Ressalva: a
comunicação corre o risco de ser interrompida
pelo mau tempo ou de receber interferências. Nesses
casos, a solução é que as duas pessoas
ajustem a freqüência da transmissão
operação que exige alguma experiência
com o aparelho Indicação
dos especialistas: o modelo Talkabout (Motorola, 300
reais*). É o de mais longo alcance à venda
no Brasil 25 quilômetros
Situação:
depois da praia, a toalha molhada fica inutilizada
e ainda pesa como chumbo na bolsa O que dizem os viajantes: já existem toalhas
dez vezes mais leves, pesando algo como 60 gramas, que
conseguem absorver o triplo de água. Torcidas,
eliminam na mesma hora 90% da água acumulada Ressalva: seus 60 centímetros de comprimento
são insuficientes para que um adulto repouse sobre
ela Indicação
dos especialistas: a toalha Coghlans (25 reais*),
porque, de todas, é a que absorve mais água
Situação:
uma pessoa viaja sozinha e volta sem nenhuma foto de si mesma O que dizem os viajantes: um novo tipo de câmera
é bem útil neste caso. Como outras, ela pode
ser programada para tirar sozinha o retrato com a vantagem
de só dar o clique quando o fotografado decide que
é o melhor momento, e não nos usuais trinta
segundos. Para isso, basta que registre um sorriso Ressalva: em todas as fotos, a pessoa sairá
sorrindo Indicação
dos especialistas: Sony DSC W125 (de 7 megapixels, 800
reais*). A opção de 10 megapixels custa 60%
mais e produz imagens de qualidade parecida
Situação:
passar por portas de ônibus e subir escadarias de
metrô pilotando um carrinho de bebê exige perícia
e músculos O que dizem os viajantes: é melhor evitar os
modelos mais robustos e procurar os leves e dobráveis.
Mais precisamente aqueles que, fechados, têm (sim) tamanho
semelhante ao de uma raquete de tênis, são feitos
de alumínio e pesam 8 quilos, 40% menos que a média.
Sobre três rodas, eles ganham estabilidade o
que lhes permite atravessar qualquer espécie de terreno Ressalva: reclinam menos que os carrinhos tradicionais.
Por isso, podem ser especialmente desconfortáveis para
bebês que ainda não se sentam sozinhos Indicação
dos especialistas: Zapp (Quinny, 1 500 reais*). Fechado,
nenhum outro é tão compacto