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Livros
O Estrangulador, de
Manuel Vázquez Montalbán (tradução
de Rosa Freire D'Aguiar; Companhia das Letras; 210 páginas;
24 reais) Grande nome da literatura espanhola atual,
Manuel Vázquez Montalbán costuma variar,
a cada livro, o gênero de seus relatos. Por isso
mesmo, quem o conhece por Autobiografia
do General Franco,
que tem forte conteúdo político, ou Os
Mares do Sul,
um policial da melhor estirpe, irá se surpreender
com este lançamento. O
Estrangulador é
um romance ambicioso e "culto". Tem como narrador um
interno de instituição psiquiátrica
que se apresenta como assassino. Com frieza, ele apresenta
os seus crimes. Mas atenção: o texto está
repleto de armadilhas, que ocultam a verdade sobre o
personagem e seus feitos. Comentário sarcástico
e pessimista sobre a época presente, O
Estrangulador é
uma leitura inquietante.
Musashi - Volume II, de
Eiji Yoshikawa (tradução de Leiko Gotoda;
Estação Liberdade; .888
páginas; 48 reais) Lançada em agosto,
a primeira parte da saga do "mais famoso samurai de todos
os tempos" caiu no gosto do leitor brasileiro e já
vendeu mais de 10.000
exemplares. Sucesso merecido. Baseado em eventos e personagens
reais, este é um romance empolgante, cheio de reviravoltas.
Seus detalhes, além disso, permitem compor um retrato
vívido do Japão medieval. Um retrato muito
mais preciso do que aquele estampado em obras semelhantes
feitas para o grande público, como Xogum,
do americano James Clavell. Neste segundo volume, o guerreiro
Musashi prossegue em suas andanças, buscando o
aperfeiçoamento filosófico e na arte do
combate. Espera também pelo confronto final com
Sasaki Kojiro, único samurai capaz de lhe fazer
frente. |
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Televisão
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Modelo desfila Alexander McQueen: show de
efeitos especiais |
Fashion File Especial
(The Superstation; segunda-feira às 19h30,
terça às 13h e no dia 28 às 15h)
Programa dedicado a Alexander McQueen, nome coruscante
nas últimas temporadas da alta-costura. Usando
desde lâmpadas pisca-piscas até chifres
de unicórnio, McQueen transforma seus desfiles
em shows cheios de efeitos especiais. Faz chover e nevar,
põe fogo na passarela (com a modelo em ação)
e transforma o palco em pista de patinação
no gelo. Recentemente, usou robôs para colorir
uma saia em pleno desfile, com tinta spray. O programa
conta a história do estilista, nascido numa família
pobre de Londres, que diz ter descoberto o mundo da
moda trabalhando como ajudante de um alfaiate. Hoje
contratado pela grife Givenchy, ele se compara ao diretor
de cinema Steven Spielberg.
Jazz
Collection com John Coltrane (quinta-feira
às 13h e sábado às 17h, no Eurochannel)
Este documentário, produzido há
três anos pela TV francesa, mostra a vida e a
obra do mais aclamado saxofonista-tenor da história
do jazz. Integrante dos grupos de Miles Davis e Thelonious
Monk, Coltrane também liderou sua própria
banda, na qual consagrou o estilo ousado e original
que chegou a transformá-lo em ídolo também
dos roqueiros. O programa mostra ainda o lado negro
da vida do músico: sua dependência do álcool
e da heroína e sua luta para se livrar do vício.
Entre os números musicais, há clássicos
de sua carreira, como A
Love Supreme, Giant Steps e
Naima.
Programa
imperdível para quem gosta de boa música.
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Discos
Meu Coração, Pepeu
Gomes (Trama) Embora celebrado como guitarrista,
tanto nos Novos Baianos quanto nas bandas de Moraes
Moreira e Gilberto Gil, Pepeu nunca conseguiu acertar
em seus discos individuais. Por isso mesmo, Meu
Coração é
uma boa surpresa. No CD, Pepeu deixa de lado os longos
solos de guitarra e opta pelo som acústico, acompanhado
pelos irmãos Didi e Jorge Gomes respectivamente,
baixo e bateria. Desfila suas canções
mais conhecidas, como Eu
Também Quero Beijar
e
Meu Coração,
com interpretações maduras e de sonoridade
macia. Todas as faixas, sem exceção, ganham
versões melhores do que as originais. Inclusive
a breguíssima Garota
Dourada,
do conjunto Rádio Táxi (alguém
se lembra?), tocada em ritmo de bossa nova.
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From Here to Eternety Live, The
Clash (Sony Music) Da geração de
rebeldes que dominou o rock no final dos anos 70, o
Clash era a única banda que realmente tinha algo
a dizer. Suas letras eram acima da média, abordando
temas como a Guerra Civil Espanhola e a proibição
do rock nas rádios do Irã. Além
disso, o grupo costumava fazer shows memoráveis.
Alguns deles, apresentados entre 1978 e 1982, estão
registrados neste CD. Além de ser um documento
histórico, o álbum pode ser encarado como
uma bela introdução à obra do Clash,
trazendo sucessos do quilate de Should
I Stay or Should I Go
e I Fought
the Law.
Um trabalho com mais qualidade do que 90% das produções
do rock atual.
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