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Satélites
russos
O Hermitage
abre "filiais" para
exibir seu acervo
Quem
já passou às pressas por um dos grandes museus
do mundo, como o Louvre, em Paris, ou o Metropolitan, em Nova
York, certamente ficou com a sensação de que
muitas outras visitas seriam necessárias para apreciar
as suas obras. Mais surpreendente ainda é saber que
apenas uma pequena fração do acervo desses museus
é exibida normalmente, enquanto o restante fica guardado
por falta de espaço de exposição. O Museu
Hermitage de São Petersburgo, por exemplo, só
consegue mostrar 5% de suas 3 milhões de peças.
Sua direção, no entanto, encontrou a saída
para esse problema: a criação de "museus-satélites".
O plano para a primeira dessas instituições
surgiu há cerca de um ano, quando uma mansão
em Amsterdã, na Holanda, foi escolhida para abrigar
permanentemente mostras do Hermitage. Agora, um segundo endereço
foi anunciado, dessa vez em Londres, na Inglaterra. Como declarou
ao jornal americano The
New York Times
o diretor do Hermitage, Mikhail Piotrovsky, o plano é
"tornar a coleção mais acessível e marcar
presença fora da Rússia", além de angariar
recursos para o museu, que passa por dificuldades financeiras.
Turistas e apreciadores de arte agradecem. Agora ficará
mais fácil ver algumas das riquezas do Hermitage, que
possui imponentes conjuntos de pintura clássica, impressionista
e pós-impressionista.
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