Marisa Uchiyama
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Gladstone Campos
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| Fontana e Amaro: avaliação
em duas semanas |
A fusão
da TAM e da Transbrasil está estacionada na cabeceira da
pista à espera de permissão da torre para decolar. Antes
disso será preciso também saber quais os números obtidos
por uma equipe de auditores contratada para definir o valor
da Transbrasil. O trabalho da comissão deverá ser concluído
dentro de duas semanas. Na quinta-feira passada, o presidente
da TAM, Rolim Amaro, jantou no restaurante Massimo, em São
Paulo, em companhia do advogado Antônio Celso Cipriani.
Presidente do conselho de administração da Transbrasil e
genro de Omar Fontana, principal acionista da empresa, é
Cipriani quem trata do assunto em nome dos controladores.
Os encontros
entre os dois têm sido freqüentes nas últimas semanas.
Ficou acertado que, definido o valor da Transbrasil, a
TAM manifestará oficialmente seu interesse pelo negócio.
Amaro quer se unir à Transbrasil desde que a fusão seja
financiada com o dinheiro do lançamento de ações no mercado
ou do aporte de capital por parte de algum grande investidor
de risco. "O que não faremos, em hipótese alguma,
é contrair dívidas para nos fundir com a Transbrasil",
diz ele. Aparentemente, não está em cogitação a hipótese
de fusão com a Vasp, do empresário Wagner Canhedo, o principal
interessado nesse tipo de solução. Nem com a Varig, que,
pelo seu porte, acabaria engolindo as duas empresas.