Edição 1 625 - 24/11/1999

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A TAM discute a fusão com a Transbrasil

Marisa Uchiyama
Gladstone Campos
Fontana e Amaro: avaliação em duas semanas

A fusão da TAM e da Transbrasil está estacionada na cabeceira da pista à espera de permissão da torre para decolar. Antes disso será preciso também saber quais os números obtidos por uma equipe de auditores contratada para definir o valor da Transbrasil. O trabalho da comissão deverá ser concluído dentro de duas semanas. Na quinta-feira passada, o presidente da TAM, Rolim Amaro, jantou no restaurante Massimo, em São Paulo, em companhia do advogado Antônio Celso Cipriani. Presidente do conselho de administração da Transbrasil e genro de Omar Fontana, principal acionista da empresa, é Cipriani quem trata do assunto em nome dos controladores.

Os encontros entre os dois têm sido freqüentes nas últimas semanas. Ficou acertado que, definido o valor da Transbrasil, a TAM manifestará oficialmente seu interesse pelo negócio. Amaro quer se unir à Transbrasil desde que a fusão seja financiada com o dinheiro do lançamento de ações no mercado ou do aporte de capital por parte de algum grande investidor de risco. "O que não faremos, em hipótese alguma, é contrair dívidas para nos fundir com a Transbrasil", diz ele. Aparentemente, não está em cogitação a hipótese de fusão com a Vasp, do empresário Wagner Canhedo, o principal interessado nesse tipo de solução. Nem com a Varig, que, pelo seu porte, acabaria engolindo as duas empresas.